quarta-feira, 7 de junho de 2017

Cristãos vêem mórmon como um mal menor (Natanael - CACP)



O Jornal O ESTADO DE S.PAULO*  traz um artigo sobre os dois candidatos à presidência dos Estados Unidos com os seguintes comentários: “O destino da candidatura de Mitt Romney depende da disposição dos eleitores conservadores – em sua maioria protestantes – de sair de casa para votar em um mórmon… “ “Os evangélicos têm restrições aos mórmons, que consideram uma seita, mas uma parte deles detestam tanto Obama que passa por cima do mormonismo do mormonismo de Romney, descreve Geoffrey Skelleym, cientista político da Univesidade da Virgínia. “Gostaria que Romney tivesse uma religião mais com base no cristianismo, mas é ele ou Obama, e não concordo com Obama.” “Não sei muito sobre a religião mórmon. Acho que o que eles acreditam em uma deusa mãe e um deus pai, e então tiverem Jesus”, especulou Elisabeth. “Não somos a favor deles, mas não os odiamos. Se eles viessem aqui não tentaríamos doutriná-los, mas ensinaríamos no que acreditamos e rezaríamos para que eles também seguissem a Cristo.” “ O que mais me distancia de Obama é que ele quer uma só religião, a muçulmana, e como seguidora de Cristo e como mãe isso é muito importante para mim,” afirmou Ranell Ferrin, de 19 anos, que tem uma filha de 6 anos e um filho de 6 meses.”
PR. NATANAEL: Como o irmão vê essa disputa eleitoral nos Estados Unidos, país que tempos atrás era tido como país protestante, e que agora, dois candidatos de religiões diferentes disputam a presidência da República?
Vejo tal situação com muita tristeza e isto é resultado do esfriamento espiritual da maioria do povo americano. Jesus declarou profeticamente em Mateus 24:11-13 11 – “E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. 12 – E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. 13 – Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.”
Poderia indicar as diferenças doutrinárias entre o que ensinam os mórmons e os cristãos?
Sim. Bíblia ensina, e os cristãos evangélicos têm crido através dos tempos, que a Igreja verdadeira foi divinamente estabelecida por Jesus e por isso nunca pôde, nem jamais poderá desaparecer da terra. Mateus 16:18 – “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” 19 – E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” Ainda afirma a Bíblia que, desde a sua fundação no dia de Pentecostes, jamais a igreja deixaria de existir na faça da terra. É o que nós lemos em Efésios 3:21 – “A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém.” Vemos que há uma promessa de que em todas as gerações e para todo o sempre a igreja deveria existir para que Deus fosse glorificado.” É verdade que Paulo falou da apostasia de alguns, não de todos. I Timóteo 4:1 “MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé…
Ao contrárioa Igreja Mórmon ensina que houve uma grande e total apostasia na igreja estabelecida por Jesus Cristo; este estado de apostasia “ainda prevalece, exceto para aqueles que se voltarem para um conhecimento do ‘evangelho restaurado’ pela Igreja Mórmon” (Mormon Doctrine, p. 44; Princípios do Evangelho, pp. 100-101; Doutrinas de Salvação, Vol. 3, pp. 269-275). São taxativos ao afirmar que não há mais do que duas igrejas e assim declaram no Livro de Mórmon (1 Néfi 14.10): “Eis que não há mais do que duas igrejas: uma é a igreja do Cordeiro de Deus e a outra a igreja do demônio; e, portanto, quem não pertencer a igreja do Cordeiro de Deus fará parte da grande igreja que é a mãe das abominações e é a prostituta de toda a terra.” Aí está dito de modo inequívoco: quem não pertence à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias, pertence a igreja do demônio. São cristãos os mórmons?
Pode indicar outra, entre tantas, diferenças de ensinos entre nós cristãos e os mómons?
Sim. A Bíblia ensina, e os cristãos evangélicos têm crido através dos tempos, que Deus é espírito. João 4:24 “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”, e que não é um homem. Números 23:19 “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?”, e que sempre (eternamente) existiu como Deus — onipotente,onipresente e onisciente. Salmos 90:2 Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus.
Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que Deus Pai foi um homem como nós, que progrediu até tornar-se um Deus e, mesmo nessa condição, continua a possuir um corpo de carne e osso. Escrevem, “O próprio Deus já foi como nós somos agora — ele é um homem exaltado, entronizado em céus distantes!” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, compilado por Joseph Fielding Smith, pp. 336). Em Doutrina e Convênios (D&C) 130:22 é dito que “o Pai tem um corpo de carne e ossos, tangível, como o do homem”; também a citação famosa de Lorenzo Snow, “Como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem poderá vir a ser” (Regras de Fé de James Talmage, p. 389). Para completar, o mormonismo ensina que Deus tem um pai, um avô, e assim sucessivamente…” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p. 365).
* O Jornal O ESTADO DE S.PAULO  edição de 21 de outubro de 2012

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Pastor se declara médium (Natanael Rinaldi - CACP)






