terça-feira, 7 de maio de 2013

Por que e Para que fazer apologética? (Blog MCA)



"Por causa da falta de ensino sobre a “Apologia” na igreja, não há a percepção da importância que esta faz na vida de um cristão que está inserido na sociedade. Por mais que se possa imaginar a impossibilidade de alguma pessoa, durante uma caminhada na rua, ser abordada e questionada: “Dê razão da sua fé, agora!” ela está numa sociedade que questiona a existência de Deus. Uma seita que vem tomando espaço na sociedade é o ateísmo. Sutilmente as pessoas aderem a esse tipo de pensamento e começam a questionar se realmente há um deus supremo que governa todas as coisas. A sociedade enxerga tanta desgraça, tanta destruição, tanto sofrimento que a idéia é lançada: “Se existisse um deus, porque ele permite tanto sofrimento?” Por mais que a sociedade brasileira se auto-intitule “católica” esse tipo de questionamento, a partir do momento que souberem da existência de um cristão em seu meio, será levantado e precisará ser respondida.


Por mais que seja uma resposta coerente, a sociedade não aceitará a idéia que é apenas a fé o meio para acreditarmos em Deus. A resposta não pode ficar no âmbito abstrato, mas a sociedade quer algo concreto. Esse é o papel do cristão, esse é o papel do “apologista”.

No local de trabalho de um cristão, haverá outros funcionários. Haverá a possibilidade de ter várias religiões. Haverá vários questionamentos das pessoas e, aquele que souber responder, conseguirá conquistá-los. Ou melhor, as outras religiões questionarão o cristão. Para isso, há duas saídas: ou saber responder, ou nunca ninguém descobrir que há um cristão ali! Com certeza esta é inadequada para um cristão, mas a outra só pode acontecer se houver conhecimento do assunto questionado. Mas pode ser afirmado que a “apologética não é feita de algumas maneiras, como por exemplo, pela força, impondo as suas idéias e no negligenciar da fé, guardando-a apenas para si. Mas sim a praticando de modo sadio, sendo fiel aos princípios básicos da fé cristã e traduzir a mensagem para a línguagem/entendimento da pessoa.


Num artigo da revista “Cristianismo Hoje”, o autor William Craig redigiu um artigo sobre a “apologética” hoje, intitulado “Deus ainda não morreu”, ele diz: “É tarefa da apologética cristã ajudar a criar e sustentar um ambiente cultural onde o evangelho seja ouvido como opção intelectual viável para pessoas que pensam.” (CRAIG, 2008, p. 25) A “apologética” não serve apenas como forma de defender o evangelho, mas também como meio evangelístico. As pessoas poderão, através de uma “apologética” bem feita, perceber que os cristãos são pessoas que pensam, e que não ficam, apenas, na esfera do emocional, deixando todas as respostas para a fé, ou seja, para a área abstrata. A “apologética” pode ter o poder de mostrar um evangelho palpável para a sociedade, saindo de algo místico para uma realidade, ou seja, para a vida que a pessoa vive.

A importância da “apologética”, numa sociedade corrompida, é a válvula de escape para a única Verdade. Não é mérito dela, sendo a heroína, mas daquilo que é defendido e divulgado como algo que se possa pensar. Jesus! A única solução para o Homem. Par qualquer direção que tomarmos algum tipo de dúvida sobre, “de onde eu vim?” ou “para onde vou?” ou “para que estou aqui?” será levantada. As pessoas querem respostas. Mas não querem algo abstrato, figurado, transcendental. Elas precisam de um sentido para a vida, de uma direção, respostas para a sua vida.

Mas podemos pensar que as pessoas, em geral, não querem respostas porque tudo depende das circunstâncias. Nada é absoluto e tudo é relativo. O relativismo é um mal que toma conta como vírus. Para essas pessoas, qualquer resposta dada, relativa à religião, não será levada em conta. A posição de pessoas com esse pensamento será: “depende...”. Willian Craig, no artigo citado acima, faz uma colocação sobre tal pensamento:

A suposição de que vivemos em uma cultura pós-moderna não passa de mito. Na verdade, esse tipo de cultura é impossível; não poderíamos viver nela. Ninguém é relativista quando se trata de ciência, engenharia tecnologia – o relativismo é seletivo, só surge quando o assunto é religião e ética. (CRAIG, 2008, p. 25)

Isto é fato. As pessoas escolhem o que é imutável, em seus pensamentos, e aquilo que é relativo. Como a religião está se tornando algo banal e, como diz o ditado, “religião e política não se discute”, as pessoas deixam de lado. A “apologética”, em casos assim, precisa modificar a pessoa e seu pensamento.

Mas o objetivo deste capítulo não é mostrar as linhas de pensamento que a “apologética” pode enfrentar e suas respectivas refutações. O objetivo é mostrar a importância de tal ato. Como já citado, a sociedade está tomando rumos muito diferentes dos que conhecíamos. As pessoas estão buscando conhecimento através de livros, internet, contato pessoal, mídia. O mundo está se unificando e com isso, todo tipo de idéias estão voando esperando encontrar uma mente para aterrissar.

Para muitos, a fé é algo absurdo de se acreditar, pois envolve fé, o sobrenatural, um livro extremamente antigo, mas o autor Sproul fez uma afirmação muito feliz em contra-resposta a este tipo de pensamento: “Seguir o absurdo é envolver-se não com a fé, mas com a credulidade.” (SPROUL, 2007, p.7) Os cristãos não são ingênuos, e cabe apenas a eles provarem. Provar que a fé não é um salto no escuro, mas “A fé pela qual o Novo Testamento nos chama é a fé enraizada e solidificada em algo que Deus fez de forma clara.” (SPROUL, 2007, p.20) É papel do cristão mostrar isso para a sociedade.

Vamos entrar numa questão muito séria. Se o cristão precisa mostrar a fé para a sociedade, se o cristão precisa mostrar que não é ingênuo, se o cristão precisa mostrar que a sua crença é algo real, não apenas imaginário, e é sustentável por si própria, como fazer isso sem conhecer essa crença e quem a criou? Para ter tal resposta, precisamos olhar para as igrejas. Infelizmente, também, podemos afirmar que os membros não estão sendo preparados, intelectualmente, para defender sua fé com coerência. As igrejas ensinam um conteúdo ralo que, na pratica, não faz muito sentido.

Willian Craig diz que os evangélicos estão na periferia da existência intelectual. Não há mais pensadores cristãos em nossas igrejas. Não há mais estímulos para ter pessoas que aprofundem intelectualmente no conteúdo da Bíblia. Em contrapartida, a sociedade está cansada de um evangelho barato e com respostas ralas. Craig diz: “...os evangélicos não podem se dar ao luxo de continuar vivendo na periferia da existência intelectual responsável.” (CRAIG, 2004, p.13) Os cristãos se acomodaram em viver suas vidas dentro da igreja, sem se importar com o que acontece na sociedade, sem ouvir os questionamentos da população que clama por respostas. Ainda mais perigoso, os cristãos não sabem responder aos questionamentos porque vivem um cristianismo extremamente introspectivo.

