quarta-feira, 30 de maio de 2012

A Igreja x O Mundo (Editora Fiel)






Por que os evangélicos tentam cortejar desesperadamente o favor do mundo? As igrejas planejam seus cultos com o objetivo de agradar as pessoas que não freqüentam qualquer igreja. Artistas cristãs imitam todas os estilos efêmeros do mundo tanto na música como no entretenimento. Os pregadores estão horrorizados com o fato de que a ofensa do evangelho pode colocar alguém contra eles, por isso omitem deliberadamente partes da mensagem que o mundo não aprovara.

O evangelicalismo parece ter sido seqüestrado por legiões de porta-vozes carnais que estão fazendo o melhor que podem para convencer o mundo de que a igreja pode ser tão inclusiva, pluralista, mente aberta como as pessoas mais mundanas.

A busca pela aprovação do mundo é o mesmo que prostituição espiritual. De fato, essa foi exatamente a figura que o apóstolo Tiago usou para descrevê-la. Ele escreveu: "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus" (Tiago 4.4).

Sempre existiu e existirá uma incompatibilidade fundamental entre a igreja e o mundo. O pensamento cristão não se harmoniza com todas as filosofias do mundo. A fé genuína em Cristo envolve uma negação de todos os valores mundanos. A verdade bíblica contradiz todas as religiões do mundo. O cristianismo é, por essa razão, oposto a quase tudo que este mundo admira.

Jesus disse aos seus discípulos: "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia" (João 15.18-19).

Observe que nosso Senhor considerou uma realidade absoluta o fato de que o mundo desprezaria a igreja. Em vez de ensinar seus discípulos a tentarem conquistar o favor do mundo, por reformularem o evangelho, para que este se adequasse às preferências do mundo, Jesus advertiu expressamente que a busca pelos louvores do mundo é uma característica dos falsos profetas: "Ai de vós, quando todos vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas" (Lucas 6.26).

Depois, ele esclareceu: "O mundo... me odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más" (João 7.7). Em outras palavras, o desprezo do mundo para com o cristianismo origina-se de motivos morais, e não intelectuais: "O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras" (João 3.19-20). Essa é a razão por que, não importando quão profundamente diversa seja a opinião do mundo, a verdade cristã nunca será popular no mundo.

No entanto, em quase toda a era da história da igreja, tem havido pessoas na igreja que estão convencidas de que a melhor maneira de ganhar o mundo para Cristo é satisfazer os gostos do mundo. Essa maneira de agir sempre trouxe detrimento à mensagem do evangelho. As únicas épocas em que a igreja causou impacto significante no mundo foram aquelas em que o povo de Deus permaneceu firme, recusou comprometer-se e proclamou com ousadia a verdade, apesar da hostilidade do mundo. Quando os cristãos se esquivaram da tarefa de confrontar as ilusões mundanas populares com as verdades bíblicas impopulares, a igreja perdeu a sua influência e mesclou-se impotentemente com o mundo. Tanto a Escritura como a história atestam esse fato.

E a mensagem cristã não pode simplesmente ser mudada para se conformar com as vicissitudes das opiniões do mundo. A verdade bíblica é fixa e constante, não sujeita a mudança ou adaptação. Por outro lado, a opinião do mundo está em fluxo constante. As tendências e as filosofias que dominam o mundo mudam radicalmente, com regularidade, de geração a geração. A única coisa que permanece constante é o ódio do mundo para com Cristo e o seu evangelho.

Com toda a probabilidade, o mundo não adotará por muito tempo qualquer ideologia em voga neste ano. Se o padrão da história serve como indicador, quando os nossos netos se tornarem adultos, a opinião do mundo será dominada por um sistema completamente novo de crença e todo um novo sistema de valores. A geração de amanhã renunciará todas as modas e filosofias passageiras de hoje. Todavia, uma coisa se manterá inalterada: até que o Senhor volte e estabeleça seu reino na terra, qualquer ideologia que ganha popularidade no mundo será hostil à verdade bíblica, como o foram as suas antecessoras.

John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969; é presidente do Master’s College and Seminary e do ministério “Grace to You”; John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos.