Em sua edição de novembro de 2000, a revista Visão Espírita estampa a seguinte matéria de capa: Pastor espírita Nehemias Marien, um pastor autenticamente cristão, um homem verdadeiramente evangélico. O objetivo, com isso, é elogiar Nehemias Marien, ressaltando sua autenticidade e chamando-o de verdadeiro pastor. Simplesmente pelo fato de ele concordar e defender a doutrina espírita.
Na entrevista concedida a esse periódico, Nehemias Marien alterou a verdade bíblica, a teologia cristã e os conceitos evangélicos, tão sagrados para a fé cristã. Tudo isso para tentar legitimar aquilo que é explicitamente contrário à Palavra de Deus. Declarações como: Considero a Bíblia o mais antigo e completo manual de psicografia e mediunidade e Jesus, o mais perfeito dos médiuns do mundo (p. 47). O Credo dos Apóstolos afirma que Jesus desceu ao hades e voltou de lá reencarnado (p. 48). Eu acho que o verdadeiro servo de Deus é um médium (p. 49). São declarações explicitamente contrárias à Palavra de Deus e à fé evangélica.
Sobre a questão da comunicabilidade com os espíritos, Nehemias Marien declara: Literalmente, de Gênesis a Apocalipse, a Bíblia assegura essa comunicabilidade. É vasta a galeria dos médiuns que, na Bíblia, entram em transe no cumprimento de sua missão. Cito alguns: Abraão, José, Moisés, Samuel, Elias, Eliseu, Daniel, Isaías e Jeremias. Os profetas eram médiuns e todos os seus oráculos eram feitos em transes mediúnicos no ápice de seus êxtases espirituais. É isso que eu estava tentando passar. Eu tenho (…) até não entendo bem e me perturbo com este espírito meu (…) mas tenho a impressão de que se trata de uma índia nhambiquara, muito querida, mãe de minha mãe, minha avó Joana. Eu sinto, assim, uma certa posse mediúnica, uma forte energia dela para mim. Chego mesmo a percebê-la envolta em névoa. É um instante mágico, quântico, místico. Todas as vezes que abro o texto sagrado, para as homilias dominicais, sinto que estou fora de mim (p. 50).
Declarações absurdas Embora respeitamos todas as pessoas, e também suas idéias, não podemos, no entanto, nos calar quando a Bíblia Sagrada, o livro mais importante da religião cristã, é citado para legitimar algo que ela mesma condena com veemência.
Um líder religioso cristão que defende doutrinas especificamente espíritas e a prática do comportamento homossexual certamente não pode ser um cristão autêntico. No livro Jesus, a luz da nova era (pp. 142 e 143) Nehemias declara: Esta é uma confidência pastoral. É um depoimento sobre a ação pastoral que mais me embaraçou desde o primeiro instante, mas que contou com minha simpatia e meu acolhimento. Dois altos funcionários do governo federal estavam se amando e desejavam receber a bênção do Senhor (…) Pus-me de joelhos em oração pedindo que a luz do divino Espírito Santo me iluminasse. Pensei no que faria Jesus, o sumo e bom Pastor das ovelhas, se estivesse em meu lugar (….) O casamento é mais que rito e cerimônia. É mais que um sacramento da Igreja e muito mais que um contrato civil. O casamento é uma união de almas, e não um ato biológico.
Assim como o poema de amor do rei Davi ao chorar a morte do guerreiro Jônatas: ‘O meu amor por ti é superior ao de muitas mulheres. Quem me dera ter morrido em teu lugar’, é semelhante ao amor da moabita Rute para com a judia Noemi: ‘Aonde tu fores irei eu (…) Só a morte separar-me-á de ti’, há também sensíveis paralelos entre o apóstolo Paulo em relação a Lucas e a Timóteo, bem como entre João e o próprio Jesus (…)
O fato é que, embora tenha oferecido o altar da minha Igreja para essa amorável relação, o casal preferiu a discrição de um lar no Posto Seis de Copacabana (RJ). A liturgia, bastante doméstica, constou de uma oração pastoral e a leitura da primeira epístola de Paulo aos coríntios, capítulo treze, sobre a qual fiz a minha homilia e aspergi em ambos água que eu mesmo colhi no rio Jordão, no mesmo pressuposto lugar de batismo de Jesus. Encerrei-a impetrando a bênção aarônica e a bênção apostólica. Não usei o ritual da tradição religiosa e nem houve o detalhe do sim das alianças. Houve, sim, um transparente sinal de amor inundando os corações. Foi uma inédita experiência em minha vida pastoral e não digo que será a última.
Uma blasfêmia inominável 
Será que a doutrina cristã e evangélica endossa esse rito de unir dois homens como marido e mulher (ou marido e marido)? Endossa as suspeitas sobre o caráter de Davi e Jônatas, Rute e Noemi, Paulo, Lucas e Timóteo? E também àquilo que só pode ser considerado de blasfêmia inominável: a suspeita de prática homossexual entre João e Jesus?
Como admitir que o nosso sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus (Hb 7.26), pudesse se envolver com tais práticas? Como admitir a união homossexual entre Paulo e Lucas, ou Timóteo, quando ele mesmo, o apóstolo Paulo, condena essa prática como conseqüência do pecado, do afastamento de Deus por parte do homem? Vejamos o que o apóstolo Paulo diz em Romanos 1.27: E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro(destaque em negrito do autor).
E não foi só isso que ele escreveu. Disse mais: Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas… herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mais haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus (1Co 6.9-11; destaque em negrito do autor).
Diferenças entre cristianismo e espiritismo
Embora Allan Kardec alegasse que O cristianismo e o espiritismo ensinam a mesma coisa (O Evangelho Segundo o Espiritismo, p.546, Opus Editora, edição especial, 1985), não há dúvida de que essa declaração não corresponde à realidade. O espiritismo nega fundamentalmente as doutrinas básicas do cristianismo ao desprezar a obra da redenção mediante a morte de Jesus Cristo na cruz e sua deidade absoluta.
Quanto à obra redentora de Jesus, efetuada na cruz do Calvário, Leon Denis, um dos grandes escritores espíritas, se pronuncia da seguinte maneira: Não, a missão de Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo (Cristianismo e espiritismo, p. 88, 5a edição).
Um cristão se pronunciaria desse modo blasfemo? Obviamente que não. Tal declaração só poderia partir de um pseudocristão. O cristão autêntico naturalmente se valeria do ensino de Cristo sobre sua missão redentora. Diz a Bíblia: Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia (Mt 16.21). E mais: Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos (Mt 20.28).
Ora, como um pastor pode dizer que crê na reencarnação como o único meio de redenção para saldar seus débitos e alcançar a purificação, tornando-se um espírito puro? Só um pseudocristão poderia afirmar que No estudo da Bíblia, as evidências da reencarnação são clamorosas e eu admito ser o espiritismo, como eu disse anteriormente, a mais caudalosa vertente do cristianismo. Você encontra, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, evidências claras da reencarnação, isto é, do prosseguir da vida (p. 47).
Não precisamos ir muito longe para contestar tal declaração. Devemos apenas lançar mão do Novo Testamento, onde encontramos, de página a página, o ensino de Jesus confrontando a reencarnação pregada pelo espiritismo. Vejamos as diferenças entre uma e outra doutrina.
A doutrina da reencarnação pode ser definida por quatro proposições. A saber:
Pluralidade de existência.
Progresso contínuo até a perfeição.
Alcance da meta final por esforços próprios.
Espírito puro.
Em alguma parte dos evangelhos Jesus ensinou sobre essas quatro proposições? Absolutamente! Lendo o texto de Lucas 16.19-31, extraímos as seguintes lições:
O homem rico e Lázaro morrem. Lázaro foi levado para o seio de Abraão, onde era consolado.
O rico morreu e foi para o hades, lugar de tormento consciente.
Não havia a possibilidade de o rico sair do lugar de tormento em que se encontrava, e Lázaro do lugar de consolo consciente. Eram duas situações irreversíveis.
Na cruz estavam dois salteadores. Um se salva recebendo de Cristo a promessa, Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso (Lc 23.43). O outro se perde por recusar o socorro de Cristo. São duas situações definitivas e irreversíveis.
Prevalece, então, o ensino claro de Cristo:
Unicidade de vida terrestre.
Julgamento imediato após a morte.
Recompensa ou castigo posterior, sem liberdade de vaguear pela erraticidade e sem promessa de novas vidas.
Assim, vale, mais uma vez, a pergunta: Nehemias Marien é um cristão autêntico, conforme declarou a revista Visão Espírita? O cristão autêntico é aquele que segue os ensinos de Cristo, como aponta Mateus 28.19: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. É isso que Nehemias Marien está fazendo?
De acordo com a afirmação da revista Visão Espírita, a reencarnação é uma espécie de calcanhar de Aquiles no relacionamento entre as igrejas ditas cristãs e o espiritismo (p. 47). Engana-se ela. Essa doutrina não é o calcanhar de Aquiles para as igrejas cristãs porque não existe nenhuma compatibilidade entre ser cristão e crer na reencarnação. Ou alguém é cristão e, como tal, rejeita a reencarnação, ou é reencarnacionista e, como tal, não pode ser considerado cristão.
Textos bíblicos citados por Nehemias Marien para apoiar a reencarnação
Para defender a doutrina da reencarnação, Nehemias Marien cita duas passagens da Bíblia: 1 Pedro 3.19 e Judas 6. Justamente Pedro, considerado o primeiro dos Papas e líder do Colegiado dos Doze, afirma que Jesus foi pregar aos espíritos em prisão, referindo-se à primeira citação.
Por que ele, Nehemias Marien, não citou o versículo 20 da passagem em pauta? Se inserirmos as palavras desse versículo ao anterior, que fala sobre prisão, veremos que somente aqueles que foram desobedientes nos dias de Noé são mencionados no texto. Isto significa que o Espírito de Cristo, que estava em Noé, falou aos desobedientes e perdidos nos tempos passados: Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir (1Pe 1.10-11).
Como vemos, não há nenhuma base para ensinar que a reencarnação pode oferecer uma segunda chance de salvação.
Em relação ao texto de Judas 6, a Bíblia não fala de mortos, mas de anjos desobedientes que acompanharam Satanás em sua rebelião contra Deus (Conferir Is 14.12-14 e Ez 28.14-16). O texto de Judas 6 é claro: E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até o juízo daquele grande dia. O versículo fala de prisões eternas, enquanto a reencarnação admite o progresso contínuo, depois da morte, até a perfeição.
Jesus, um médium?!
Não dá para acreditar que um pastor possa abrir a boca para declarar que Jesus é o mais perfeito dos médiuns do mundo (p. 47). Isso nada mais é do que absorver os ensinos de Allan Kardec. Diz o codificador do espiritismo: Segundo definição dada por um espírito, ele era um médium de Deus (A Gênese, p. 1034, Opus Editora, edição especial, 1985). Esse espírito que identificou Jesus como um médiun é aquele de quem fala Paulo em 2 Coríntios 11.14: E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.
O apóstolo Pedro identificou o Senhor dizendo: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.16). Identificar o Senhor Jesus como Filho do Deus vivo é reconhecer sua deidade absoluta: Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus (Jo 5.18).
Jesus não é um médium, intermediário entre os vivos e a alma dos mortos. Ele é o único caminho entre Deus e os homens, conforme sua própria declaração em João 14.6: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. E é também o único mediador entre Deus e os homens: Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem (1 Tm 2.5).
É impossível ser, ao mesmo tempo, pastor evangélico e espírita.
Não há nenhuma possibilidade de isso acontecer. É impossível! Pois os conceitos espíritas são terrivelmente contrários aos ensinos da Palavra de Deus. O espiritismo nega a inspiração divina da Bíblia, a doutrina da Trindade, a divindade de Jesus Cristo, a ressurreição corporal de Jesus, a redenção feita por Jesus na cruz do Calvário, a existência do céu como um lugar de felicidade e gozo, o inferno como um lugar de tormento eterno e consciente, a existência do diabo e dos demônios, a ressurreição do corpo, os milagres de Jesus, entre outras coisas.
Em contrapartida, contrariando a Bíblia, o espiritismo ensina a comunicação com os mortos, a reencarnação e a salvação pelas obras, entre outros ensinos. Por isso afirmarmos categoricamente essa impossibilidade. No entanto, Nehemias Marien agradece a revista Visão Espírita pela entrevista que concedeu e elogia esse periódico pela oportunidade de manifestar, espontaneamente, sua forma de crer. Agiu dessa maneira porque concorda plenamente com o que foi declarado a seu respeito. No término da entrevista, veja o que ele disse: Agradeço, emocionado, a presença de vocês da revista ‘Visão Espírita aqui na minha igreja e o privilégio desta entrevista, que abre espaço para uma conversa com o leitor. Rogo a Deus que os abençoe e faça germinar essas sementes evangélicas (p. 51).
Diante disso, temos um só parecer: Nehemias Marien é espírita, e não pastor evangélico. Há alguma dúvida?