Craig continua dizendo que o cristianismo está sendo bombardeado por pensadores fora da igreja, pessoas que questionam o cristianismo e suas bases. A idéia é que os cristãos são irracionais e antiquados, e vários estudantes, por conseqüência nossos futuros líderes, recebem essa perspectiva. Como no passado, era hora de pessoas, de dentro da igreja, se levantarem e defenderem o que acreditam. Craig faz o alerta: “Os cristãos em geral precisam estar intelectualmente envolvidos. Nossas igrejas estão cheias de cristãos intelectualmente neutros. Como cristãos, a mente dessas pessoas está sendo desperdiçada. Um dos resultados disso é uma fé imatura e superficial.” (CRAIG, 2004, p.14) A verdade é que cristãos estão se voltando cada vez mais para a sua própria igreja. Tem o conhecimento do que está acontecendo fora, mas prefere ter uma vida monástica em sua igreja.

A importância de se fazer “apologética” é a importância de dizer para o mundo que somos seres pensantes. Que sabemos no que acreditamos e podemos nos desenvolver intelectualmente para dar razão da nossa fé. Mas esse empobrecimento intelectual em relação à fé traz conseqüências para o cristão, pois isto pode levá-los ao empobrecimento espiritual. (CRAIG, 2004, p.14) A seriedade disso é muito grande. Futuros líderes que são intelectualmente pobres e espiritualmente fracos.

Por que fazer “Apologética”? Porque para tal atividade é preciso desenvolvimento intelectual e, mais que isso, é preciso conhecer o que se defende. Sproul desenvolve essa idéia quando diz que “Defender a fé da melhor forma que pudermos não é um capricho ou deleite de vaidade intelectual. É a tarefa designada a cada um de nós ao testemunharmos nossa fé perante o mundo.” (SPROUL, 2007, p. 8) Para sermos “apologistas” eficazes é essencial que conheçamos o evangelho. É essencial que tenhamos uma vida verdadeira com Deus. É essencial que tenhamos uma vida de intimidade com o Senhor da Verdade. Ou seja, para o “apologista”, uma vida espiritual sadia é essencial.

É preciso fazer “Apologética” porque a sociedade clama por respostas concretas, pois todos temos uma religião, todos temos deuses. Mas essa religião, esse deus só faz sentido quando o sentido de acreditar nele faz sentido. Para muitos, o fazer sentido é sustentado por sua própria mente, porque o homem precisa ter algo para se segurar, para acreditar. Se sempre há uma religião na pessoa e, por causa disso, todos têm o conhecimento do Deus, através de seus atributos comunicáveis, então quando conversamos, buscamos que a pessoa deixe essa religião e aceite a Verdade. Então, todos precisam de Deus e todos sentem isso, mas alguns veem isso como fraqueza e colocam a razão no lugar de Deus, pois a razão pode ser sustentada, direcionada por eles. O questionamento levantado é que não pode haver apenas uma Verdade, não pode haver apenas uma religião correta. Mas pode sim, pois todos têm acesso a ela e podem aderir; porque a Verdade não se faz democraticamente.

Se a fé cristã for verdadeira, então, por mais coerente que pareça o incrédulo viver sua posição, não consegue nela permanecer. Em algum lugar há uma falha, porque de fato vivemos no mundo de Deus. Pode ser uma falha de lógica, emoção ou simplesmente a ironia do orgulho sem sucesso. O trabalho do apologista é descobrir a tensão entre a descrença e o conhecimento de Deus que todos possuem. (EDGAR, 2000, p.61)

Se o cristão não tiver um conhecimento de mundo, do evangelho, a possibilidade dele descobrir a tensão entre a descrença e conhecimento de Deus no indivíduo será extremamente trabalhoso. Por isso que o evangelho precisa ser defendido: para que o cristão não acabe, enfadonhamente, na periferia da existência intelectual; responder aos questionamentos da sociedade; trazer aqueles que estão perdidos em uma religião que não é a Verdade."

 Autor: Paulo Romão 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé! Faleceu Dave Hunt.



É com grande pesar que venho comunicar por meio do meu blog, que morreu no dia 5 deste mês, um gigante entre os gigantes, o grande apologista Dave Hunt. Pastor Hunt ficou mundialmente conhecido pelo combate às seitas e heresias e até mesmo por confrontar escritores "evangélicos" que perpetravam heresias no meio cristão. Dave Hunt escreveu clássicos como "Em Defesa da Fé Cristã" publicado pela CPAD, "A Mulher montada na Besta" vols. 1 e 2, "A Sedução do Cristianismo", "Escapando da Sedução" e o mais recente "Cosmos, Criador e o Destino Humano" publicados pela Chamada da Meia-Noite, perfazendo um total de mais de 20 obras. Fica uma imensa lacuna no meio evangélico e dentre as fileiras dos apologistas perde-se um grande soldado que parte para estar com o Senhor.

Fontes:


Wikipedia


The Berean Call

terça-feira, 2 de abril de 2013

Cultos Aberrantes (Igreja Evangélica da Paz)


A proliferação de manifestações religiosas exóticas

O que você diria de pessoas que adoram legumes, bebem sua própria urina, se alimentam de luz e/ou ainda adoram astros da mídia? Que perderam a razão? Que são visionárias ou devotas?
Independente do que sejam, o certo é que todos os anos milhares de pessoas em todo o mundo trocam sua religião oficial por cultos estranhos. Essas novas seitas caminham paralelamente com as grandes religiões e possuem objetivos pouco claros, provocando desvios comportamentais autênticos e atitudes patológicas extremamente preocupantes.

O último censo do IBGE mostrou que 2,3% da população brasileira professa uma "outra religiosidade".

Fanáticos religiosos não faltam no mundo atual, por isso um grupo de autoridades do Chile, comissionadas para investigar o fenômeno, chegou à conclusão de que o perfil de uma seita envolve fanatismo, obediência incondicional, exclusividade do grupo e liderança messiânica. Mas há alguns grupos (ou seitas) que se destacam devido às suas práticas anômalas, promovendo cultos com elementos que se afastam dos padrões convencionais.
Sabemos que devemos respeitar aqueles que pensam e crêem diferente de nós, afinal, a liberdade religiosa é uma questão que toca a todos, indistintivamente. No entanto, não podemos confundir as coisas, a ponto de sermos ingênuos e tolerar as ações irracionais de tais grupos e seus cultos excêntricos.

Culto

O termo "culto" denota basicamente dois possíveis significados inter-relacionados:
1) Adoração ou homenagem a uma divindade.
2) Ritual ou liturgia; ou seja, o modo de exteriorizar esta adoração.
A primeira significação refere-se à natureza do culto propriamente dito, enquanto a segunda traduz a formalização que pode ou não estar associada com o pensamento e doutrina que emerge dele. O culto está essencialmente ligado à religião, e como esta possui uma conotação de ligação do indivíduo à divindade (do latim religare), o culto atua então como o meio pelo qual se consegue pôr em prática a religião.
Também se enquadram neste contexto a adoração devotada às forças da natureza, aos animais e aos astros celestes.

Quando um culto gera uma seita

Um culto pode gerar uma seita quando determinado grupo de pessoas se reúne de modo organizado, ou, talvez, quando parte desse grupo se desintegra, formando subgrupos dissidentes. Neste caso, temos, na acepção do termo, uma seita.
A terminologia sofreu várias modificações morfológicas em sua etimologia através dos tempos. De partido ou facção, recebeu uma conotação pejorativa de não-ortodoxia, doutrina falsa, crença heterodoxa.
No contexto cristão, refere-se a toda e qualquer doutrina (pensamento ou prática) que contraria a Palavra de Deus. À psicoteologia das seitas, encontra-se ligado o fenômeno do fanatismo, conseqüência da contracultura pregada por elas.
Nestas últimas décadas, tem havido uma superpromoção desses cultos. Enquanto uns são amplamente aceitos na sociedade, outros são marginalizados. Enquanto alguns causam grande sofrimento, outros são aparentemente benéficos ou até patéticos.