terça-feira, 8 de maio de 2012

A Heresia do Egocentrismo



"Não negligencieis a prática do bem e a mútua cooperação [koinonia]"
Hebreus 13.16
O egocentrismo não tem lugar na igreja. Nem devíamos dizer isso, mas, desde o alvorecer da era apostólica até hoje, o amor próprio em todas as suas formas tem prejudicado incessantemente a comunhão dos santos. Um exemplo clássico e antigo de egocentrismo fora de controle é visto no caso de Diótrefes. Ele é mencionado em 3 João 9-10, onde o apóstolo diz: "Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida. Por isso, se eu for aí, far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. E, não satisfeito com estas coisas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja".
Diótrefes anelava ser o preeminente em sua congregação (talvez até mais do que isso). Portanto, ele via qualquer outra pessoa que tinha autoridade de ensino – incluindo o apóstolo amado – como uma ameaça ao seu poder. João havia escrito uma carta de instrução e encorajamento à igreja, mas, por causa do desejo de Diótrefes por glória pessoal, ele rejeitou o que o apóstolo tinha a dizer. Evidentemente, ele reteve da igreja a carta de João. Parece que ele manteve em segredo a própria existência da carta. Talvez ele a destruiu. Por isso, João escreveu sua terceira epístola inspirada para, em parte, falar a Gaio sobre a existência da carta anterior.
Na verdade, o egoísmo de Diótrefes o tornou culpado do mais pernicioso tipo de heresia: ele rejeitou ativamente e se opôs à doutrina apostólica. Por isso, João condenou Diótrefes em quatro atitudes: ele rejeitou o ensino apostólico; fez acusações injustas contra um apóstolo; foi inóspito para com os irmãos e excluiu aqueles que não concordavam com seu desafio a autoridade de João. Em todo sentido imaginável, Diótrefes era culpado da mais obscura heresia, e todos os seus erros eram frutos de egocentrismo.
Em nosso estado caído, estado de carnalidade, somos todos assediados por uma tendência para o egocentrismo. Isto não é uma ofensa insignificante, nem um pequeno defeito de caráter, nem uma ameaça irrelevante à saúde de nossa fé. Diótrefes ilustra a verdade de que o amor próprio é a mãe de todas as heresias. Todo falso ensino e toda rebelião contra a autoridade de Deus estão, em última análise, arraigados em um desejo carnal de ter a preeminência – de fato, um desejo de reivindicar para si mesmo aquela glória que pertence legitimamente a Cristo. Toda igreja herética que já vimos tem procurado suplantar a verdade e a autoridade de Deus com seu próprio ego pretensioso.
De fato, o egocentrismo é herético porque é a própria antítese de tudo que Jesus ensinou ou exemplificou. E produz sementes que dão origem a todas as outras heresias imagináveis.
Portanto, não há lugar para egocentrismo na igreja. Tudo no evangelho, tudo que igreja tem de ser e tudo que aprendemos do exemplo de Cristo golpeia a raiz do orgulho e do egocentrismo humano.
Koinonia
As descrições bíblicas de comunhão na igreja do Novo Testamento usam a palavra grega koinonia. O espírito gracioso que essa palavra descreve é o extremo oposto do egocentrismo. Traduzida diferentemente por "comunhão", "compartilhamento", "cooperação" e "contribuição", esta palavra é derivada dekoinos, a palavra grega que significa "comum". Ela denota as ideias de compartilhamento, comunidade, participação conjunta, sacrifício em favor de outros e dar de si para o bem comum.
Koinonia era uma das quatro atividades essenciais que mantinha os primeiros cristãos juntos: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão [koinonia], no partir do pão e nas orações" (At 2.42). O âmago da "comunhão" na igreja do Novo Testamento era culto e sacrifício uns pelos outros, e não festividade ou funções sociais. A palavra em si mesma deixava isso claro nas culturas de fala grega. Ela foi usada em Romanos 15.26 para falar de "uma coleta em benefício dos pobres" (ver também 2 Co 9.3). Em 2 Coríntios 8.4, Paulo elogiou as igrejas da Macedônia por "participarem [koinonia] da assistência aos santos". Hebreus 13.16 diz: "Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação [koinonia]". Claramente, o egocentrismo é hostil à noção bíblica de comunhão cristã.
Uns aos outros
Esse fato é ressaltado também pelos muitos "uns aos outros" que lemos no Novo Testamento. Somos ordenados: a amar "uns aos outros" (Jo 13.34-35; 15.12, 17); a não julgar "uns aos outros" e ter o propósito de não por tropeço ou escândalo ao irmão (Rm 14.13); a seguir "as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros" (Rm 14.19); a ter "o mesmo sentir de uns para com os outros" e acolher "uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus" (Rm 15.5, 7). Somos instruídos a levar "as cargas uns dos outros" (Gl 6.2); a sermos benignos uns para com os outros, "perdoando... uns aos outros" (Ef 4.32); e a sujeitar-nos "uns aos outros no temor de Cristo" (Ef 5.21). Em resumo, "Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo" (Fp 2.3).
No Novo Testamento, há muitos mandamentos semelhantes que governam nossos relacionamentos mútuos na igreja. Todos eles exigem altruísmo, sacrifício e serviço aos outros. Combinados, eles excluem definitivamente toda expressão de egocentrismo na comunhão de crentes.
Cristo como cabeça de seu corpo, a igreja
No entanto, isso não é tudo. O apóstolo Paulo comparou a igreja com um corpo que tem muitas partes, mas uma só cabeça: Cristo. Logo depois de afirmar, enfaticamente, a deidade, a eternidade e a proeminência absoluta de Cristo, Paulo escreveu: "Ele é a cabeça do corpo, da igreja" (Cl 1.18). Deus "pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo" (Cl 1.22-23). Cristãos individuais são como partes do corpo, existem não para si mesmos, mas para o bem de todo o corpo: "Todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor" (Ef 4.16).
Além disso, cada parte é dependente de todas as outras, e todas estão sujeitas à Cabeça. Somente a Cabeça é preeminente, e, além disso, "se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam" (1 Co 12.26).
Até aquelas partes do corpo aparentemente insignificantes são importantes (vv. 12-20). "Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve. Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo?" (vv. 18-19).
Qualquer evidência de egoísmo é uma traição de não somente o resto do corpo, mas também da Cabeça. Essa figura torna o altruísmo humilde em virtude elevada na igreja – e exclui completamente qualquer tipo de egocentrismo.
Escravos de Cristo
A linguagem de escravo do Novo Testamento enfatiza, igualmente, esta verdade. Os cristãos não são apenas membros de um corpo, sujeitos uns aos outros e chamados à comunhão de sacrifício. Somos também escravos de Cristo, comprados com seu sangue, propriedade dele e, por isso, sujeitos ao seu senhorio.
Escrevi um livro inteiro sobre este assunto. Há uma tendência, eu receio, de tentarmos abrandar a terminologia que a Escritura usa porque – sejamos honestos – a figura de escravo é ofensiva. Ela não era menos inquietante na época do Novo Testamento. Ninguém queria ser escravo, e a instituição da escravidão romana era notoriamente abusiva.
No entanto, em todo o Novo Testamento, o relacionamento do crente com Cristo é retratado como uma relação de senhor e escravo. Isso envolve total submissão ao senhorio dele, é claro. Também exclui toda sugestão de orgulho, egoísmo, independência ou egocentrismo. Está é simplesmente mais uma razão por que nenhum tipo de egocentrismo tem lugar na vida da igreja.
O próprio senhor Jesus ensinou claramente este princípio. Seu convite a possíveis discípulos foi uma chamada à total autorrenúncia: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lc 9.23).
Os doze não foram rápidos para aprender essa lição, e a interação deles uns com os outros foi apimentada com disputas a respeito de quem era o maior, quem poderia ocupar os principais assentos no reino e expressões semelhantes de disputas egocêntricas. Por isso, na noite de sua traição, Jesus tomou uma toalha e uma bacia e lavou os pés dos discípulos. Sua admoestação para eles, na ocasião, é um poderoso argumento contra qualquer sussurro de egocentrismo no coração de qualquer discípulo: "Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.14-15).
Foi um argumento do maior para o menor. Se o eterno Senhor da glória se mostrou disposto a tomar uma toalha e lavar os pés sujos de seus discípulos, então, aqueles que se chamam discípulos de Cristo não devem, de maneira alguma, buscar preeminência para si mesmos. Cristo é nosso modelo, e não Diótrefes.
Não posso terminar sem ressaltar que este princípio tem uma aplicação específica para aqueles que estão em posições de liderança na igreja. É um lembrete especialmente vital nesta era de líderes religiosos que são superestrelas e pastores jovens que agem como estrelas de rock. Se Deus chamou você para ser um presbítero ou mestre na igreja, ele o chamou não para sua própria celebridade ou engrandecimento. Deus o chamou a fazer isso para a glória dele mesmo. Nossa comissão é pregar não "a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos [escravos], por amor de Jesus" (2 Co 4.5).