quinta-feira, 30 de março de 2017

O que é agnosticismo? (Got Questions)



Agnosticismo é a crença de que a existência de Deus é impossível de ser conhecida ou provada. A palavra “agnóstico” significa essencialmente “sem conhecimento”. Agnosticismo é uma forma mais intelectualmente honesta do ateísmo. O ateísmo afirma que Deus não existe – uma posição que não pode ser provada. O agnosticismo argumenta que a existência de Deus não pode ser provada ou deixar de ser provada – que é impossível saber se Deus existe. Neste conceito, o agnosticismo está certo. A existência de Deus não pode ser provada ou deixar de ser provada empiricamente.

A Bíblia nos diz que nós devemos aceitar por fé que Deus existe. Hebreus 11:6 diz: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. Deus é espírito (João 4:24), então ele não pode ser visto ou tocado. A menos que Deus decida revelar a Si próprio, Ele é essencialmente invisível aos nossos sentidos (Romanos 1:20). A Bíblia ensina que a existência de Deus pode ser claramente vista no universo (Salmos 19:1-4), percebida na natureza (Romanos 1:18-22) e confirmada nos nossos próprios corações (Eclesiastes 3:11).

O agnosticimo é essencialmente a falta de vontade de tomar uma decisão a favor ou contra a existência de Deus. É a posição mais “em cima do muro” que existe. Teístas acreditam que Deus existe. Ateus acreditam que Deus não existe. Agnósticos acreditam que nós não deveríamos acreditar ou desacreditar na existência de Deus – porque é impossível conhecê-la.

Por um instante, vamos deixar de lado as evidências claras e inegáveis da existência de Deus. Se colocamos as posições do teísmo e do ateísmo/agnosticismo no mesmo nível, em qual delas faz mais “sentido” acreditar – levando em conta a possibilidade de vida após a morte? Se não há Deus, teístas e ateus/agnósticos simplesmente cessarão de existir quando morrerem. Se há um Deus, ateus e agnósticos terão Alguém a quem prestar contas quando morrerem. Deste ponto de vista, definitivamente faz mais “sentido” ser um teísta do que um ateu/agnóstico. Se nenhuma das posições pode ser provada ou deixar de ser provada, não parece mais sábio fazer todo o esforço necessário para acreditar na posição que poderá ter um resultado final infinita e eternamente mais desejável?

É normal ter dúvidas. Existem tantas coisas neste mundo que nós não entendemos. Com freqüência, as pessoas duvidam da existência de Deus porque elas não entendem ou concordam com as coisas que Ele faz e permite. No entanto, nós, como seres humanos finitos, não devemos esperar entender um Deus infinito. Romanos 11:33-34 exclama: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?” Nós devemos acreditar em Deus pela fé e confiar nos seus caminhos pela fé. Deus está pronto e com vontade de revelar a Si próprio de formas incríveis para aqueles que acreditam nele. Deuteronômio diz: “De lá, buscarás ao SENHOR, teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.”

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Jack Deere, Mauro Meister e Julio Severo

Obtive o livro "Surpreendido pelo poder do Espírito", publicado pela CPAD, do autor Jack Deere. Ao procurar na internet algo que comentasse o livro me deparei com dois artigos do site Monergismo e um do Mauro Meister sobre a segunda obra de Deere, chamada "Surpreendido pela voz de Deus", dessa vez de autoria da Editora Vida, ambas publicadas anos atrás. Consequentemente, li o artigo do Mauro Meister, e também achei um artigo do Julio Severo criticando o artigo do Mauro Meister por ter posição cessacionista (eu sou pentecostal, logo, discordo do cesacionismo). Porém, no artigo de refutação do Severo, vejam o que achei:
"A mensagem apostólica de Pedro deixou claro que também nos últimos dias o derramamento do Espírito Santo (com profecias, visões e sonhos sobrenaturais) estaria disponível a todos os povos. Quem vê as várias igrejas pentecostais no Brasil, especialmente a Assembleia de Deus, não tem dúvida de que Deus está cumprindo sua Palavra. Quem vê o movimento carismático na Igreja Católica não tem dúvida da fidelidade de Deus."
Julio Severo acredita que a RCC (Renovação Católica Caristmática) é um movimento proveniente de Deus??? Que absurdo! Não consigo imaginar que isso seja desconhecimento da RCC, pois Julio Severo estuda e lê muito, logo, não se trata de um leigo. Portanto, só posso chegar à conclusão de que Severo é ecumênico ao concordar com o catolicismo em sua máscara deslumbrante de face horrenda que a RCC. A RCC nada mais é do que uma estratégia diabólica para atrais os pentecostais desavisados que, antes católicos, deixaram essa religião apóstata para virem ao cristianismo bíblico por encontrarem heresias de perdição no catolicismo antibíblico. Como contra-ataque, assim como o "deuterocânon" (existe isso mesmo? parece mais palavra alienígena), a ICAR em vista da perda dos seus zumbis que se tornaram autênticos cristãos, põe uma máscara no monstro: Retira as abominações em forma de imagens de escultura, começa a cantarolar hinos consagrados no meio pentecostal, muda a liturgia do culto ao inserirem dinamismo no culto por meio de palmas, profetadas em nome de Maria, etc. Com isso, os desavisados, simples, indoutos, acabam caindo no "canto da sereia" da ICAR que, por meio da RCC, atrai os que não queriam Deus, mas um culto semelhante ao visto no pentecostalismo. Porém, o que se sabe é que a RCC não rompe com a ICAR, apenas muda a forma de culto, só isso. Logo, concluo, que Severo ignora os pressupostos da RCC que são os mesmos da ICAR e de forma ecumênica, aceita-o como instrumento divino. Além disso, a análise que faz no seu artigo, ignora pontos importantes examinados por Meister ao analisar o livro do fanático do Deere que afirma ouvir a voz de Deus em todo o tempo, e ter experiências incomuns à maioria dos cristãos, mas completamente normais da vida de Jack Deere, inferiorizando os seus leitores como incrédulos por não atingirem o patamar proposto por ele sem base bíblica alguma.
Minha constatação é que ou Julio Severo arrepende-se do seu posicionamento, ou passa a ser visto como ecumênico, aliançado com falsa religião apóstata e necessitando conhecer o Cristo das Escrituras, pois ecumenismo é condenado sumariamente nas Escrituras ( 2 Coríntios 6:14-18; Gálatas 1:8,9) Fontes: (http://juliosevero.blogspot.com.br/2013/09/surpreendido-com-voz-de-deus.html) (http://www.mackenzie.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/revista/VOLUME_V__2000__1/Jack_Deere.pdf)

terça-feira, 28 de junho de 2016

O Universalismo/salvação universal é bíblico? (Got Questions)





Universalismo é a crença no fato de que todos serão salvos. Há várias pessoas hoje em dia que defendem o ponto de vista da “Salvação Universal” - a idéia de que todos os homens eventualmente irão para o Céu com o Senhor. Talvez seja o pensamento de homens e mulheres vivendo uma vida de tormento no inferno que faz com que alguns rejeitem o ensinamento das Escrituras nesta questão. Para alguns é a sua ênfase exacerbada no amor e na compaixão de Cristo que os levam a acreditar que Deus terá misericórdia de toda alma vivente. Mas as Escrituras ensinam que alguns homens irão passar a eternidade no inferno, enquanto outros irão passar a eternidade no Paraíso com o Senhor.

Antes de tudo, há prova de que os homens não redimidos irão habitar no inferno para sempre. As palavras do próprio Jesus confirmam que o tempo que os redimidos irão passar no Céu durará tanto quanto o tempo que os não redimidos irão passar no inferno. Mateus 25:46 diz: “E irão estes [não-redimidos] para o castigo ETERNO, porém os justos, para a vida ETERNA” (minha ênfase). Alguns acreditam que aqueles no inferno irão eventualmente cessar de existir, mas o Senhor mesmo confirma que irá durar para sempre. Este “fogo eterno” é mencionado anteriormente em Mateus 25:41 também. Em Marcos 9:44 Jesus diz que o inferno é onde “nem o fogo se apaga”. Ele nunca irá se apagar porque irá durar para sempre.