Absurdos teológicos

Os absurdos ou aberrações são o mesmo que distorções, anormalidades, defeitos que se apresentam. As seitas produzem incessantemente tais desvios teológicos e muitas delas podem até conduzir seus fiéis ao suicídio coletivo.
Steve Hassan, ex-membro da seita do reverendo Moon (Igreja da Unificação), hoje pesquisador de cultos e seitas que realizam algum tipo de controle mental, explica o porquê de as pessoas aceitarem facilmente uma doutrina aberrante.
Segundo ele, "as seitas operam na personalidade da pessoa, desligando-a de sua vida anterior, fazendo-a redefinir suas crenças e valores de acordo com as normas estipuladas pelo grupo".
A seguir, breves exemplos dos cultos anômalos desses novos movimentos religiosos.

Cultos excêntricos

É incrível como as pessoas estão propensas a exercer fé nos mais estranhos tipos de deuses. Quando tocamos neste assunto, obviamente nos vem à mente alguns exemplos de cultos anormais, porém, os exemplos que seguem são tão excêntricos que desafiam os limites do que consensualmente denominamos de anormal. Vejamos:

Culto à cebola

Existe um grupo em Paris, França, que cultua a cebola. É isso mesmo. Estamos falando de um legume, considerado pelos adeptos como "bulbo divino". A liturgia do culto é a seguinte: as pessoas se reúnem em volta de uma cebola e vão descascando-a lentamente, camada após camada, até chegarem ao talo, que, segundo crêem, é a parte mais importante do ritual.
O indivíduo que estiver em concentração e contemplar a sagrada gastronomia, alcançará a pureza espiritual.

Adoradores do umbigo

Este culto também gira em torno da meditação, sendo que, desta vez, o deus venerado é o ventre, ou melhor, o umbigo. Dentro do templo, com as portas fechadas e um ambiente repleto de incenso, sob um calor quase insuportável, o grupo (também francês) se concentra em seus próprios umbigos. Acreditam que, pela meditação profunda, poderão regredir, por meio do seu próprio cordão umbilical, até o umbigo de Adão, onde, dizem, encontrarão a paz do paraíso original.

Ingestão de excrementos

Algumas seitas esotéricas, para adquirirem o que chamam de qualidades místicas (como, por exemplo, poder, força física e espiritual), ensinam a beber a própria urina. Até mesmo o padre Joseph Dillon, 53 anos, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida (SP), ficou conhecido por dizer em entrevistas que a urina seria a "água da vida". Essas práticas irracionais, do ponto de vista bíblico e científico, têm levado muitos a crer que ingerindo urina conseguirão força espiritual. Inclusive, há até congressos internacionais sobre o assunto. Mas muitos não se contentam em "deliciar-se" somente com sua própria urina, preferindo também comer as próprias fezes, como é o caso de algumas seitas hindus.

Veneradores do sexo

"Nós temos um deus sexy, uma religião sexy e um líder muito sexy, com um grupo de jovens seguidores extremamente sexy. Se você não gosta de sexo, que vá embora enquanto pode". Esta é uma das doutrinas centrais da seita que ficou conhecida por muito tempo como Meninos de Deus, hoje Família do Amor.
Seu líder, que se identifica como MO, pregava o sexo livre, inclusive para a prática de um evangelismo que denominam de "pesca coquete". Defendem a prática homossexual e a prostituição. É o "vale-tudo" do sexo no recrutamento de adeptos. Por isso, a seita foi denunciada e perseguida em vários países e continua sob investigação da Polícia Federal.

Igreja da Eutanásia

De acordo com este grupo religioso, os problemas do mundo são todos causados pelo excesso de população. Então, a solução "óbvia" proposta seria a redução da população. Mas como? Pelo suicídio, eutanásia, sodomia, aborto e canibalismo. Como não poderia deixar de ser, esse grupo também professa fé em elementos extravagantes.
Crêem em extraterrestres e se dedicam a práticas mórbidas.

Adoradores da luz

Tal grupo possui um corpo de crenças doutrinárias essencialmente esotérico. Acreditam que não precisam mais comer. Segundo eles, "comida é veneno", por isso se "alimentam" exclusivamente da luz do Sol. Por outro lado, a rejeição ao nosso tipo de alimentação, como dizem, pode provocar um poder espiritual capaz de fazê-los ter visões de seres espirituais, além de viagens astrais.
Este ascetismo fanático tem levado alguns praticantes à morte. O pior de tudo é que tentam mesclar essa doutrina perigosa com os ensinamentos bíblicos, dizendo que Jesus também a praticava. Tais ensinamentos, contudo, são alheios à doutrina cristã.

Os seguidores da "Bíblia Branca"

A Igreja Mundial do Criador é um grupo racista fundado em 1971, na Flórida, por Ben Klassen, ex-corretor de imóveis. É um dos movimentos que mais crescem nos EUA, segundo o jornal The New York Times.
São partidários da filosofia de Adolf Hitler e possuem um livro chamado White Bible [Bíblia Branca], no qual pregam o ódio contra os judeus e os negros, e defendem a supremacia da raça branca.
Baseado nesta nefasta ideologia, Benjamin Nathaniel Smith, membro ativo de extrema direita da seita, que chegou a alterar seu nome para August Smith porque considerava seu nome "excessivamente judeu", assassinou um coreano, cinco judeus e três negros. A justificativa? Ele os considerava "pessoas sujas". A seita possui sites espalhados pela Internet, onde convida crianças para seu evangelho de horror.

Cultos às celebridades

Os termos "adorar" e "ídolo" possuem uma conotação estritamente religiosa. Contudo, em seus significados clássicos, foram sendo gradativamente alterados, pela mente popular, com o surgimento da mídia televisiva. Muitos fãs fanáticos de astros do cinema e do esporte têm mesclado a devoção pelo artista com a fé religiosa. Alguns destes ídolos estão sendo literalmente adorados nos altares de templos religiosos que lhes são dedicados. Vejamos alguns exemplos:

Idólatras de Elvis Presley

Parece que a frase "Elvis não morreu" é muito mais que um simples chavão, pelo menos para os fãs religiosos da "Igreja Presleyteriana".
A home page do grupo mostra desde testemunhos de graças recebidas de adeptos até os 31 mandamentos de Elvis. Tal igreja foi fundada em 1998, na Austrália, após a líder e fundadora, Anna, ter tido uma experiência mística com o rei do rock. E, hoje, conta com algumas congregações espalhadas pelos EUA e possui até um "teólogo", o dr. Edwards, responsável pela parte doutrinária.
Entre as muitas práticas esdrúxulas exigidas pelo grupo, destacamos as seguintes:
- Pelo menos uma vez na vida os adeptos deverão peregrinar até Graceland.
-Todos devem possuir em casa os 31 preceitos de Elvis, que incluem receitas de comida.
Devem incentivar, diariamente, as crianças a elogiar o cantor já falecido.
Mas os disparates não param por aí. Determinado sacramento, uma paródia da santa ceia, é feito com carne moída e pudim de banana. Os hinos, é claro, são alusões ao ex-roqueiro, e tudo isso recheado de muito rock-and-roll.