John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969; é presidente do Master's College and Seminary e do ministério "Grace to You"; John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos.



Traduzido por: Francisco Wellington Ferreira
Editor: Tiago Santos
Copyright © John MacArthur & Tabletalk
Copyright © Editora FIEL 2012.

Publicado originalmente na Revista Tabletalk, nº 3, Vol. 36, do ministérioLigonier.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Seminário de Escatologia


Seminário de Escatologia (Doutrina das Últimas Coisas) que será realizado no dia 05/05/12 às 19:00 na Igreja Batista Gileade, localizada na Rua Morro Amarelo, n 510, Bairro Conceição. Feira de Santana - BA

Serão tratados os seguintes temas:

* A Realidade da Volta de Cristo

* A Urgência da Volta de Cristo

* A Necessidade da Volta de Cristo

Você está convidado!!!


Apologeta!

Evangelista Eduardo França é autor do DVD: Milagres: De onde eles procedem? (Categoria: APOLOGÉTICA. (À venda nos sites: CACP, MCK e MERCADO LIVRE). Co-Fundador e articulista do blog Guardian Faith: www.guardianfaith.blogspot.com

quinta-feira, 12 de abril de 2012

ACUPUNTURA É BÍBLICA??? (CACP)



"...estando sempre preparados para responder..."(I Pe 3.15)

Definição: Acupuntura é a antiga prática chinesa de estimulação com agulhas, baseada na religião do Taoísmo (uma forma de ocultismo).

Fundador: Desconhecido; o texto tradicional chinês é O Clássico do Imperador Amarelo de Medicina Interna.
Alega-se Que Funciona de Que Modo? Diz-se que funciona estimulando certos pontos com agulhas, supostamente permitindo que a energia cósmica do universo (chi) flua livremente através dos órgãos e sistemas do corpo, mantendo a saúde.

Avaliação científica: Controvertida, mas em grande parte desacreditada; enquanto o seu Taoísmo é ignorado em estudos científicos, tais estudos ainda têm de demonstrar cientificamente a eficácia da acupuntura. Um estudo definitivo de três anos, lançado em 1991, concluiu que a acupuntura nada mais é que, na melhor das hipóteses, um poderoso placebo.1

Potencial de Ocultismo: Prática e filosofia taoísta; praticantes se envolvem com a parapsicologia, programas de meditação e outras práticas do ocultismo usadas em conjunção com a terapia da acupuntura.

Maiores Problemas: A acupuntura funciona mais com base em princípios psicológicos, religiosos ou do ocultismo.

Avaliação Bíblico-Cristã: A acupuntura clássica envolve a prática de uma antiga medicina pagã que é inseparavelmente ligada ao Taoísmo.

Perigos Potenciais: A estimulação com agulhas ocasionalmente produziu complicações médicas e danos físicos, alguns deles sérios; pode mascarar o diagnóstico de uma doença séria; influência do ocultismo.

ORIGEM

A origem da acupuntura é desconhecida, mas podemos encontrar práticas similares no antigo xamaísmo. O Dr. Samuel Pfeifer, consultor de psiquiatria e neurologia de uma clínica psiquiátrica na Suiça, observa:

O tratamento com agulhas, posteriomente denominado acupuntura (do latim acus - "agulha"e punctus - "ponto" ) no ocidente, retrocede aos médicos mais antigos, provavelmente xamãs espíritas. Eles realizavam rituais semelhantes a aqueles encontrados nas atuais seitas do vodu, que tentam expulsar o espíritos malignos introduzindo agulhas no corpo do doente. Estudiosos posteriores abandonaram o modelo demoníaco e integraram o uso de agulhas nas suas teorias astrológicas.2

Outra fonte indica que, entre o terceiro e o primeiro século a. C. , a acupuntura foi usada em rituais de ocultismo como uma forma de sangria, que também permitia que os "espíritos maus" , relacionados com a doença, saíssem.3

A acupuntura pode ter tido semelhantemente uma origem relacionada com o ocultismo na China, ou seu início pode ter sido mais secular. Pedro Chan é um pesquisador associado, de acupuntura, no White Memorial Medical Center, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e é autor de vários textos sobre a acupuntura. Ele observa que, de acordo com a tradição, há cerca de cinco mil anos os chineses obeservam que a dor poderia ser aliviada esfregando pedras nos seus corpos. Segundo se diz, eles observaram que quando alguns soldados eram feridos por setas, recuperaram-se de doenças crônicas. Com o tempo desenvolveu-se o princípio de que a estimulação do corpo, quer por pressão, quer por inserção de agulhas, poderia resultar no alívio de tais doenças.4

Por causa das teorias do ocultismo, todavia, que subjazem na acupuntura e de suas associações históricas com o ocultismo, alguma variação na primeira teoria provavelmente pode prover uma estimativa mais acurada de como a acupuntura se originou, até mesmo na China.