Como alguém pode evitar este “fogo que não se apaga”? Muitas pessoas acreditam que todos os caminhos levam para o Céu, ou consideram que Deus é tão cheio de amor e misericórdia que irá permitir que todos entrem no Céu. Enquanto Deus é certamente cheio de amor e misericórdia, foram estas qualidades que o levaram a enviar o Seu Filho, Jesus Cristo, para a terra para morrer na cruz por nós. Jesus Cristo é a porta exclusiva que leva a uma eternidade no Céu. Atos 4:12 diz: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. 1 Timóteo 2:5: “Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos...”. Em João 14:6, Jesus diz: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. João 3:16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que TODO O QUE NELE CRÊ não pereça, mas tenha a vida eterna”. Se o homem escolhe por rejeitar o Filho de Deus, então ele não satisfaz os requisitos para a salvação (João 3:16,36).

Com versículos como estes, fica claro que o Universalismo e a Salvação Universal são crenças antibíblicas. O Universalismo não se alinha com o que as Escrituras ensinam. Enquanto muitas pessoas hoje em dia acusam os cristãos de serem intolerantes e “excludentes”, é importante lembrar que estas são as palavras do próprio Cristo. O cristianismo não desenvolveu essas idéias por conta própria, os cristãos simplesmente afirmam o que o Senhor já disse. As pessoas escolhem por rejeitar a mensagem porque não querem encarar o seu pecado e admitir que precisam do Senhor para que sejam salvas por Ele. Dizer que aqueles que rejeitam a provisão de Deus para a salvação através do Seu Filho serão salvos é diminuir a santidade e a justiça de Deus e negar a necessidade do sacrifício de Jesus em nosso favor.

quarta-feira, 23 de março de 2016

O rico e Lázaro: O contraste entre materialismo e espiritualidade (Espada ETI)




No capítulo dezesseis do Evangelho Segundo Lucas, encontramos o Senhor Jesus Cristo encerrando uma série de seis parábolas - pequenas histórias que ensinam verdades espirituais. A última história que ele contou é similar às parábolas, mas um ponto principal de distinção alerta-nos para o fato que não é uma parábola. Nas parábolas, nenhum nome é citado, mas nesta história, há um mendigo chamado Lázaro. É perfeitamente concebível que esse pobre homem tenha sido alguém que encontrou-se com o Senhor durante suas andanças e cuja vida e morte ele usou para fazer uma ilustração às pessoas. Começando com o verso 19 do capítulo 16, temos:
"Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; e desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite."
Este é um comentário muito interessante feito pelos próprios lábios do Senhor e contém muitas coisas que devemos considerar com atenção. Suponho que a primeira coisa que devamos observar é que as vidas terreais de dois homens estão sendo comparadas. Por um lado, somos apresentados a um homem rico, um indivíduo não nomeado, mas que certamente é representativo dos homens ricos e influentes daqueles tempos. Ele pode ter sido um membro da realeza, pois o texto diz que vestia-se de púrpura, uma cor que tradicional e historicamente está associada com a realeza. Seus mantos e as outras vestes eram de linho finíssimo, um tecido muito caro e usado somente por pessoas importantes. Seu estilo de vida incluia tudo que um homem mundano poderia querer - festas, banquetes e diversões em lugares sofisticados - todos os dias.
A mansão onde morava o homem rico tinha um muro alto que oferecia proteção contra os visitantes indesejados - e o acesso à rua era por meio de um portão de ferro todo ornamentado e vigiado por seguranças. Era nesse portão que alguns amigos de Lázaro o deixavam, talvez com a idéia que ele pudesse conseguir alguns restos de comida da mesa ou receber algumas moedas. Lázaro era um homem doente, faminto, desempregado e tinha poucas chances de sobrevivência - e menos ainda de melhorar sua situação. Seu corpo estava coberto por feridas que possivelmente eram decorrentes da deficiência de vitaminas provocadas pela desnutrição. E, para piorar as coisas, os cães eram atraídos pelo cheiro das feridas abertas que Lázaro tinha em seu corpo. Esses cães não eram animais de estimação! Eram cães ferozes que perambulavam pelas ruas procurando comida. Provavelmente eles tentavam lamber o sangue das feridas abertas, de modo que Lázaro corria o risco de até ser devorado por eles. Pelo que sabemos, ele até pode ter sido morto e devorado pelos cães, pois o texto diz que ele morreu de repente. Nossa reação natural é de tristeza diante desse quadro lamentável, mas a tristeza rapidamente transforma-se em alegria quando lemos que os anjos o levaram para o "seio de Abraão" - uma expressão hebraica para o Paraiso. Lázaro era um dos filhos eleitos de Deus e, quando deixou as tribulações deste mundo, entrou imediatamente no reino glorioso dos redimidos.
Aqui, é adequado falarmos rapidamente sobre o conceito de "Seol" (hebraico), ou "Hades" (grego) - o "túmulo" ou morada dos mortos. Acredita-se que esteja localizado no centro da Terra e que todos os que morriam (justos ou não) iam para lá após a morte. Alguns teólogos conservadores concluiram que o Seol, ou Hades, era formado de dois compartimentos - um era o "Paraiso", a morada dos redimidos, e o outro o Seol ou o Hades propriamente - o raciocínio deles baseia-se grandemente nessa passagem bíblica.
Em seguida, vemos a curta afirmação que o rico também morreu e que foi sepultado. Não há dúvida que ele teve um funeral magnífico, condizente com seu nível social e meios financeiros. Provavelmente algumas carpideiras profissionais foram contratadas para chorarem durante o velório e um orador discursou, exaltando suas realizações mundanas. O corpo foi colocado em um túmulo caro e bem ornamentado. Nenhum gasto foi poupado e o funeral foi realmente magnífico. No entanto, o rico não era um filho de Deus e, após a morte, encontrou-se em circunstâncias totalmente diferentes das de Lázaro! Estando em tormentos entre as chamas, olhou para cima e viu Abraão e Lázaro ao longe - no Paraiso. Acho muito interessante que o rico conhecia a Lázaro - ele o reconheceu e o referenciou pelo nome! Podemos especular sobre a interação que eles tiveram em vida, mas acho que é seguro dizer que o rico não se preocupou nem ajudou Lázaro, como deveria ter feito. Esses dois homens eram irmãos na fé judaica - um deles era rico e o outro era pobre - e a Lei de Moisés mandava os ricos socorrerem os pobres em suas necessidades. Obviamente, o rico falhara completamente nessa sua responsabilidade (e podemos imaginar em quantas outras). Durante sua vida, ele sempre viveu na sombra e água fresca, mas agora a situação era totalmente diferente, ele não tinha mais seus cartões de crédito para comprar o que quisesse, nem tinha mais seus empregados para servi-lo. As chamas do fogo o queimavam e ele queria encontrar um pouco do vinho, da champanhe e da água mineral importada que ele sempre tinha na geladeira para se refrescar, mas também não encontrava isso. "Onde estão minhas moedas de ouro e de prata? Talvez eu possa subornar alguém para que me deixe sair daqui - todos gostam de dinheiro, não é mesmo?"
Mas as chamas são implacáveis. Em desespero, ele grita a Abraão que está ao longe. "Tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama."
Neste ponto, não posso deixar de fazer uma observação: Estas palavras que encontramos no evangelho de Lucas foram ditas pelo próprio Senhor Jesus Cristo e ele diz que o Hades (o inferno) é um lugar de tormentos para aqueles que passarão a eternidade ali!! O evangelista mais famoso do mundo declarou recentemente que não sabe exatamente se as chamas existem e que, portanto, não prega sobre o assunto. O conceito dele sobre o inferno é somente a separação de Deus. Será que ele não sabe ler? Confira em qualquer tradução ou versão da Bíblia que quiser e verá que elas falam claramente de chamas nesta passagem. Se ele está errado neste ponto sobre o inferno, no que mais pode estar se afastando das doutrinas fundamentais da fé cristã?
Abraão, então, é forçado a dar as más notícias para o ricaço: "Filho, lembre-se que você teve muitos bens na sua vida; mas Lázaro só teve males; agora, porém, aqui ele está consolado; e você, em tormentos. E além de tudo, há um grande abismo nos separando e Lázaro não pode ir até você, nem você pode vir até nós." Quando as palavras de Abraão fazem o homem rico reconhecer a realidade da sua situação, pela primeira vez ele pensa nas outras pessoas e diz: "Então envia Lázaro aos meus cinco irmãos, porque não quero que venham para este lugar de tormentos!" Entretanto, mesmo essa solicitação altruísta não pode ser atendida, pois Abraão diz que os irmãos têm os livros de Moisés e dos profetas - as Escrituras do Antigo Testamento - que os advertem. Mas o homem rico retruca, "Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam." Mas Abraão lhe diz a dura verdade: "Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite."
Logicamente, sabemos que esse fato aconteceu, possivelmente pouco tempo antes de Jesus contar a história. Naquela cruz no Calvário, o Filho de Deus e o Filho do Homem morreu pelos seus pecados e pelos meus, para que não tenhamos de passar nossa eternidade no Inferno. Depois de três dias no túmulo, Jesus Cristo ressuscitou, e apareceu a mais de quinhentas pessoas diferentes durante um período de quarenta dias! No entanto, até mesmo o retorno de Jesus Cristo do túmulo não convenceu a maior parte do povo judeu, e virtualmente a nenhum dos fariseus e saduceus. Assim, não pense que uma pessoa hoje tenha mais dificuldade de crer, pois a crença é uma questão de fé, não de vista. O povo nos dias de Jesus pôde realmente ver seus milagres, e mesmo assim não creu. Não compreendo esse aspecto da natureza humana, mas ele é verdadeiro. As pessoas podem ver um milagre sobrenatural e não acreditar, nem mesmo se alguém voltar dentre os mortos.
Como mais uma ilustração desse fenômeno, chamo sua atenção ao capítulo 11 do Evangelho Segundo João. Neste capítulo, encontramos a ressurreição de outro Lázaro dentre os mortos! Este Lázaro, juntamente com suas irmãs, Marta e Maria, eram amigos pessoais do Senhor. Quando Lázaro morreu, o Senhor o trouxe de volta à vida de uma maneira calculada, para provar, sem margem para dúvidas, que era uma ressurreição sobrenatural. Lázaro já estava morto há quatro dias e o Senhor esperou intencionalmente esse tempo. Segundo alguns comentaristas, ele esperou esse tempo devido a uma superstição que havia entre os judeus, que dizia que o espírito pairava sobre o corpo por dois ou três dias após a morte. Após quatro dias, até essa esperança de o espírito voltar desaparecia. Portanto, quando o Senhor chamou Lázaro para fora do túmulo, o corpo dele já tinha entrado em processo de decomposição e começava a cheirar mal. No entanto, quando o Senhor chamou "Lázaro, vem para fora!", Lázaro veio caminhando para fora do túmulo, todo enfaixado, como se fosse uma múmia! O método judaico de sepultamento incluia o enfaixamento de todo o corpo com tiras de um lençol de algodão e a utilização de especiarias embalsamadoras. Quanto mais rico fosse o indivíduo, mais especiarias eram utilizadas. A regra de ouro era "nenhuma carne deve tocar outra carne", de modo que cada dedo, cada braço e cada perna eram enfaixados individualmente. O corpo era então enfaixado até o pescoço e o rosto e cabeça era cobertos por um lenço especial. Esse enfaixamento era tão grande que Lázaro certamente precisou de ajuda para se livrar de tudo aquilo!
Pouco tempo após esse maravilhoso acontecimento - que levou muitos judeus a crerem em Jesus, vemos no capítulo 12 de João que o Senhor participou de uma ceia oferecida por Maria, Marta e Lázaro. O verso 9 diz que muitas pessoas vieram sem serem convidadas e que não queriam ver o Senhor, mas queriam ver a Lázaro, que ressuscitara! A natureza humana não é interessante? Em vez de honrar o seu Messias, que realizara o milagre, eles estavam meramente curiosos a respeito do homem que ressuscitara! Depois, nos versos 10 e 11, encontramos ações que validam a afirmação de Abraão feita ao homem rico que mesmo se alguém voltasse dentre os mortos, ainda assim alguns não acreditariam:
"E os principais dos sacerdotes tomaram deliberação para matar também a Lázaro; porque muitos dos judeus, por causa dele, iam e criam em Jesus." O verso 53 do capítulo 11 revela que eles já estavam planejando como matariam Jesus.
Esses homens ímpios sabiam que a ressurreição era sobrenatural e que somente Deus poderia realizar uma coisa dessas, mas o coração deles estava tão endurecido que eles desconsideravam totalmente o testemunho das Escrituras sobre o Messias, e não o aceitavam. Com diz o velho adágio, "O pior cego é aquele que não quer ver!"