Veneradores de Raul Seixas

Talvez não tão organizado como o do roqueiro norte-americano, o raulseixismo é um movimento que está ganhando cada vez mais perfil de grupo esotérico. Em muitos fãs-clubes, já se perdeu o limite entre a admiração e a veneração. E não é para menos, pois Raul Seixas tinha tudo a ver com religião. Suas músicas só começaram a fazer sucesso quando o compositor, hoje bruxo (é assim que ele se autodenomina), Paulo Coelho passou a compô-las.
Noventa por cento das músicas de Raul faziam alusão a temas religiosos, principalmente esotéricos. Seu último trabalho recebeu o título de "A panela do diabo". "Chegar a ser parecido com religião é uma coisa meio sobrenatural", avalia a socióloga Juliana Abonizio. "Os raulseixistas realizam quase uma peregrinação rumo ao autoconhecimento [...] Para a Cidade das Estrelas, uma pousada terapêutica coordenada pelo Instituto Imagick, vão alguns dos fãs de Raul.
Não se trata de religião, mas as obras do cantor estão entre as bases do Imagick, segundo o presidente do instituto, Arsênio Hipólito Jr. Na pousada, o objetivo é intensificar a luz de cada pessoa, inclusive por meio da reprogramação mental".

Discípulos de Jedi

Mais de 70 mil pessoas na Austrália declararam ser seguidoras de Jedi. A religião foi criada baseando-se nos filmes de Star Wars, o famoso Guerra nas estrelas, de George Lucas, o "papa" da ficção científica hollywoodiana.
Talvez tudo não passe de uma brincadeira de fanáticos cinematográficos, que promoveram uma enxurrada de e-mails incentivando os fãs a votarem no censo religioso como seguidores de Jedi. Para que se tornasse uma doutrina, era preciso que dez mil pessoas professassem a "fé Jedi". Mas o caso vem surpreendendo as autoridades, já que 0,30% da população australiana diz acreditar em tal "força", a fonte de poder dos cavaleiros "Jedis".
O jedaísmo prega os princípios de algumas religiões, como, por exemplo, a busca pelo autocontrole e pela iluminação. Sua estrutura assemelha-se às filosofias orientais, mas com valores cristãos. Por isso, não será estranho se algum dia ouvirmos alguém orar a "Saint Luke Skywalker"!

Adoradores de Maradona

Torcedores argentinos fanáticos resolveram radicalizar. Promoveram o ex-jogador Diego Maradona, ainda em vida, de "rei" do futebol a "deus" de uma seita denominada "Igreja Maradoniana", também conhecida como "A Mão de Deus", uma referência ao gol que o atleta marcou em 1986 contra a Inglaterra. O grupo possui menos de mil adeptos. Foi fundado em outubro de 2002, em Paso Sport, na cidade do Rosário. O único objetivo é a exaltação de Maradona.
Já possuem um templo, um calendário religioso para marcar os eventos principais da vida do craque, que se dividem em a.D (antes de Diego) e d.D (depois de Diego), e alguns hinos. Para não se sentirem inferiores às outras igrejas, resolveram criar também sua própria "bíblia", intitulada "Eu sou o Diego do povo", uma biografia do ex-jogador.
Como é possível alguém exercer fé nestes absurdos? Como são possíveis tamanhos absurdos?
Devem estar se perguntando os leitores de Defesa da Fé. Haveria alguma explicação plausível concernente à tendência megalomaníaca dentro desses caóticos grupos religiosos e seus cultos aberrantes?
Alguns estudiosos do assunto, como o professor Moraleda, que, entre outras matérias, leciona antropologia religiosa, dizem que essa tendência é fruto da aplicação de técnicas de controle mental.
Quanto a essa questão, declarou o professor: "... há nelas (nas técnicas mentais) uma tendência bem visível de constituir-se em organizações autoritárias e fortemente estruturadas. O passo para o fanatismo é fácil de se dar.
A seita destrutiva se organiza como agrupamento totalitário, no qual se utilizam técnicas de persuasão coercitiva (que constrange alguém a fazer algo) e controle mental, para conseguir a total submissão dos indivíduos ao líder e a entrega sem reservas à idéia coletiva; por seu caráter alienante, são grupos potencialmente destruidores da personalidade dos membros".
Cremos, portanto, que a origem de todas essas heresias está fincada no âmbito espiritual. As pessoas estão cansadas da fé que professam e, para a maioria, sua religião tem-se tornado fria e impessoal. Não há vida, não preenche a necessidade básica de seus membros.
O modo alternativo de crença e prática das seitas é extremamente atrativo para alguns. As seitas oferecem um mundo alienado, porém, personalizado.

Lembre-se, o homem é "incuravelmente religioso" (Paul Sabatier), portanto, "precisa ter um Deus, ou, então, criará um ídolo" (Martinho Lutero).
O que expomos foram apenas alguns exemplos que pesquisamos, entre muitos, os quais não caberiam neste artigo. Os grupos apontados satisfazem às solicitações, por e-mails, que o ICP recebe diariamente em seu Departamento Teológico.
Devemos ficar atentos ao perigo que as seitas e seus cultos representam para a sociedade, de modo geral. Felizmente, muitos governos já estão tomando providências a respeito. Como cristãos, temos a tarefa de alertar sobre toda e qualquer manifestação religiosa que contrarie as verdades bíblicas. Eis o motivo deste texto!

Notas de referências:
1 - http://www.malagrino.com.br/online/olmwaco.html
2 - Porque Deus condena o espiritismo, Jefferson Magno Costa, CPAD, p. 216-7.
3 - Ibid.
4 - Revista Defesa da Fé, nº 40.
5 - www.cacp.org.br
6 - http://www.churchofeuthanasia.org/
7 - Revista Defesa da Fé, nº 43.
8 - Nome da mansão que Elvis Presley comprou para
seus pais, em 1957, na cidade de Menphis, no Estado do Tennessee, EUA.
9 - http://www.geocities.com/presleyterian_church/home.html
10 - http://www.correiodabahia.com.br/2004/03/24/noticia.asp?link=not000090074.xml
11 - As seitas hoje, José Moraleda, Ed. Paulus, p. 10-1

Paulo Cristiano é Presbítero da Igreja Evangélica Assembléia de Deus,
professor de religiões, vice-presidente do CACP e escritor.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A loucura dos que não crêem (Igreja Evangélica da Paz)




Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizada em 2000, dá conta de que aumentou o número dos ateus, pessoas que afirmam abertamente não crer na existência de algum deus ou de um mundo sobrenatural.
A maioria desse contingente é atéia na prática, ou seja, não apresenta nenhum tipo de fé religiosa e não “perde” tempo refletindo sobre a existência de Deus. São pessoas que, de fato, assumiram um modus vivendi em que não há espaço para a religião. Mas, apesar de suas convicções, não apresentam argumentos sólidos para o seu ateísmo.
Um número mais reduzido desse grupo, tanto no Brasil quanto no exterior, pode ser classificado como ateus filosóficos, isto é, pessoas racionalmente preparadas para justificar sua descrença, pois se ocupam em formular argumentos lógicos que justifiquem a sua posição. Poderíamos, ainda, chamar os ateus filosóficos de “incrédulos conscientes”.
Também, vale destacar um outro tipo de ateu, mais agressivo, detectado pela pesquisa em pauta: o militante. Esses ateus não somente não crêem na existência de Deus como também são contra aos que crêem. Tanto é que procuram persuadir os outros para a sua “fé sem deus”. Então, criaram o site Sociedade da Terra Redonda, cujo objetivo é reunir todos os ateus em sua militância. O site possui 820 colaboradores e recebe cerca de 75.000 visitas por mês.
Salientamos que os ateus militantes parecem dirigir toda a sua animosidade principalmente aos cristãos. Seus sites estão repletos de refutações à Bíblia e, entre eles, existem pessoas que se ocupam em desmentir os milagres de cura que ocorrem nas igrejas evangélicas e também em apontar as falhas da Igreja Cristã através da História, entre outras coisas. Além de negarem a existência de Deus de forma geral (pois ateu significa “sem Deus”), acabam se tornando, na maioria das vezes, antideus, isto é, contra Deus, ou, mais precisamente, anticristãos.