POTENCIAL DE OCULTISMO 


Visto que a acupuntura é baseada numa filosofia do ocultismo que envolve a manipulação de energias vitais místicas; visto que a acupuntura é associada tradicionalmente com a magia, a astrologia e o ocultismo, e visto que muitos acupunturistas modernos são de fato paranormais que operam através de poderes do ocultismo, sem dúvida parte do sucesso da acupuntura é também devido a forças espirituais.

Veja aqui: Estudo questiona uso da acupuntura para tratar dores


NOTAS:

1) Documento de posicionamento sobre a acupuntura, lançado em 1991 pelo conselho Nacional contra a Fraude na Saúde, da Escola Universitária de Medicina de Lima Linda, na Califórnia, EUA. Na época da impressão do livro do qual foi extraído este artigo, considerava-se a possibilidade de publicar o documento para a Pós-Graduação de Medicina.

2) Samuel Pfeifer, Healing at Any Price?, Milton Keines, Inglaterra: Word Limited, 1988, p.28.

3) James C. Whorton, "The First Holistic Revolution: Alternative Medicine in the Nineteenth Century" in Douglas Stalker, Clark Glymour, eds., Examining Holistic Medicine, Buffalo, NY; Prometheus Books, 1985, p.42.

4) Pedro Chan, Finger Acupressure, New York, NY; Ballantine Books, 1978, p.11.

por John Ankerberg e John Weldon

- Extraído do livro Can You Trust Your Doctor? (Pode confiar no seu médico? )

Brentwood, Tennessee: Wolgemuth & Hyat Publishers, 1991.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Igreja Renascer vende por R$ 1.000 pulseira "ungida" pelo Apóstolo Estevam Hernandes



A Igreja Renascer está vendendo uma pulseira de couro com uma plaqueta dourada trazendo a inscrição “Deus é Fiel”. De acordo com o site Renascer Prime, ligado à denominação, a pulseira está sendo vendida por R$1.000 pela igreja por ter sido ungida por Estevam Hernandes, e é idêntica à usada pelo líder da denominação.

Porém a mesma pulseira pode ser comprada no site “Shalom Joias” por R$140. O site de joias descreve o objeto como sendo de Couro Legitimo com a Escrita “Deus é Fiel” Banhado a Ouro.

Porém a igreja afirma que a pulseira não está sendo vendida, segundo a Renascer a pulseira está sendo dada como um “brinde” para as pessoas que fizerem uma doação nessa quantia para a denominação.

Fonte: Blog Libertos do Opressor

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A Igreja Católica o Cânon (CACP)

Os católicos alegam que os protestantes devem confiar em sua tradição para saber que livros devem incluir no cânon Bíblico. O argumento diz que desde que não há um "índice inspirado" da Bíblia, então nós somos forçados a confiar na tradição católica para saber que livros pertencem realmente à Bíblia, e que livros não pertencem. 

Os católicos ainda alegam que foi a igreja de Roma, que determinou o cânon bíblico nos Concílios de Hipona (393 A.D.) e Cartago (397 A.D.), e somente por isso que hoje os protestantes sabem quais livros são inspirados, e quais não são. Conseqüentemente, é à Igreja Romana que deveríamos nos submeter em questões de fé e decisões doutrinárias.

Contudo, o argumento acima é espúrio por diversas razões as quais nós iremos comentar logo abaixo:

Cartago e Hipona 

Primeiramente, os Concílios de Cartago e Hipona não estabeleceram o cânon à Igreja como um todo. Até mesmo "A Nova Enciclopédia Católica" em inglês assegura o fato de que o Cânon não esteve oficialmente estabelecido à Igreja Ocidental até o Concílio de Trento no século XVI e que até mesmo uma autoridade tal como Gregório - o Grande, que posteriormente veio a ser papa havia rejeitado os Apócrifos como canônicos.

Jerônimo, chamado de doutor da igreja, fez uma clara distinção entre os livros que considerava canônicos e eclesiásticos. Quanto ao ultimo grupo ele declarou que poderia circular pela Igreja como literatura útil, mas não foi reconhecida como Escritura Sagrada e autorizada para fins doutrinários. 
A situação permaneceu obscura nos séculos seguintes. Por Exemplo, João Damasceno, Gregório o Grande, Walafrid, Nicolas de Lyra continuaram a duvidar da canonicidade dos livros deuterocanônicos. Segundo a doutrina católica, o critério usado para definir o cânon bíblico é a decisão infalível da Igreja. No entanto esta tal decisão nunca foi tomada antes do Concílio de Trento. Que isto não tinha sido feito antes de Trento é provado pela incerteza que persistia até o tempo deste Concílio.

Houve pais da igreja de grande influência antes dos Concílios Africanos do Norte que rejeitariam o julgamento destes dois Concílios tais como Orígenes, Melito de Sardes, Atanásio, Cirilo de Jerusalém, Gregório de Nazianzeno, Hilário de Poitiers, Epifânio, Basílio o Grande, Jerônimo, Rufino e muitos outros. Eles defendiam que os livros do Velho Testamento foram em número de 22 ou às vezes 24, dependendo de como os livros eram agrupados. Isto corresponde ao cânon Judaico que não aceitava os livros apócrifos como sendo canônicos. Jerônimo, que gastou muitos anos estudando na palestina e que teve mestres judaicos, rejeitou os apócrifos porque aqueles livros não foram reconhecidos como canônicos pelos Judeus. 