Fonte: 
http://web.archive.org/web/20071210064322/http://www.espada.eti.br/p122.asp

sábado, 5 de dezembro de 2015

A heresia do movimento interfé (Espada ETI)



Uma pressão considerável está sendo exercida sobre os cristãos bíblicos para que aceitem os católicos romanos também como cristãos, em vez de pagãos perdidos imersos na idolatria e na apostasia. Isto está sendo feito de diversas formas, principalmente pela ênfase daquilo que os católicos e evangélicos alegadamente têm em comum. Por exemplo, muitos hinos evangélicos contemporâneos têm tão pouco conteúdo bíblico e doutrinário que os seguidores de virtualmente qualquer religião poderiam se reunir e cantar juntos. Isto também está sendo promovido por meio de incontáveis livros, vídeos, programas de televisão e eventos interfé. Algumas igrejas evangélicas estão até mesmo ensinando o Curso Alfa, aprovado por Roma. Coletivamente, essas várias iniciativas têm o objetivo de destacar a ressurgência global do Cristianismo, que certamente resultaria se os católicos e evangélicos colocassem de lado suas diferenças e trabalhassem juntos em harmonia.
A afirmação que os católicos são cristãos teria sido vista como blasfêmia pelos evangélicos dos tempos antigos. A Igreja Romana perseguiu, aprisionou, estuprou, torturou e assassinou milhões de cristãos bíblicos ao longo dos séculos. Ela ensina tantas heresias que seria impossível lidar adequadamente com todas elas neste ensaio. Os católicos são instruídos a rezarem para Maria, a invocarem os mortos, a se ajoelharem diante de um pedaço de pão, a confiaren nos atos santificadores de um homem santo com poderes especiais, a reencenarem repetidamente o sacrifício de Cristo, a ritualisticamente comerem a carne e beberem o sangue de Cristo, a aceitarem revelações extrabíblicas de um homem que chama a si mesmo de Vigário de Cristo, rejeitam a autoridade final das Escrituras, querem obter a salvação por meio das boas obras e pela participação em ritos sacramentais, rejeitam que a obra expiatória de Cristo tenha sido feita de uma vez para sempre na cruz, e esperam completar sua salvação após a morte em um lugar chamado de Purgatório.
A Igreja Romana jurou séculos atrás destruir o Cristianismo bíblico (que normalmente descreve como "Protestantismo"). Para liderar e coordenar essa campanha perversa, ela criou e financiou uma milícia mundial conhecida como Ordem dos Jesuítas (também conhecida como Sociedade de Jesus, ou Companhia de Jesus), cujos membros praticam a autoflagelação, o celibato involuntário, devoção à Virgem Maria e uma forma de auto-hipnose conhecida como Exercícios Espirituais de Inácio de Loyola. Trabalhando em segredo sob um voto de rígida obediência, esses indivíduos altamente treinados fazem um juramento de sangue de perpetrar qualquer enganação que seja necessária de modo a atrair os "irmãos separados" para o coração tenebroso da Igreja Romana.
Todos os cristãos bíblicos estão atualmente sob condenação formal por Roma, estando sujeitos a mais de cem anátemas formulados pelo Concílio de Trento (1545-1563), e reafirmados no Segundo Concílio do Vaticano (1963-1965). Dentro do Direito Canônico Romano, um anátema autoriza o papa a punir os infratores de qualquer forma que ele achar apropriado, incluindo prisão, tortura e execução.
Quando a Igreja Romana governa sem qualquer impedimento do governo civil, como fez na Croácia em 1941-1944, ela implementa seus anátemas com rigor implacável. O arcebispo romano Stepinac supervisionou um programa organizado de matança na Croácia durante esse período, em que mais de 700.000 sérvios ortodoxos — homens, mulheres e crianças — foram cercados e cruelmente assassinados pela milícia católica governante. As vítimas recebiam a promessa que seriam poupadas caso se convertessem ao catolicismo romano, porém muitas das que fizeram isso também foram mortas. Virtualmente toda a comunidade judaica e milhares de muçulmanos também foram assassinados. O campo de extermíno de Jasenovac, onde muitas dessas atrocidades ocorreram, foi um dos mais brutais na história e tem sido comparado com Auschwitz por sobreviventes judeus. Portanto, é inacreditável que o papa João Paulo II efetivamente tenha endossado o trabalho de Stepinac, ao beatificá-lo oficialmente em outubro de 1998.
Os demônios não morrem. As mesmas forças demoníacas que controlavam a Igreja de Roma durante os longos séculos de estupros, torturas e assassinatos da Inquisição, em sua campanha de matança durante a Guerra dos Trinta Anos e durante seu reinado de terror na Croácia — ainda a controlam hoje. Portanto, quando os evangélicos dão as boas-vindas à Igreja Católica Romana em seu meio, estão exibindo uma ignorância, uma ingenuidade e uma evidente desconsideração pela Palavra de Deus que são realmente inacreditáveis.