O ateísmo hoje

O ateísmo, como vem sendo propagado atualmente, não se contenta apenas em não crer na existência de Deus. Prega que a religião não é só inútil, mas também é má. E, ao lado de sua crítica à religião, divulga uma crença que dá possibilidade ao homem de resolver seus próprios problemas sem necessitar de uma força exterior. Em verdade, é um humanismo, não um humanismo que valoriza o ser humano, mas um humanismo que opõe Deus e homem, colocando este último como senhor e salvador de si mesmo.

O Credo Americano Ateísta corrente declara:

“Um ateísta ama a si mesmo e ao seu próximo ao invés de amar um deus. Um ateísta aceita que céu é uma coisa pela qual nós devemos trabalhar agora, aqui na terra, para que todos os homens possam desfrutar juntos. Um ateísta admite que ele não pode conseguir ajuda pela oração, mas que devemos encontrar em nós mesmos a convicção interior e a força para achar a vida, para resolver seus problemas, para subjugá-la e para desfrutá-la. Um ateísta aceita que somente no conhecimento de si mesmo e de seu próximo os homens podem encontrar o entendimento que o ajudará em uma vida de plenitude”.
Um aspecto importante que precisa ser mencionado: os ateus não negam apenas a existência de Deus, mas de qualquer realidade que não seja material, isto é, que não possa ser percebida pelos cinco sentidos. Para eles, não existe uma dimensão espiritual, habitada por anjos ou demônios. A única coisa que existe é o mundo físico, tangível, e nada mais além disso.

O impacto do pensamento científico

“A fundação indestrutível do edifício inteiro do ateísmo é a sua filosofia: o materialismo, ou naturalismo, como também é conhecido. Essa filosofia considera o mundo como ele é na verdade, visto na luz dos dados providos pela ciência progressiva e experiência social. Materialismo ateísta é o resultado lógico de conhecimento científico ganho durante os séculos” (grifo do autor).
A colocação acima pertence ao artigo “Materialismo versus idealismo”, de Madalyn Murray O’Hair, fundadora da organização American atheists (“Ateístas americanos”), que serve de inspiração para os ateus brasileiros. Com essa afirmação, a autoria lança uma das pedras de toque do pensamento ateísta: o conhecimento científico.
Embora não signifique que todos os envolvidos com o pensamento científico sejam ateus, o contrário geralmente é verdade. Os ateus atribuem sua incredulidade quanto às coisas divinas e espirituais alegando que as mesmas não podem ser comprovadas cientificamente. Basta lembrar que Yuri Gagarin, o primeiro russo a andar no espaço, fez questão de dizer “Não vi nenhum Deus”.
Desde o período do Iluminismo1, o conhecimento científico foi adquirindo mais e mais prestígio. Os benefícios trazidos pela tecnologia criaram um sentimento geral de que o homem poderia, sozinho, resolver seus próprios problemas, bastando, para isso, ter o conhecimento necessário. De repente, o Universo não era mais um objeto misterioso movido pelas mãos do Altíssimo, mas uma máquina perfeita regida por leis que podiam ser medidas e utilizadas em proveito próprio. O século XVIII viu surgir a filosofia materialista de Hume2, na qual não havia lugar para quaisquer coisas que não fossem tangíveis, palpáveis. A física de Newton e a química eram ciências suficientes para explicar todos os fenômenos.
É óbvio que a descoberta das leis da física e da química não é um fundamento aceitável para negar a existência de Deus. Toda lei tem seu legislador e a coisa mais fácil de concluir é um Universo regido por leis estabelecidas pelo Criador. Mas muitos, no afã de menosprezar a fé, lançaram mão desse instrumento para afirmações ateístas.
Há um site americano que divulga uma lista de “celebridades ateístas” que inclui filósofos (Thomas J. Altizer, Paul e Patrícia Churchland, Paul Edwards, Antony Flew, Michael Martin e Kai Nielsen), cientistas (Francis Crick, Richard Leakey e Stephen J. Gould), políticos (Fidel Castro e Tom Metzger), famosos (Woody Allen, Ingmar Berman, Bill Blass, Marlon Brando,Warren Buffett, George Carlin, Dick Cavett, George Clooney, Patrick Duffy, Katherine Hapburn, Arthur Miller, Jack Nicholson e Penn and Teller) e homens de negócio (Bill Gates, entre outros também conhecidos).
Todavia, ser cientista não obriga ninguém a ser ateu. Se isso fosse verdade, todos os cientistas seriam ateus, o que não é um fato. Inclusive, um dos maiores pensadores do século XX, autor do best-seller Uma breve história do tempo, não vê qualquer dificuldade em crer na existência de Deus. Muito pelo contrário: “O pai da cosmologia moderna, o inglês Stephen Hawking, acha fascinante a chamada hipótese teológica, a idéia de que entender Deus seria o alvo supremo da física, mas alega que o caminho para chegar lá é a ciência, e não a metafísica ou o misticismo. Quando lhe perguntam se Deus teve um papel no Universo antes do Big Bang, a suposta explosão primordial que teria criado o cosmo, Hawking admite que sim: acho que só Ele pode responder porque o universo existe” (grifo do autor).3
Sobre este assunto, uma citação do teólogo Charles Hodge, que deveria ser observada por aqueles que defendem o pensamento científico:
“Desde os primórdios da ciência moderna, vêm emergindo constantemente aparentes discrepâncias entre a natureza e a revelação, o que, por algum tempo, tem ocasionado grande escândalo a crentes zelosos; em cada exemplo, porém, sem a menor exceção, tem sido descoberto que o erro se encontra ou na generalização apressada da ciência, devido ao conhecimento imperfeito dos fatos, ou na interpretação tendenciosa das Escrituras”.4