A objeção que os católicos levantam é que se a Septuaginta incluía esses livros é prova de que os judeus alexandrinos tiveram um cânon mais extenso que seus irmãos palestinenses. Todavia isso não passa de mera especulação. Eles fazem esta afirmação porque os livros apócrifos são incluídos em alguns dos antigos manuscritos que nós temos da Septuaginta. Mas se isto prova alguma coisa, prova no máximo que a Septuaginta incluía os livros apócrifos junto com os livros canônicos do velho Testamento para propósitos de leitura, e não que eles fossem recebidos como canônicos. O manuscrito mais antigo que nós possuímos da Septuaginta remonta ao 4º ou 5º século d.C. Sendo assim eles não refletem necessariamente a crença dos Judeus de Alexandria sobre os apócrifos. Também, esses manuscritos da Septuaginta contêm livros tal como III Macabeus que nunca foi aceito como canônico por Roma. Acrescenta-se a isso, como importante fato, que Orígenes e Atanásio mesmo sendo de Alexandria, ambos rejeitaram os livros apócrifos como sendo canônicos. O único livro apócrifo que Atanásio incluiu na sua lista foi Baruque, mas isto devido ao fato de ele ter pensado que este livro fazia parte do livro de Jeremias. 

Hipona e Cartago foram concílios locais que não tiveram autoridade ecumênica. Em adição, podemos dizer que mesmo aqueles dois Concílios contradizem o Concílio de Trento em um ponto importante. Primeiramente, Hipona e Cartago declara que 1 Esdras e 2 Esdras são canônicos. Eles estão referindo aqui à versão Septuaginta de 1 e 2 Esdras. Nesta versão 1 Esdras é uma adição apócrifa a Esdras enquanto 2 Esdras é a versão Judaica de Esdras-Neemias do cânon Judaico. O Concílio de Trento, entretanto declara que 1 Esdras é realmente o Esdras do cânon Judaico e 2 Esdras é Neemias do cânon Judaico. Trento omite a versão da Septuaginta de 1 Esdras. 

Outro ponto que prova ser as alegações católicas infundadas é o fato de que a prática universal da Igreja como um todo até o tempo da Reforma foi seguir o julgamento de Jerônimo que havia rejeitado os apócrifos. Aqueles livros tiveram a permissão de serem lidos na Igreja para fins de edificação, mas nunca foram considerados autorizados para estabelecer doutrinas.

Parece que a igreja dava dois significados para o termo "canônico" em relação aos livros da Bíblia: um mais lato no sentido de incluir todos os livros que foram permitidos serem lidos nas igrejas e outro mais restrito que incluía unicamente aqueles livros que foram considerados como autoridade para estabelecer doutrina. 

O caso da Glossa Ordinária - Esta Glosa foi um comentário bíblico autorizado para a Igreja Ocidental como um todo. Seu prefácio declara que a Igreja permite a leitura dos livros apócrifos somente para a devoção e instruções e costumes, mas que eles não possuem nenhuma autoridade para decidir controvérsias em matérias de Fé. Ele ainda declara que há 22 livros do AT e apela para os testemunhos de Orígenes, Jerônimo e Rufino. 

Conclusão 

As reivindicações que a igreja romana faz sobre o cânon são historicamente insustentáveis. Ela sugere que nós deveríamos receber seus ensinos como autoridade suprema por causa desta questão do cânon, pressupondo que foi ela quem nos deu a lista correta dos livros canônicos. Mas isto equivale aos fariseus exigirem que Jesus recebesse seus ensinos como autoridade suprema simplesmente porque como Judeus eles tinham determinado que livros faziam parte do cânon. Mesmo que as reclamações da Igreja Romana estivessem corretas com respeito ao cânon, isto não prova de maneira alguma que ela está automaticamente correta em todas as áreas pertinentes à sã doutrina, e que nós deveríamos obedecê-la e receber como autenticas suas doutrinas extrabíblicas, não mais do que Jesus deveria receber as doutrinas ou seguir os fariseus hipócritas. As principais doutrinas romanas contradizem as sagradas escrituras tais como a Tradição Oral, o Papado, Maria, os sacramentos, o purgatório, além do que o seu cânon é diferente do cânon da igreja primitiva.






Professor Paulo Cristiano é presbitero da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, professor de religiões, vice-presidente do CACP e escritor.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Valdemiro Santiago estaria pregando o Arianismo??? (CACP)


Valdemiro Santiago disse o seguinte em um de seus estudos bíblicos: 

“Muita gente pela tradição da religião, não entende a historia de Jesus. Alguns falam de natal, mas ninguém sabe o dia exato em que Jesus Cristo nasceu. Segundo que Jesus já existia muito antes de tudo. Ele é a imagem do Deus invisível, a encarnação do verbo.Mas ele não é sempiterno, é eterno. O pai que é Deus é sempiterno, aquele que antes dele nunca existiu como ele, nem existirá depois dele, sempre existiu e sempre existirá. A primeira obra dele foi Jesus Cristo...” (Citado em seu site no dia 14/02/2012 no link: www.impd.org.br/portal/mensagens_impd.php?id=49)
Você sabe que ensinamento é esse que Valdemiro está transmitindo ao afirmar que Jesus é a primeira criação ou obra de Deus? Sim, é a encanecida heresia do Arianismo. Provavelmente, devido à deficiência teológica desse Apóstolo, ele nem deve saber quem foi Ário, mas o bojo doutrinário da afirmação dele é totalmente contrário aos ensinos da teologia bíblica protestante. 