Existe outro aspecto trágico em tudo isto. Mais de um bilhão de católicos estão sendo mantidos em servidão espiritual por Roma e por seu antigo sistema de idolatria, porém milhares de igrejas evangélicas nas Américas e na Europa se recusam a testemunhar para eles. O evangelho romano é um falso evangelho, uma perversão paganizada da santa Palavra de Deus, e não pode salvar ninguém.
O Cristo do catolicismo romano não é o Cristo da Bíblia, mas é um ícone criado pelo homem, uma falsificação sentimental montada a partir de antecedentes pagãos e falsa teologia. O Jesus romano é, na verdade, uma figura frágil, que necessita de sua "mãe" para ajudá-lo a salvar a humanidade. Como a morte dele na cruz foi inadequada para nossa salvação (segundo a teologia romana), ele precisa ser sacrificado repetidamente no "santo sacrifício" da missa de modo a produzir a graça necessária para cobrir nossos pecados. Ele é um "deus" cuja carne pode ser comida por seus seguidores, ou mantida em um receptáculo de ouro. Inconstante e distante, ele nem sempre quer ouvir as orações de seus seguidores, mas delega a tarefa para sua "mãe", declarada por Roma como mediadora e co-redentora com o Jesus romano.
Contraste isto com o Cristo vivo e verdadeiro! O Cristo da Bíblia é o Rei dos reis e Senhor dos senhores! Ele não está mais pregado na cruz e sujeito a um sacrifício contínuo nas mãos de homens pecadores, mas ressuscitou, ascendeu aos céus e está triunfante! Ele fez tudo o que era necessário para nossa salvação quando morreu na cruz. Ele conquistou a morte em nosso lugar e nos libertou para sempre do poder do Maligno. Ele é nosso único mediador junto ao Pai Celestial, nosso único e exclusivo Redentor. Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Ele é a luz do mundo e o Senhor dos exércitos, Filho do Deus Altíssimo e Salvador de todos os que Nele creem. Além disso, Ele virá novamente com tremendo poder e glória para reinar sobre toda a Terra, pessoalmente, a partir de Seu santo templo em Jerusalém.
Este, caro leitor, é o Cristo em quem os cristãos genuínos acreditam. Se você pensa que uma figura feminina, ou a igreja, ou os sacramentos, ou as boas obras, ou o sofrimento pessoal podem acrescentar algo, por minúsculo que seja, àquilo que Cristo fez por nossa salvação, então você ainda não encontrou o verdadeiro Cristo. Se não encontrou o verdadeiro Cristo, então você ainda está na perdição.
A Bíblia ensina que, sem Cristo, todas as religiões estão em trevas e não têm qualquer verdade em si mesmas. Em flagrante contraste, o Movimento Interfé ensina que cada uma das grandes religiões do mundo tem alguma verdade de Deus e que compete aos cristãos de toda a parte identificarem essa verdade e a usarem como base para cooperação, comunhão e compreensão compartilhada. Alguns até mesmo aceitam a heresia do Universalismo, que diz que todas as pessoas "boas", independente de suas crenças religiosas, serão salvas no fim.
Os jesuítas fizeram um extenso trabalho ao longo dos últimos cem anos, ou mais, para preparar o caminho para a fusão de todas as denominações "cristãs" debaixo do guarda-chuva de Roma. Em seu Juramento Extremo de Investidura, eles prometem se infiltrar no pastorado de todas as igrejas evangélicas e reformadas e sutilmente insinuar sua versão paganizada de Cristianismo. Publicado pelo Registro do Congresso dos EUA em 1913, e disponível no sítio na Internet do Instituto Europeu de Estudos Protestantes (diretor Ian Paisley), o juramento contém uma descrição extensa do modus operandi dos jesuítas, com declarações perturbadoras, como as seguintes:
"É justo exterminar ou aniquilar Reis, Governos ou Governantes ímpios ou heréticos..."
"Entre os calvinistas, serei um calvinista, entre os outros protestantes, geralmente serei um protestante e, após obter a confiança deles, buscarei até mesmo ocupar e pregar em seus púlpitos..."
"Você foi instruído a plantar insidiosamente as sementes da inveja e do ódio entre as comunidades, províncias e Estados que estavam em paz, e a incitá-los às obras de sangue... a ficar ao lado dos combatentes e a agir secretamente com seu irmão jesuíta, que pode estar envolvido no outro lado... o fim justifica os meios. Você foi instruído em seu dever como um espião... ninguém pode comandar aqui que não tenha consagrado seus esforços com o sangue dos heréticos..."
"Eu (o candidato) estou autorizado a assumir qualquer religião herética para a propagação dos interesses da Igreja Mãe... "
"Também prometo e declaro que não terei opinião ou vontade própria, ou reservas mentais de qualquer tipo, sendo como um cadável, e que, sem hesitação, obedecerei a cada uma das instruções que receber de meus superiores na milícia do papa... Também prometo e declaro que, quando a oportunidade se apresentar, farei e travarei guerra implacável, secreta e abertamente, contra todos os heréticos... como sou instruído a fazer, para extirpá-los da face da Terra... e com o punhal que agora recebo assinarei meu nome, escrito com meu sangue, em testemunho disto."
[Nota: Os jesuítas negam a existência deste juramento, porém ele é considerado genuíno por muitos eruditos bíblicos, e foi confirmado pelo Dr. Alberto Rivera, que deixou a Ordem dos Jesuítas em 1967.].
Esta forma de infiltração secreta é muito mais comum do que as pessoas imaginam. Por exemplo, ela foi usada extensivamente durante décadas na Guerra Fria entre a União Soviética e as potências ocidentais. Espiões e agentes duplos recebiam durante anos treinamento profundo na arte do engano e depois eram colocados em cargos administrativos de baixo escalão no país-alvo. A partir daí, eles podiam avançar gradualmente para cargos de influência ou de importância estratégica. Portanto, não devemos nos surpreender que o mesmo tipo de enganação esteja sendo usado pelo Mestre do Engano em sua guerra contínua contra o Cristianismo verdadeiro. Afinal, seu sucesso futuro e sua própria sobrevivência dependem disso.
Dado que o Juramento Extremo de Investidura dos Jesuítas na verdade estipula o uso desse tipo de duplicidade, precisamos assumir que, não somente isto está acontecendo, mas que já está em uso há muito tempo. O Movimento de Oxford, na Grã-Bretanha nos anos 1840s é considerado por muitos como um excelente exemplo da subversão estratégica da Igreja Anglicana por agentes de Roma. Veja, por exemplo, Walsh (1898): "No tempo presente, a Igreja da Inglaterra está totalmente penetrada pelas sociedades secretas, todas trabalhando nos interesses do esquema para a reunião institucional da Igreja da Inglaterra com a Igreja de Roma."
Em tempos mais recentes, de acordo com as revistas Time e Newsweek, Chuck Colson, um indivíduo com conexões políticas nos níveis mais altos no governo americano, que foi condenado por um crime, fez-se passar por um cristão nascido de novo de modo a reduzir sua pena na prisão. Ele então passou a coordenar um programa que levou à aceitação e publicação do documento intitulado Evangélicos e Católicos Juntos, em 1994. Existem razões para acreditar que o Vaticano recrutou Colson para esse propósito, para trair a Igreja Evangélica nos EUA e colocá-la em um caminho para a desintegração ecumênica.