O efeito Darwin

“Após ter lido A origem das espécies, de Charles Darwin, Marx escreveu uma carta ao seu amigo Lassalle na qual exulta porque Deus - ao menos nas ciências naturais - recebeu o golpe de misericórdia”.5
Não que essa fosse a intenção do naturalista Charles Darwin, mas suas idéias foram e ainda são utilizadas pelos ateus do mundo inteiro como argumento para provar que o simples fato de o mundo existir não demanda a existência de um Criador. Segundo a teoria da Evolução das Espécies, o mundo é o resultado de bilhões de anos de evolução, pela qual as formas de vida mais simples evoluíram para as formas de vidas mais complexas, até chegarem no homem.
Essa questão ferveu na Inglaterra do século XIX e, depois, no mundo inteiro. Conceber o Universo em termos evolutivos foi o padrão que, desde então, serviu para considerar a evolução como algo inerente à natureza de todas as coisas. Assim, não havia a necessidade de um agente externo, ou seja, Deus. Com sua teoria, Darwin proporcionou aos incrédulos aquilo que ainda lhes faltava: uma “base científica” para a negação de Deus.
Isso, no entanto, não significa que Darwin estava negando a existência de Deus. Em verdade, ele estava atribuindo o fato biológico ao Criador. Mas aqueles que buscavam ensejo para anular o argumento da criação como prova da existência de Deus usaram sua teoria como base. Logo, ser ateu por causa da evolução era uma opção de crença, e não uma conseqüência da teoria de Darwin. Até porque havia muitos teístas (pessoas que admitem a existência de um Deus pessoal como causa do mundo) entre aqueles que acreditaram na evolução.
Nosso propósito aqui não é discutir sobre a teoria da Evolução das Espécies. Mas é importante saber que, mais de cem anos depois, muitas dúvidas ainda pairam sobre essa teoria, insuficiente para explicar a origem do homem. Embora admita a evolução, o historiador sueco Karl Grimberg, no princípio de sua História Universal, comenta o seguinte: “se (conjunção condicional) a estrutura anatômica do homem é o culminar de uma longa evolução, foi, no entanto, repentino o nascimento da sua inteligência. Tudo faz supor que o limiar por onde se ascendeu diretamente o pensamento foi transposto de uma só vez” (grifo do autor).6
Grimberg fez essa declaração em 1941. Mas é impressionante a recente observação da revista Veja sobre o comentário de um dos maiores neodarwinistas da atualidade: “... o biólogo Ernst Mayr, da Universidade de Harvard, também concorda que apenas o desenrolar das leis naturais talvez explique o surgimento da vida na Terra – mas isso certamente não pode ser invocado para explicar o aparecimento de seres inteligentes. Lendário pelo ceticismo, Mayr não fala em milagre. Nem pode. Ele é considerado o maior neodarwinista vivo. Mas seu cálculo sobre a possibilidade de a natureza produzir seres inteligentes pelos processos evolutivos conhecidos é quase uma sugestão de que os seres humanos são mesmo produtos sobrenaturais” (grifo do autor).7

A espada de Karl Marx

De todos os movimentos que se rebelaram contra a crença em Deus, o marxismo foi o mais relevante. Toda a ideologia marxista e as demais que dele se originaram (comunismo, socialismo, leninismo e maoísmo) apresentavam uma aversão profunda contra toda e qualquer religião, principalmente o cristianismo. O ateísmo foi ensinado nas escolas e inculcado nos cidadãos que viviam sob essa orientação ideológica desde a mais tenra idade e em todo lugar. Muitos dos argumentos que os ateus atuais lançam contra Deus eram comumente utilizados pelos países comunistas/socialistas.
“O ateísmo de Marx certamente era de uma espécie extremamente militante. Ruge escreveu a um amigo: Bruno Bauer, Karl Marx, Christiansen e Feuerbach estão formando uma nova ‘Montagne’8 e fazendo do ateísmo o seu lema. Deus, religião e imortalidade são derrubados de seu trono e o homem proclamado Deus”. E George Jung, um jovem próspero, advogado de Colônia e partidário do movimento radical, escreveu a Ruge: “Se Marx, Bruno Bauer e Feuerbach, juntos, fundarem uma revista teológico-filosófica, Deus faria bem em cercar-se de todos os seus anjos e se entregar à autopiedade, pois estes certamente o tirarão de seu céu [...] Para Marx, de qualquer forma, a religião cristã é uma das mais imorais que existe” (grifo do autor).9
Como vemos, nem sempre o ateísmo existiu como uma crença passiva, como uma indiferença à religião. Dentro do conceito marxista, o ateísmo deveria substituir a crença em Deus, nem que para isto fosse necessário usar de violência. Não precisamos registrar aqui os milhares de mártires resultantes da implantação da ideologia comunista. Como escreveu Richard Wurmbrand, fundador da Missão a Voz dos Mártires: “Poso entender que os comunistas prendam padres e pastores como contra-revolucionários. Mas por que os padres foram forçados a dizer a missa sobre excrementos e urina, na prisão romena de Piteshti? Por que cristãos foram torturados para tomarem a comunhão com esses mesmos elementos? Por que a obscena zombaria da religião?”.10

O ateísmo militante no Ocidente

O atual movimento ateísta pode não ser algo tão inofensivo quanto se imagina. Marx foi um filósofo, não um carrasco. Mas não podemos dizer o mesmo de muitos de seus filhos ideológicos, como, por exemplo, Lênin e Stalin, na ex-URSS, e Mao Tse Tung, na china. A perseguição religiosa durante os seus governos, e também depois, mostra claramente que o ateísmo pode tornar-se tão intolerante quanto qualquer religião.
O ateísmo morreu com a queda da cortina de ferro para, agora, renascer no Ocidente, apoiado pela liberdade democrática, com o risco de tornar-se uma crença intolerante e agressiva.
A postura acadêmica de muitos ateus ocidentais da atualidade está em agudo contraste com alguns dos mais coloridos ateístas dos tempos passados. A fundadora da organização American atheists (“Ateístas americanos”), Madalyn Murray o’Hair, ficou conhecida mais por sua linguagem grosseira e ultrajes explosivos contra manifestações públicas de religião do que por suas proezas intelectuais. Ela veio a público em 1963, mas foi em 1959 que sua causa judicial, envolvendo seu filho, chegou à Suprema Corte. No caso Murray versus Curlett, a Corte declarou ilegal a oração obrigatória nas escolas públicas e, com isso, incentivou Murray, com uma carreia de mais de 30 anos, a criar uma América livre de religião.
Murray, freqüentemente, debatia em público, denunciando, de forma voraz, o cristianismo e lutando em favor do ateísmo. Iniciou muitos processos para que a sociedade americana ficasse livre de qualquer religião. Em um deles, a solicitação para que as notas e moedas americanas não trouxessem a frase “Em Deus nós confiamos”.
Chegou a afirmar, algumas vezes, que a American atheists tinha mais de 75.000 adeptos, porém, o mais exato é que tivesse apenas cerca de 5.000.
Em 1995, ela e sua família desapareceram com grandes porções dos fundos de suas várias organizações, exceto seu filho William Murray (objeto de seu processo judicial inicial), isolado por ela por ter-se convertido a Cristo. Os desaparecidos foram considerados assassinados.

Bases históricas dos ateus

Alguns sites, como o www.oateufeliz.com.br, por exemplo, fazem menção das mortes efetuadas pela Inquisição católica e pela colonização protestante na América para combater a crença em Deus. Todavia, querer provar que Deus não existe por esse motivo é um tanto quanto sem fundamento. Os ateus não podem esquecer que Stálin, Lênin e Mao Tse Tung mataram milhões de pessoas inspirados no socialismo ateu, conforme divulgado por Karl Marx.
Da mesma forma, o Nazismo dizimou a raça judaica e milhares de outras minorias por conta de suas teorias racistas, baseadas no darwinismo e no filósofo ateu Friederich Nietzsche.11 Mas não podemos negar a existência de Marx, Darwin e Nietzsche pelo fato de seus escritos terem sido utilizados de forma perversa.
Na verdade, as guerras e os massacres ocorrem motivados pelo desejo de poder e pela ambição por riquezas. A religião apenas serve de justificativa para tais atos, assim como o ateísmo serviu de motivo para que milhares de cristãos fossem massacrados em países comunistas. Assim, se a religião, por motivos históricos, pode ser classificada como nociva, o ateísmo também pode. Se, porém, separarmos os frutos bons dos ruins, veremos que a fé em Deus produziu os melhores.
Se os homens erraram dentro da História do Cristianismo, isso apenas indica que eles estavam fora dos padrões de Deus, e não um fundamento que sirva para provar que Deus não existe. Uma coisa é dizer que Deus não existe. Outra bem diferente é mostrar que o homem não tem obedecido a Deus como deveria.