Mas afinal de contas o que seria o arianismo e por que é tão pernicioso? Tal ensino é uma heresia que foi condenada pela igreja desde os primeiros séculos de fé cristã. O contexto histórico do arianismo gira em torno de um homem chamado Ário. Ele ensinou que Deus Pai era maior do que Cristo, e que Jesus teria sido a primeira criação de Deus. Assim, Jesus não era Deus como o Pai, mas sim a primeira criação de Deus, tal como os anjos – um mero ser criado. Hoje esta cosmovisão teológica é muito bem trabalhada pela seita Jeovista conhecida como Testemunhas de Jeová. 

Para saber mais sobre a problemática de tamanha heresia, o CACP desenvolveu vários artigos mostrando os erros da doutrina ariana – - clique aqui e saiba mais
Por isso que a palavra de Deus nos adverte com muita procedência e de maneira auspiciosa:

“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo (1 João 4:1)”.

Tomem cuidado com tais movimentos. Não se impressione pelo fato de em tal lugar haver supostamente muitos milagres, mas observe se a doutrina bíblia está sendo enfatizada com verdade e critério, pois disse Jesus:

Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. (Mt 7.20-24)




Pastor João Flávio Martinez é fundador do CACP, graduado em história e professor de religiões. É também autor do livro: Céu e Inferno: Para onde vão os que morrem? (Série Desvendando)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A correta interpretação de João 1:1 (CACP)

UMA CORRETA ANÁLISE GRAMATICAL DE JOÃO 1.1

A Tradução Novo Mundo das Escrituras Sagradas (obs.: das Testemunhas de Jeová), revisãode 1986,verte assim o texto de João 1.1:

"No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus e a Palavra era [um] deus".

O objetivo deste pequeno trabalho é mostrar que a última parte do versículo ("a Palavra era [um] deus") foi traduzida de forma arbitrária, sem obedecer as regras gramaticais da língua grega dentro do contexto semântico do Novo Testamento. Entendemos que a tradução correta é aquela utilizada pela maioria das versões: "a Palavra era Deus".

Reativando este tema bastante discutido no passado, esperamos contribuir para o fortalecimento das convicções dos que amam e crêem na Palavra de Deus, e para trazer certeza aos que se encontram na dúvida.

Os termos gregos do texto em questão, representados pelos caracteres latinos correspondentes, ficam assim representados:

THEOS EN HO LOGOS.
 Segue-se a análise gramatical de cada palavra com sua tradução:

THEOS
 - substantivo, masculino singular, predicativo do sujeito.........[Deus]

EN -
 3ª pessoa do singular Imperfeito do Indicativo, do verbo EIMI.......[era]

HO 
- artigo masculino singular (feminino em português).....[a]

LOGOS - substantivo, masculino singular, sujeito........[Palavra]

Estamos diante de uma oração onde dois substantivos (THEOS e LOGOS) são relacionados através do verbo de ligação (EN). O substantivo THEOS não vem precedido de artigo mas substantivo LOGOS está precedido pelo artigo definido HO. Em construções deste tipo, com o verbo na 3ª pessoa, o sujeito da oração é indicado pela presença do artigo diante do substantivo. Em grego não existe o artigo indefinido como em português ou inglês. Contudo, a ausência de artigo definido não indica necessariamente que a tradução deva ser feita com uso do artigo indefinido, seja em português, seja em inglês.

O professor Jean Humbeit, mestre conferencista da Sorbonne, em seu livro "Sintaxe Grecque", assim se expressa à página 44, quanto ao uso do artigo grego: (a tradução é minha)

"O artigo pode definir o indivíduo que está em questão e o conjunto de indivíduos que formam um grupo ou uma espécie. Inversamente, a ausência de artigo implica uma impossibilidade de definir um indivíduo em particular, ou é um meio de exprimir "a espécie em si mesma", sem considerar as individualidades que a compõem".

A ausência do artigo, portanto, possui duas alternativas: impossibilidade de definir o indivíduo ou um meio de exprimir "a espécie em si mesma". Voltando ao texto em questão e aplicando o critério acima para ausência do artigo, concluímos inicialmente que a tradução poderia ser de duas maneiras:

1. Considerando uma impossibilidade de definir um indivíduo em particular, teríamos a seguinte tradução: 

THEOS EN HO LOGOS = A Palavra era um deus. Neste caso, "um deus" estaria indicando a impossibilidade de dizer qual dentre os deuses individualmente considerados "A Palavra" seria. Embora seja uma tradução gramaticalmente possível não é aceitável semanticamente no contexto da Bíblia, onde há um só Deus verdadeiro, isto é, não existe uma quantidade de deuses maior do que um possibilitando criar uma indefinição em torno do vocábulo 'Deus'.

2. Utilizando a alternativa restante que é um meio de exprimir "a espécie em si mesma", sem considerar as individualidades que a compõem, a tradução seria, então: "A Palavra era Deus." Fica assim indicado que "A Palavra" era da espécie de "Deus", que biblicamente é única, sem considerar as individualidades que a compõem. Esta tradução, além de gramaticalmente correta, tem um sentido semântico coerente com o conteúdo bíblico. Nas Escrituras, ora o termo 'Deus' é uma pessoa individualizada, ora é essência ou espécie.

Podemos concluir que a versão correta para o texto em estudo é: "a Palavra era Deus". Não está sendo dito que a Palavra era o Deus Pai, mas que a Palavra era Deus em essência, qualidade ou espécie. O substantivo THEOS (Deus) está numa função adjetiva, qualificando o sujeito da oração HO LOGOS (a Palavra).

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

EXTRA! EXTRA! ADVENTISTAS ALTERAM O DECÁLOGO!!!