A subversão produz resultados. É por isto que tantas igrejas e seminários evangélicos, aparentemente ortodoxos, podem súbita e inexplicavelmente lançar fora seus princípios e aceitar sérias contemporizações doutrinárias que se encaixam perfeitamente com aquilo que Roma deseja alcançar. Por exemplo, um teólogo ou autor evangélico respeitado pode começar a endossar o Mormonismo; outro pode afirmar que o Deus da Bíblia é o mesmo que o deus do Alcorão; outro começa a defender a espiritualidade contemplativa ou interfé; outro argumenta que a Bíblia nunca deve ser lida como um registro inerrante e literal do plano de Deus para a humanidade; outro lança dúvidas sobre a pecaminosidade da homossexualidade, e assim por diante.
Na busca de seus objetivos declarados, a Igreja Católica Romana também promove livros de autores cujos ensinos se alinham com a agenda interfé-ecumênica. Especialmente úteis nesta questão são os livros de autores não católicos que lançam a semente do romanismo entre os evangélicos. Estes incluem, por exemplo, os escritos de Richard Foster, um teólogo quacre. É impossível ler seu livro absurdamente ecumênico A Celebração da Disciplina, que já vendeu mais de um milhão de exemplares e influenciou grandemente os evangélicos nas Américas e na Europa, e não concluir que a única coisa que falta nele é o Imprimatur de um bispo católico.
A Igreja Católica Romana também está trabalhando caladamente de outras formas para atrair os evangélicos para sua rede. Essas iniciativas por trás dos bastidores incluem a negociação de acordos de reconhecimento mútuo com várias denominações protestantes em doutrinas-chaves da fé. Por exemplo, em 29 de janeiro de 2013, um dia de trevas para o Cristianismo bíblico — as principais denominações presbiterianas na América do Norte assinaram esse tipo de acordo com Roma com relação ao batismo — "Nós nos alegramos na fé comum que compartilhamos e afirmamos neste documento." A Palavra de Deus e o sangue dos mártires foram simplesmente esquecidos. Ao assinarem esse acordo, as igrejas presbiterianas demoliram um pilar central da Reforma. A doutrina fundamental da salvação pela fé somente foi colocada de lado. Em vez disso, eles concordaram — de um modo muito sorrateiro — que a Reforma foi um grande mal entendido e que os católicos romanos eram realmente presbiterianos em disfarce.
A propagação da heresia ecumênica-interfé não é um acidente, mas é resultado direto de uma campanha coordenada e bem financiada pelo Vaticano para subverter o Cristianismo verdadeiro e criar uma igreja mundial controlada pelo papado. A própria Bíblia nos adverte que esse tipo de igreja aparecerá no fim dos tempos para substituir o Cristianismo bíblico e abrir o caminho para o Anticristo.

domingo, 15 de novembro de 2015

O que é o Cristianismo e em que os cristãos acreditam? (Got Questions)



1 Coríntios 15:1-4 diz: “Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. Antes de tudo, vos entreguei também o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.”

De forma sucinta, esta é a crença do Cristianismo. O Cristianismo é único entre todas as outras fés, porque o Cristianismo é mais um relacionamento do que uma prática religiosa. Ao invés de aderir a uma lista de “faça isso e não faça aquilo”, o objetivo do Cristianismo é cultivar um andar próximo ao Deus Pai. Este relacionamento se torna possível por causa da obra de Jesus Cristo e do ministério na vida do cristão pelo Espírito Santo.

Os cristãos acreditam que a Bíblia é a Palavra inspirada e inerrante de Deus, e que seus ensinamentos são a autoridade final (2 Timóteo 3:16, 2 Pedro 1:20-21). Os cristãos acreditam em um Deus que existe em três pessoas: o Pai, o Filho (Jesus Cristo) e o Espírito Santo.

Os cristãos acreditam que a humanidade foi criada especificamente para ter um relacionamento com Deus, mas que o pecado separa todos os homens de Deus (Romanos 5:12; Romanos 3:23). O Cristianismo ensina que Jesus Cristo andou pela terra, sendo completamente Deus e mesmo assim completamente homem (Filipenses 2:6-11), e morreu na cruz. Os cristãos acreditam que após Sua morte na cruz, Cristo foi sepultado, ressuscitou e está agora assentado à direita do Pai, intercedendo para sempre pelos crentes (Hebreus 7:25). O Cristianismo proclama que a morte de Jesus na cruz foi suficiente para pagar completamente o débito do pecado devido por todos os homens, e que isto é o que restaura o relacionamento que havia sido rompido entre Deus e os homens (Hebreus 9:11-14, Hebreus 10:10, Romanos 6:23, Romanos 5:8).

Para alguém ser salvo, deve apenas depositar sua fé, inteiramente, na obra que foi completada por Cristo na cruz. Se alguém acredita que Cristo morreu em seu próprio lugar pagando o preço pelos seus pecados e ressuscitou, este alguém está salvo. Ninguém pode ser “bom o suficiente” para agradar a Deus por conta própria, porque todos nós somos pecadores (Isaías 64:6-7, Isaías 53:6). Além disso, não há nada mais a ser feito, porque Cristo já fez tudo o que havia para se fazer! Quando estava na cruz, Jesus disse: “Está consumado!” (João 19:30).

Assim como não há nada que alguém possa fazer para ganhar a salvação por conta própria, uma vez que este alguém deposita sua fé na obra de Cristo na cruz, também não há nada que possa fazer para perder a salvação. Lembre-se que o trabalho foi realizado e finalizado por Cristo! Nada relativo à salvação depende daquele que a recebeu! João 10:27-29 afirma: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai.”

A salvação é tornar-se livre de ter que servir à velha natureza pecaminosa e também para buscar um relacionamento correto com Deus. Enquanto os crentes viverem neste mundo com seus corpos pecaminosos, haverá um conflito constante contra ceder ao pecado. Viver em pecado obstrui o relacionamento que Deus procura ter com a humanidade, e enquanto alguém viver em pecado, mesmo sendo um crente, não irá desfrutar do relacionamento que Deus gostaria de ter com ele. No entanto, os cristãos podem ter vitória sobre este conflito contra o pecado através do estudo e aplicação da Palavra de Deus (a Bíblia) nas suas vidas, e por serem controlados pelo Espírito Santo – isto é, por submeterem-se à influência e liderança do Espírito em todas as circunstâncias do dia a dia, e através do Espírito obedecer à Palavra de Deus.

Portanto, enquanto tantos sistemas religiosos exigem que se faça ou não certas coisas, o Cristianismo se trata de ter um relacionamento com Deus, e de acreditar que Cristo morreu na cruz como pagamento pelo nosso próprio pecado e ressuscitou. O seu débito do pecado é pago e você pode ter comunhão com Deus. Você pode ter vitória sobre a sua natureza pecaminosa e andar com Deus em comunhão e obediência. Isto é o verdadeiro Cristianismo bíblico.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

É a Bíblia verdadeiramente A Palavra de Deus? (Got Questions)





Nossa resposta a esta pergunta não irá apenas determinar como vemos a Bíblia e sua importância para nossas vidas, mas também, ao final, provocar em nós um impacto eterno. Se a Bíblia é de fato a palavra de Deus, devemos então estimá-la, estudá-la, obedecer-lhe e nela confiar. Se a Bíblia é a Palavra de Deus, dispensá-la, então, é dispensar o próprio Deus.

O fato de que Deus nos deu a Bíblia é evidência e exemplo de Seu amor por nós. O termo “revelação” significa simplesmente que Deus comunicou à humanidade como Ele é e como nós podemos ter um correto relacionamento com Ele. São coisas que não poderíamos saber se Deus, na Bíblia, não as tivesse revelado divinamente a nós. Embora a revelação de Deus sobre Si mesmo tenha sido dada progressivamente, ao longo de aproximadamente 1500 anos, ela sempre conteve tudo que o homem precisava saber sobre Deus para com Ele ter um bom relacionamento. Se a Bíblia é realmente a Palavra de Deus, é portanto a autoridade final sobre todas as questões de fé, prática religiosa e moral.

A pergunta que devemos fazer a nós mesmos é: como podemos saber que a Bíblia é a Palavra de Deus e não simplesmente um bom livro? O que é único sobre a Bíblia que a separa de todos os outros livros religiosos já escritos? Existe alguma evidência de que a Bíblia é realmente a Palavra de Deus? Estes são os tipos de perguntas que merecem análise se formos seriamente examinar a afirmação bíblica de que a Bíblia é a verdadeira Palavra de Deus, divinamente inspirada, e totalmente suficiente para todas as questões de fé e prática.

Não pode haver dúvida sobre o fato de que a própria Bíblia afirma ser a verdadeira Palavra de Deus. Tal pode ser claramente observado em versículos como 2 Timóteo 3:15-17, que diz: “... desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”

A fim de responder a estas perguntas, devemos observar tanto as evidências internas quanto as evidências externas de que a Bíblia é mesmo a Palavra de Deus. Evidências internas são aquelas coisas do interior da Bíblia que testificam sua origem divina. Uma das primeiras evidências internas de que a Bíblia é a Palavra de Deus é a sua unidade. Apesar de, na verdade, ser composta de sessenta e seis livros individuais, escritos em três continentes, em três diferentes línguas, durante um período de aproximadamente 1500 anos, por mais de 40 autores (que tinham profissões diferentes), a Bíblia permanece como um livro unificado desde o início até o fim, sem contradições. Esta unidade é singular em comparação a todos os outros livros e é evidência da origem divina das palavras, enquanto Deus moveu homens de tal forma que registraram as Suas palavras.