Deus realmente existe

As Escrituras não procuram, em nenhum ponto, provar a existência de Deus. Ela apenas o admite. Os santos do Antigo e do Novo Testamento que falaram inspirados por Deus não diziam que acreditavam em sua existência, mas que o conheciam – o que depreende bem mais. Com certeza, o conhecimento de Deus, conforme a Bíblia, é algo diferente do conhecimento científico baseado nos sentidos.

Mas, então, para que tentar provar a realidade de Deus?

Em primeiro lugar, porque muitos são sinceros em suas dúvidas.
É verdade que alguns não querem crer e, por isso, procuram desculpas para sua atitude. Outros querem acreditar sim, mas, infelizmente, encontraram diversos motivos para não fazê-lo. É aí que entramos com a evidência.
Em segundo, porque tudo aquilo que fortalece a nossa fé é útil. É por isso que muitos buscam provas, não para crerem, mas porque já crêem.
E em terceiro, porque esta é uma maneira de estarmos conhecendo um pouco mais da natureza de Deus e, com certeza, isso é algo bom e recomendável.

1. A criação

Alguém que ainda não tenha lido a complicada teoria de Darwin achará óbvio a existência de um Criador. Toda criação pressupõe um criador. Esta maravilha toda não pode ter surgido por acaso. Como já disse alguém: “Faz tanto sentido concluir que o cosmo é o mero resultado de uma explosão quanto achar que um livro pode surgir da explosão de uma gráfica”. Independente do que digam os ateus ou os cientistas, a criação é uma prova inegável da existência de Deus. “Pois os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder quanto a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis” (Rm 1.20).

2. Desígnio e ordem

O Universo não apenas existe, mas existe com ordem, com desígnio, com evidências de uma inteligência criadora. A ordem no Universo mostra que ele fora criado com inteligência e com propósito, não surgiu e se tornou o que é por mero acaso. “Ele fez a terra pelo seu poder; ele estabeleceu o mundo pela sua sabedoria e com a sua inteligência estendeu os céus” (Jr 10.12). Um mero sacerdote do século VII a.C. percebeu e registrou isto de forma poética e inspirada, mas os céticos modernos se recusam a aceitar o óbvio.
“Galeno, célebre médico de inclinações ateísticas, depois de ter feito a anatomia do corpo humano, examinando cuidadosamente seu arcabouço, visto quão adequada e útil é cada parte, percebido as diversas intenções de cada pequenino vaso, músculos e ossos, e a beleza do todo, viu-se tomado pelo espírito da devoção e escreveu um hino ao seu Criador”.12

3. Senso comum

“Visto que o que de Deus se pode conhecer, neles (nos homens) se manifesta, porque Deus lhes manifestou” (Rm 1.19).
Desde o Iluminismo, a “crença” dos incrédulos era que, à medida que o conhecimento científico fosse aumentando entre a população, a religião entraria em decadência. Engano. O contrário sim, é verdade. E isso é testemunhado pelas próprias estatísticas.
Embora um ateu rejeite isso como prova, a verdade é que a própria natureza humana é um inegável testemunho a favor da existência de um ser supremo. Em todos os povos e em todas as épocas, a idéia de um Ser supremo sempre esteve presente, independente do grau de desenvolvimento. Mas não havia ateus materialistas? Sim, mas em um grau tão pequeno que não passavam de exceções confirmando a regra. Podemos até afirmar que o ateísmo é antinatural, é contra o comportamento e a noção comum do ser humano.
“No início do século XX acreditava-se que quanto mais o mundo absorvesse ciência e erudição menor seria o papel da religião. De lá para cá, a tecnologia moderna se tornou parte essencial do cotidiano da maioria dos habitantes do planeta e permitiu que até os mais pobres tivessem um grau de informação inimaginável 100 anos atrás. Apesar de todas essas mudanças, no início do século XXI o mundo continua inesperadamente místico. O fenômeno é global...” (grifo do autor).13

Os ateístas apresentam páginas e páginas de teorias para negar a existência de Deus. Mas todas elas despedaçam-se diante dos fatos. A crença do homem em Deus pode até ser confundida, mas a realidade mostra que jamais pôde ser apagada. Sobre isso se pronunciou o teólogo Evans:
“O homem, em toda parte, acredita em um Ser supremo ou seres a quem é moralmente responsável e a quem necessita oferecer propiciação. Tal crença pode ser crua ou grotescamente representada e manifestada, mas a realidade do fato não é mais inválida por tal crença do que a existência de um pai é invalidada pelas cruas tentativas de uma criança para desenhar o retrato de seu pai”.14

Raciocínios fúteis e corações insensatos

No decorrer da história cristã, os teólogos desenvolveram enormes argumentos filosóficos e naturais para provar a existência de Deus. Muitos desses argumentos apresentam uma profundidade de pensamento impressionante. Só por esse aspecto é fácil concluir que o conhecimento natural não é, de forma nenhuma, inimigo do conhecimento de Deus. O que impede muitos eruditos de admitir esta verdade é o orgulho e a presunção, pois, em verdade, não existem barreiras intelectuais reais que os impeçam de admitir-se a existência de Deus. Sobre isso, deixamos a palavra de Paulo, o sábio e erudito apóstolo que lançou os fundamentos da teologia cristã.

“Pois tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes seus raciocínios se tornaram fúteis, e seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.21,22).

Notas:

1 Revolução intelectual que ocorreu na Europa nos séculos XVII e XVIII. Graças ao iluminismo, a religião e as ciências separaram-se e isso causou mudança na maneira de pensar, agir e encarar o mundo. A partir do iluminismo, os homens tentaram encontrar explicações científicas para, por exemplo, os fenômenos da natureza, o que causou avanço científico.

2 David Hume, nascido em 1711, em Edimburgo, na Escócia. Estudou no colégio de Edimburgo - um dos melhores da Escócia, posteriormente transformado em Universidade. Sua ideologia filosófica estava centrada no empirismo, que admite apenas que a origem do conhecimento provenha unicamente da experiência, seja negando a existência de princípios puramente racionais, seja negando que tais princípios, embora existentes, possam, independente da experiência, levar ao conhecimento da verdade.