Quem diria que um dia isso fosse acontecer? Os adventistas, que sempre se ufanaram ser os exclusivos defensores da guarda do sábado semanal, por fim, viessem a alterar os dez mandamentos e acrescentar mais dois mandamentos a eles de modo que não se podendo falar mais em decálogo? Pela suposta guarda do sábado se identificam os adventistas como integrando a igreja remanescente, aquela igreja exclusiva que possui duas características principais: a guarda do sábado e possuir “o espírito de profecia” localizado na sua papisa Ellen Gould White. 


O QUE ACONTECEU?

Jó escreveu, “Porque aquilo que temia isso me sobreveio; e o que receava me aconteceu”.(Jó 3.25) Vou contar o que aconteceu. Os evangélicos sempre ensinaram que a Bíblia fala de dois concertos. O primeiro concerto teve como mediador Moisés e era de abrangência exclusiva do povo israelita. Estes prometeram solenemente guardar os preceitos do concerto estabelecido com eles logo na saída do Egito, quando acampados no Monte Sinai.”E subiu Moisés a Deus, e o SENHOR o clamou do monte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. Então todo o povo respondeu a uma voz, e disse: Tudo o que o SENHOR tem falado, faremos. E relatou Moisés ao SENHOR as palavras do povo.”(Ex 19.3-6,8)

Este concerto foi ratificado posteriormente por Moisés, “Veio, pois, Moisés, e contou ao povo todas as palavras do SENHOR, e todos os estatutos; então o povo respondeu a uma voz, e disse: Todas as palavras, que o SENHOR tem falado, faremos. Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte, e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel; E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram holocaustos e sacrificaram ao SENHOR sacrifícios pacíficos de bezerros. E tomou o livro da aliança e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o SENHOIR tem falado faremos, e obedeceremos.” (Êx 24.3-5,7) Ocorre que, embora tenha demonstrado tanta disposição de obedecer a tudo o que Deus mandara por meio de Moisés, o povo israelita violou a lei. Fabricaram um bezerro de ouro e se prostraram diante dele tecendo louvores e praticando imoralidades (Ex 32.7-10). Deus então, por meio de Jeremias 31.33-34, prometeu um novo concerto esclarecendo, textualmente, que não seria igual ao primeiro concerto. O texto é bem claro,”Não conforme o concerto que fiz com seus pais...porque eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor.” (Jr 31.32). Não afirma o texto que a mudança de um concerto para o outro seria apenas de lugar: das taboas pedras para as taboas de carne do coração. (2 Co 3.6-14) Obviamente deveria ocorrer mudanças de mandamentos.


O QUE DIZ PAULO

Paulo, se reportando ao primeiro concerto e expondo sua substituição pelo Novo Concerto declara o seguinte:

“ O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento,não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, Como não será de maior glória o ministério do Espírito? Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça. Porque também o que foi glorificado nesta parte não foi glorificado, por causa desta excelente glória. Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece. Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar. E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido.” (2 Co 3.6-14) 

Paulo entra em minúcias acerca das mudanças ocorridas entre o Antigo Concerto e o Novo e aponta as seguintes diferenças “ Portanto ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, os dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.” (Cl 2.16-17). Enfaticamente Paulo aponta certas ordenanças que foram cravadas na cruz (Cl 2.14) e, dentre elas, algumas são destacadas como sucumbindo na sua vigência dentro do Novo Concerto. Os adventistas se sublevam e teimam em afirmar que a palavra ” sábados” do v. 16 não se refere ao sétimo dia da semana, ou seja, o sábado semanal. Esforçam-se denodadamente em justificar que se trata dos sábados anuais ou cerimoniais de Levitico 23.4-43. Damos a palavra ao um adventista de renome, reconhecida autoridade bíblica entre os próprios adventistas. Reconhece ele que o Antigo Concerto abrangia: “preceitos, holocaustos, ofertas, formalidades sacerdotais, ritual do santuário, festas anuais, luas novas, abluções, manjares, sábados”.(Subtilezas do Erro, p. 70 – Edição 1965 - CASA). 


OPINIÃO DE SAMUELLE BACCHIOCHI SOBRE CL 2.16-17

“O sábado em Colossenses 2.16: O tempo sagrado prescrito por falsos mestres referem-se como sendo ‘um sábado festival’ ou a lua nova ou um sábado. – ‘eortes e neomnia o sabbaton.’ (2.16). O consenso unânime de comentaristas é que estas três expressões representam uma lógica e progressiva seqüência (anual, mensal e semanal). Este ponto de vista é válido pela ocorrência desses termos... Um outro significativo argumento contra os sábados cerimoniais ou anuais é o fato de que estes já estão incluídos nas palavras ‘dias de festa...’Esta indicação positivamente mostra que a palavra SABBATON como é usada em Cl 2.16 não pode se referir aos sábados festivais, anuais ou cerimoniais”.

Determinar o sentido de uma palavra baseando-se exclusivamente em conceitos teológicos em prejuízo de evidências lingüísticas e contextuais é estar contra as regras de hermenêuticas bíblicas. Ademais, a interpretação que o Comentário Adventista dá à palavra ‘sábados’ de Cl 2.16 é difícil de ser sustentada, desde que temos visto que o sábado pode legitimamente ser tido como ‘sombra’ ou símbolos preparatórios de bênçãos da salvação.”“.