Outra evidência interna que indica que a Bíblia é a Palavra de Deus é observada nas profecias detalhadas contidas em suas páginas. A Bíblia contém centenas de detalhadas profecias relacionadas ao futuro de nações individuais, incluindo Israel, ao futuro de certas cidades, ao futuro da humanidade, e à vinda de um que seria o Messias, o Salvador, não só de Israel, mas de todos que Nele cressem. Ao contrário de profecias encontradas em outros livros religiosos, ou das profecias feitas por Nostradamus, as profecias bíblicas são extremamente detalhadas e nunca falharam em se tornar realidade. Há mais de trezentas profecias relacionadas a Jesus Cristo apenas no Antigo Testamento. Não apenas foi predito onde Ele nasceria e de qual família viria, mas também como Ele morreria e que ressuscitaria ao terceiro dia. Simplesmente não há maneira lógica de explicar as profecias cumpridas da Bíblia a não ser por origem divina. Não existe outro livro religioso com a extensão ou o tipo de previsão das profecias que a Bíblia contém.

Uma terceira evidência interna da origem divina da Bíblia é notada na sua autoridade e poder únicos. Enquanto esta evidência é mais subjetiva do que as duas evidências anteriores, ela não é nada menos do que testemunho poderoso da origem divina da Bíblia. A Bíblia tem autoridade única, que não se parece com a de qualquer outro livro já escrito. Esta autoridade e poder podem ser vistos com mais clareza pela forma como inúmeras vidas já foram transformadas pela leitura da Bíblia. Curou viciados em drogas, libertou homossexuais, transformou a vida de pessoas sem rumo, modificou criminosos de coração duro, repreende pecadores, e sua leitura transforma o ódio em amor. A Bíblia possui um poder dinâmico e transformador que só é possível por ser a verdadeira Palavra de Deus.

Além das evidências internas de que a Bíblia é a Palavra de Deus, existem também evidências externas que indicam isto. Uma destas evidências é o caráter histórico da Bíblia. Como a Bíblia relata eventos históricos, a sua veracidade e precisão estão sujeitas à verificação, como qualquer outro documento histórico. Através tanto de evidências arqueológicas quanto de outros documentos escritos, os relatos históricos da Bíblia foram várias vezes comprovados como verdadeiros e precisos. Na verdade, todas as evidências arqueológicas e encontradas em manuscritos que validam a Bíblia a tornam o melhor livro documentado do mundo antigo. O fato de que a Bíblia registra precisa e verdadeiramente eventos historicamente verificáveis é uma grande indicação da sua veracidade ao lidar com assuntos religiosos e doutrinas, ajudando a substanciar sua afirmação em ser a Palavra Deus.

Outra evidência externa de que a Bíblia é a Palavra de Deus é a integridade de seus autores humanos. Como mencionado anteriormente, Deus usou homens vindos de diversas profissões e ofícios para registrar as Suas palavras para nós. Estudando as vidas destes homens, não há boa razão para acreditar que não tenham sido homens honestos e sinceros. Examinando suas vidas e o fato de que estavam dispostos a morrer (quase sempre mortes terríveis) pelo que acreditavam, logo se torna claro que estes homens comuns, porém honestos, realmente criam que Deus com eles havia falado. Os homens que escreveram o Novo Testamento e centenas de outros crentes (1 Coríntios 15:6) sabiam a verdade da sua mensagem porque haviam visto e passado tempo com Jesus Cristo depois que Ele ressuscitou dentre os mortos. A transformação ao ter visto o Cristo Ressuscitado causou tremendo impacto nestes homens. Eles passaram do “esconder-se com medo” ao estado de “disposição a morrer pela mensagem que Deus lhes havia revelado”. Suas vidas e mortes testificam o fato de que a Bíblia é verdadeiramente a Palavra de Deus.

Uma última evidência externa de que a Bíblia é verdadeiramente a Palavra de Deus é seu “caráter indestrutível”. Por causa de sua importância e de sua afirmação em ser a Palavra de Deus, a Bíblia sofreu mais ataques e tentativas de destruição do que qualquer outro livro na história. Dos primeiros imperadores romanos como Diocleciano, passando por ditadores comunistas e até chegar aos ateus e agnósticos modernos, a Bíblia resistiu e permaneceu a todos os seus ataques e continua sendo o livro mais publicado no mundo hoje.

Através dos tempos, céticos tiveram a Bíblia como mitológica, mas a arqueologia a estabeleceu como histórica. Seus oponentes atacaram seus ensinamentos como sendo primitivos e desatualizados, porém estes, somados a seus conceitos morais e legais, tiveram uma influência positiva em sociedades e culturas do mundo todo. Ela continua a ser atacada pela ciência, psicologia e por movimentos políticos, mas mesmo assim permanece tão verdadeira e relevante como quando foi escrita. Ela é um livro que transformou inúmeras vidas e culturas através dos últimos 2000 anos. Não importa o quanto seus oponentes tentem atacá-la, destruí-la ou fazer com que perca sua reputação, a Bíblia permanece tão forte, verdadeira e relevante após os ataques quanto antes. A precisão com que foi preservada, apesar de todas as tentativas de corrompê-la, atacá-la ou destruí-la é o testemunho claro do fato de que a Bíblia é verdadeiramente a Palavra de Deus. Não deveria ser surpresa para nós que, não importa o quanto seja atacada, ela sempre volta igual e ilesa. Afinal, Jesus disse: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Marcos 13:31). Após observar as evidências, qualquer um pode dizer sem dúvida nenhuma que “Sim, a Bíblia é verdadeiramente a Palavra de Deus.”

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Jesus é Deus? Alguma vez Jesus afirmou ser Deus? (Got Questions)



Na Bíblia não há registros de Jesus dizendo, palavra por palavra: “Eu sou Deus”. Entretanto, isto não significa que Ele não tenha afirmado ser Deus. Como exemplo, tome as palavras de Jesus em João 10:30: “Eu e o Pai somos um.” Em um primeiro olhar, isto pode não parecer uma afirmação de Jesus em ser Deus. Entretanto, perceba a reação dos judeus a Sua afirmação: “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10:33). Os judeus compreenderam a afirmação de Jesus como uma declaração em ser Deus. Nos versículos seguintes Jesus não corrige os judeus dizendo: “Eu não afirmei ser Deus.” Isto indica que Jesus realmente estava dizendo que era Deus ao declarar: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). João 8:58 nos dá outro exemplo: “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.” Mais uma vez, em resposta, os judeus tomaram pedras em uma tentativa de apedrejar Jesus (João 8:59). Por que os judeus iriam querer apedrejar Jesus se Ele não tivesse dito algo que criam ser uma blasfêmia, ou seja, uma afirmação em ser Deus?

João 1:1 diz que “o Verbo era Deus.” João 1:14 diz que “o Verbo se fez carne.” Isto claramente indica que Jesus é Deus em carne. Atos 20:28 nos diz: “...Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.” Quem comprou a igreja com Seu próprio sangue? Jesus Cristo. Atos 20:28 declara que Deus comprou a igreja com Seu próprio sangue. Portanto, Jesus é Deus!

Tomé, o discípulo, declarou a respeito de Jesus: “Senhor meu, e Deus meu!” (João 20:28). Jesus não o corrige. Tito 2:13 nos encoraja a esperar pela volta de nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo (veja também II Pedro 1:1). Em Hebreus 1:8, o Pai declara a respeito de Jesus: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.”

Em Apocalipse, um anjo instruiu o Apóstolo João para que adorasse a Deus (Apocalipse 19:10). Nas Escrituras, várias vezes Jesus recebe adoração (Mateus 2:11; 14:33; 28:9,17; Lucas 24:52; João 9:38). Ele nunca reprova as pessoas quando recebe adoração. Se Jesus não é Deus, Ele teria dito às pessoas para não ser adorado, assim como fez o anjo em Apocalipse. Há muitos outros versículos e passagens das Escrituras que atestam a favor da divindade de Jesus.

A razão mais importante para Jesus ser Deus é que se Ele não o fosse, Sua morte não teria sido suficiente para pagar a pena pelos pecados do mundo inteiro (I João 2:2). Somente Deus poderia pagar preço tão infinito. Somente Deus poderia carregar os pecados do mundo (II Coríntios 5:21), morrer e ressuscitar, provando Sua vitória sobre o pecado e a morte.

Leia mais:http://www.gotquestions.org/Portugues/Jesus-e-Deus.html#ixzz3dmDniN2W
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