3 Revista Veja 19/12/01, p. 133.

4 Teologia Elementar, E. H. Bancroft, IBR, p. 22

5 Marx e Engels, Diltz publ. Berlim 1972, vol 30, p. 578.

6 História universal, Carl Grimberb, p. 8.

7 Revista Veja 19/12/2001, p. 132.

8 Idem

9 Karl Marx, Vida e Pensamento, David McLellan, Vozes, p. 54.

10 Era Karl Marx um satanista?, p. 47.

11 Revista Defesa da Fé, Set/02.

12 Teologia Elementar , E. H. Bancroft, IBR, p. 20.

13 Revista Veja 19/12/03, p. 125.

14 Teologia Elementar , E. H. Bancroft, IBR, p. 20.

Pastor Eguinaldo Hélio de Souza é pastor do Centro Evangelístico Vale da Benção, Formado pela Faculdade Teológica e Apologética Dr. Walter Martin, Colaborador da Bíblia Apologética de Estudo, Palestrante na área de Heresiologia e Autor do Curso de Apologética à distância pela FAETESF.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Leis Moral e Cerimonial: Invenção Adventista! (Igreja Evangélica da Paz)



O grande problema com que se deparam os ASD, quando pretendem a guardar a lei de Deus, é que a lei não implica só em guardar os dez mandamentos. A lei é um todo e abrange os cinco livros de Moisés ou o Pentateuco com 613 mandamentos, como lemos em Gl 3.10, “Todos aqueles, pois que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las”. O texto em apreço não afirma que é maldito quem não guardar os dez mandamentos, mas que é maldito quem não guardar tudo o que está escrito no livro da lei. Isso se tornou uma impossibilidade, E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus... (Gl 3.11). Dada a impossibilidade de se guardar todos os 613 mandamentos, a Bíblia declara que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo e que depois que a fé veio já não estamos mais debaixo do aio (ou da lei). Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados pela fé. Mas, tendo vindo à fé, já não permanecemos subordinados ao aio.”(Gl 3.23-25).
Repetimos: dada essa impossibilidade de guardarem os 613 mandamentos, contidos no Pentateuco (os cinco livros da Lei), dividiram os ASD a lei de Deus em duas leis: Lei Moral e Lei Cerimonial. Ensinam que uma parte da lei foi abolida na cruz – a Lei Cerimonial. Mas, a outra parte da Lei, a Lei Moral, restrita aos dez mandamentos, essa está em vigor.
Estabelecem as seguintes diferenças entre uma e outra lei: Afirmam que a Lei Cerimonial foi abolida e que a Lei Moral permanece em vigor e obrigatória. A divisão que fazem é a seguinte, conforme consta no livro ESTUDOS BÍBLICOS, p. 340/41

LEI MORAL LEI CERIMONIAL

Foi proferida por Deus Foi ditada por Moisés
Foi escrita pelo dedo Deus em tábuas de pedra Foi escrita por Moisés num livro
Foi colocada dentro da arca Nenhuma coisa aperfeiçoou
Deverá permanecer firme para sempre Foi posta ao lado da arca
Não foi destruída por Cristo Foi cravada na cruz
Devia ser engrandecida por Cristo Foi ab-rogada por Cristo
Foi tirada por Cristo
Essa divisão da lei em duas leis é artificial como o reconhecem os ASD. Dizem eles: “Seria útil classificarmos as leis do Velho testamento em várias categorias: 1. Lei moral; 2. Lei Cerimonial; 3. Lei Civil, 4. Estatutos e Juízos; 5. Leis de saúde. Esta classificação é em parte artificial.” (Lições da Escola Sabatina, Lição n. 2, p. 18, de 8-1-1980) (o grifo é nosso)
Dizem mais os ASD, “Note que ‘A Lei de Moisés’(Atos 15.5 nas Escrituras, refere-se a todas as leis dadas por meio de Moisés - cerimonial, moral e civil.... A Lei de Moisés (Hb 10.28) incluía os dez mandamentos. (Revista da Escola Sabatina, abril-junho 1990, p. 11-CPB)
A expressão “Foi cravada na cruz” é tirada de Cl 2.14-17 e no v. 16 está explícito, e sem contestação, que se incluía nessa lei cravada na cruz o sábado semanal. Com isso os próprios adventistas reconhecem que o sábado semanal foi cravado na cruz.

Ora se a Lei de Moisés refere-se a todas as leis dadas por Moisés incluindo os 10 mandamentos como sustentar biblicamente essa divisão da mesma lei em Lei Moral e Lei Cerimonial como se fossem duas leis distintas?
A expressão Lei de Deus e Lei de Moisés é expressões sinônimas e não se trata de Leis distintas como afirmam os Adventistas do Sétimo Dia. Em Is 33.2 se lê de ‘um só Legislador “e assim tanto os dez mandamentos como os livros de Moisés foram dados por um só Legislador – Deus, por meio de Moisés. É’ de Deus por foi dado por Ele e é de Moisés por foi dada por intermédio de Moisés”.

O EMPREGO DA PALAVRA LEI

1. Basta ler Ne 8.1,3, 8, 14,18 onde a mesma Lei é chamada de Lei de Deus e Lei de Moisés, indistintamente.
(Ne 8.1)” ...e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés.”
(v. 3) “... todo o povo estavam atentos ao livro da lei.”
(v. 8) “E leram no livro, na lei de Deus...”.
(v.14) “E acharam escrito na lei que o SENHOR ordenara, pelo ministério de Moisés

2. Em Gl 3.10 lemos: “Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei para fazê-las”. Esse texto é uma citação de Dt 27.26. Lendo esse capítulo a partir do v. 15 vamos encontrar preceitos morais dentro da lei cerimonial assim denominada pelos adventistas
“Maldito o homem que fizer imagem de escultura, ou de fundição, abominação ao Senhor, obra da mão do artífice, e a puser em um lugar escondido. E todo o povo responderá, e dirá: Amem”.(v. 15)

Pergunta: Seria este um preceito cerimonial por ter sido escrito por Moisés, num livro que foi posto ao lado da arca e não dentro da arca?

3. Lendo Mc 7.10 que declara: “Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe” Esse mandamento está incluído nos dez mandamentos, pois é citado em Ex 20.12.
Pergunta: Um preceito cerimonial considerando que foi Moisés que o disse? mas faz parte da lei moral dos adventistas, pois se trata do 5º mandamento do decálogo;

4. Lendo Jo 7.19 que declara: “Não vos deu Moisés a lei? E nenhum de vós observa a lei. Por que procurais matar-me?” Onde a lei proíbe matar? Encontramos esse mandamento dentro dos dez mandamentos – o sexto mandamento em Ex 20.13.

Pergunta: Como foi Moisés que disse, deveria tratar-se de um preceito cerimonial? Entretanto, está dentro da lei moral dos adventistas.

5. Jesus ensinou em Mt 22.37-39 que os dois maiores mandamentos são: amar a Deus e amar ao próximo.
“E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.”(Mt 22.37) Esse mandamento é encontrado em Dt 6.5, como se lê: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças”.
E o segundo, semelhante a este, é: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo. (Mt 22.39) Este mandamento se encontra em. Levíticos 19.18,:” Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo: mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.”. Preceitos cerimoniais porque estão registrados no livro da lei escrita por Moisés?
Ambos fazem parte do livro da Lei de Moisés colocado ao lado da Arca. ““ Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca da aliança do SENHOR vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti. “(Dt 31.26).

O PENTATEUCO

O Livro da Lei continha os cinco primeiros livros da Bíblia, o Pentateuco”.
Admitimos que se os Adventistas do Sétimo Dia estivessem certos na sua interpretação estaríamos desobrigados de amar a Deus sobre todas as coisas e de amar o próximo como a nós mesmos. pois esses dois mandamentos estavam dentro da Lei Cerimonial dos adventistas. É bíblica essa divisão? Não! Invenção Adventista sem apoio bíblico.

 Pr. Natanael é um dos maiores apologistas da nossa pátria!
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