O NOVO TESTAMENTO NÃO REPETE O QUARTO MANDAMENTO 

Não há dúvida de que o Novo Testamento cita mandamentos do Velho Testamento. Cita mandamentos indistintamente de toda a Lei de Moisés, mas não repete o quarto mandamento em nenhum lugar. Façamos uma comparação dos dez mandamentos dentro do Novo Testamento:

VELHO TESTAMENTO 

1. mandamento - Ex 20.2,3

2. mandamento - Ex 20.4-6

3. mandamento - Ex 20.7

4. mandamento - Ex 20.8-11

5. mandamento - Ex 20.12

6. mandamento - Ex 20.13

7. mandamento - Ex 20.14 

8. mandamento - Ex 20.15

9. mandamento - Ex 20.16

10. mandamento - Ex 20.17


NOVO TESTAMENTO 

1. mandamento - At 14.15

2. mandamento - 1 Jo 5.21

3. mandamento - Tg 5.12

4. mandamento - Não existe

5. mandamento - Ef 6.1-3

6. mandamento - Rm 13.9

7. mandamento - 1 Co 6.9,10

8. mandamento - Ef 4.28

9. mandamento - Cl 3.9

10. mandamento - Ef 5.3


DÉCIMO PRIMEIRO MANDAMENTO

Recebi, sem me tornar assinante, a revista adventista ADOS edição n. 4, de julho/agosto – 2002 e na página 8 tomo conhecimento, pela primeira vez, que agora já temos onze mandamentos, em lugar de dez como consta de Ex 20.1-17. Sabe qual o 11o. mandamento? Santificar o inverno. Sim santificar o inverno. Na ânsia de encontrar uma justificativa para apoiar a vigência do quarto mandamento dentro do Novo Concerto os adventistas se viram obrigados a recorrer a Mt 24.20, que consta, “Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado”.Ora, qualquer pessoa que leia o texto em apreço entenderá que ele aponta dois tempos mencionados por Jesus: o inverno e o sábado. Obviamente se um se torna obrigatório, sem dúvida nenhuma o outro também. Os adventistas no seu afã de tentar justificar o que Paulo, em Cl 2.14-17, deixou bem claro: a não obrigação de o cristão, que vive dentro do Novo Concerto, ou sob a lei de Cristo (1 Co 9.21) de guardar os dias festivos da lei mencionados em Lv 23, tentam sustentar a validade da guarda do sábado e acrescentaram a guarda do inverno. Lembrem-se todos: o inverno deve ser santificado. Foi Jesus quem disse! 


S.MATEUS 24.20

A fuga a que Jesus se referia deu-se historicamente no ano 70 A D. Jesus não tinha em vista a guarda do sábado, mas manifestava ele preocupação com a segurança dos seus seguidores em duas situações. 

Observando o contexto de Mt 24.20 notamos que Jesus dá orientação para eles fugirem para os montes (v. 16); aconselha-os a não entrarem na casa (v. 17); não retornarem à cidade de Jerusalém (v. 18); fala Jesus ainda do sofrimento das mulheres que eventualmente estivessem amamentando (v. 19) e, por fim, para orarem para que a fuga da cidade não ocorresse nem no inverno e nem no sábado (v. 20) E por que esse cuidado de Jesus com os seus seguidores no inverno? Porque, fugindo no inverno, poderiam morrer de frio nos campos. Da mesma maneira, fugindo no sábado, encontrariam as portas da cidade fechadas, impossibilitando a sua fuga e, conseqüentemente, morreriam na cidade. Agora, o que os adventistas não podem deixar de reconhecer é que Jesus previne contra dois perigos – o perigo do inverno e o perigo do sábado. Se alguém interpreta com isso que o sábado deve ser guardado deduzindo tal situação das palavras de Jesus, deve ser coerente: admita também que o inverno deve ser santificado. Dessa conclusão não se pode escapar. Logo, deve ser acrescentado ao Decálogo o mandamento de Jesus para santificar o inverno. O que fica óbvio: 10+1= 11.


ONZE OU DOZE? 


Mas agora mais uma surpresa: no surpreendente esforço de provar biblicamente que o sábado deve ser guardado, eis que um prócer adventista que se intitula professor (Azenilto G. Brito), falando em nome dos adventistas mandou-nos um e-mail tentando provar a validade da guarda do sábado na nova terra com Is 66.23. Diz ele textualmente, “Assim, na Nova Terra, quando não houver mais pecados e pecadores, pois ali ”habita a justiça” (2 Pe 3.13) o sábado continuará sendo um dia especial, juntamente com alguma comemoração mensal “a lua nova”, ambos os eventos festivos aplicados às novas circunstâncias.” (e-mail datado de 7 de dezembro de 2002, 17,14 horas). Ora, se alguém cita Is 66.23 como prova da guarda do sábado na nova terra e o sábado vem agregado à lua nova, então ambos são preceitos permanentes. Não poderia Deus manter o sábado citado em Cl 2.16 e excluir as luas novas mencionadas no mesmo texto. Seria isso muita parcialidade! 


ANÁLISE DE IS 66.23

Qualquer pessoa que ler o texto sem preconceitos adredemente em mente, jamais poderia chegar à conclusão de que o texto em tela antecipa a guarda do sábado na nova terra. O que se tem em mente é continuidade da adoração, sem intervalos de semana em semana ou de mês em mês, a Deus.Se alguém dissesse que iria visitar sua noiva de sábado a sábado, ou de lua nova à lua nova, isso implicaria que iria visitá-la diariamente e não apenas no dia de sábado ou da lua nova. Logo, a interpretação correta é que, no futuro, não iremos adorar a Deus em épocas especiais, mas permanentemente, sem interrupção.

Pronto: agora não se pode mais falar em Decálogo. São doze os mandamentos. Os dois novos mandamentos são: santificar o inverno e guardar as luas novas mensais. Temos: 10+1+1= 12.

Tenhamos presente, entretanto, o solene aviso de Ap 22.18, “ Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro.” (Ap 22.18) Acréscimo à palavra de Deus traz maldições. 







O pastor Natanael Rinaldi, 83 anos, é sem dúvida um dos maiores apologistas cristãos brasileiros.
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