terça-feira, 11 de março de 2014

Ellen Gould White e a Astronomia (CACP)




Influências do contexto da época
Um fato que se deve levar em conta quando se estuda a fenomenologia das seitas é seu contexto sociocultural onde ela se desenvolve. É sabido que muitos paradigmas doutrinários dentro destes movimentos se estruturaram por influencias externas.
Por exemplo, certas normas éticas que se observam em muitos grupos religiosos não passam do reflexo da cultura o qual está condicionado. Certos tipos de vestuários, hábitos, costumes alimentares e até saudações profundamente arraigados na estrutura ética das seitas, que as diferenciam, explica-se devido a estas influências.
Dentro de certo contexto podemos admitir, que a máxima popular que afirma ser o homem “o produto do meio onde vive”, possui seu quinhão de veracidade.
Em se tratando de movimentos sectários com forte reivindicação de religião revelada e caráter profético intensifica-se ainda mais esta dependência.
É que ao se estruturarem como instituição religiosa, tais movimentos tendem a se adaptar aos condicionamentos sociais, adquirindo respeitabilidade social. Nesta nuança comportamental e organizacional os líderes de seitas procuram contextualizar suas revelações.
Ultimamente muitas delas tentando corrigir o estigma de misticismo, apelam para um lado mais “científico” da religião. Procuram se auto afirmar com “absoluta” precisão científica. Esta nova mudança verifica-se facilmente na semântica e até no nome da seita. É este o caso da Cultura Racional, Cientologia, Racionalismo cristão, Ciência cristã e outros.
Para impressionar os mais incautos, procuram basear essa convergência com a ciência, em supostas “revelações divinas”, mas que com o passar dos anos se mostraram totalmente inadequadas com as novas descobertas científicas, provando assim, que tais revelações nada mais eram que o produto do meio científico que então prevalecia. Era apenas o reflexo do conhecimento do líder, não tendo nada a ver com revelações divinas.
As visões de EGW sobre o sistema solar
Em 1846 Ellen White teve uma ” visão ” do sistema solar, onde muitas coisas lhe foram reveladas, dentre elas temos as seguintes:
 - Ela obteve conhecimento da existência de outros mundos habitados;
 - As pessoas destes mundos eram semelhante aos habitantes da terra, só que mais altos, nobres e majestosos;
 - Encontrou Enoque, passeando em um desses mundos;
 - Que essas pessoas viviam debaixo da lei ou dos mandamentos de Deus;
 - Que dois destes planetas tinham quatro e sete luas.
Diz ela:
“O Senhor me proporcionou uma vista de outros mundos. Foram-me dadas asas, e um anjo me acompanhou da cidade a um lugar fulgurante e glorioso. A relva era de um verde vivo, e os pássaros gorjeavam ali cânticos suaves. Os habitantes do lugar eram de todas as estaturas; nobres, majestosos e formosos. Ostentavam a expressa imagem de Jesus, e seu semblante irradiava santa alegria, que era uma expressão da liberdade e felicidade do lugar.
Perguntei a um deles por que eram muito mais formosos que os da Terra. A resposta foi:
- Vivemos em estrita obediência aos mandamentos de Deus, e não caímos em desobediência, como os habitantes da Terra.
Vi então duas árvores. Uma se assemelhava muito à árvore da vida, existente na cidade. O fruto de ambas tinha belo aspecto, mas o de uma delas não era permitido comer. Tinham a faculdade de comer de ambas, mas era-lhes vedado comer de uma. Então meu anjo assistente me disse:
- Ninguém aqui provou da árvore proibida; se, porém, comessem, cairiam.”
Prossegue: “Então fui levada a um mundo que tinha sete luas. Vi ali o bom e velho Enoque que tinha sido trasladado. Em sua destra havia uma palma resplendente, e em cada folha estava escrito: “Vitória.” Pendia-lhe da cabeça uma grinalda branca, deslumbrante, com folhas, e no meio de cada folha estava escrito: “Pureza”, e em redor da grinalda havia pedras de várias cores que resplandeciam mais do que as estrelas, e lançavam um reflexo sobre as letras, aumentando-lhes o volume. Na parte posterior da cabeça havia um arco em que rematava a grinalda, e nele estava escrito: “Santidade.” Sobre a grinalda havia uma linda coroa que brilhava mais do que o Sol. Perguntei-lhe se este era o lugar para onde fora transportado da Terra. Ele disse:
- Não é; minha morada é na cidade, e eu vim visitar este lugar.
Ele percorria o lugar como se realmente estivesse em sua casa. Pedi ao meu anjo assistente que me deixasse ficar ali. Não podia suportar o pensamento de voltar a este mundo tenebroso. Disse então o anjo:
- Deves voltar e, se fores fiel, juntamente com os 144.000 terás o privilégio de visitar todos os mundos e ver a obra das mãos de Deus.” (Vida e Ensinos pág. 96-98).
Analisando a visão
Se Ellen White se aventurasse apenas a descrever tal visão de modo geral, sem especificar concretamente, tudo bem. Mas para sua infelicidade e derrocada ela quis particularizar e explicar quais eram esses mundos, e aí ela cava sua própria sepultura.
Quando ela teve essa visão, a Sra. Truesdail, que fazia parte do movimento, estava presente. Ela descreve como a Sra. White viu pessoas altas e majestosas que moravam em Júpiter ou Saturno.
” A Irmã White estava muito fraca de saúde, e enquanto foram oferecidas orações ao lado dela, o Espírito de Deus repousou sobre nós. Notamos logo que ela era insensível a assuntos terrestres. Esta era sua primeira visão do mundo planetário. Depois de contar as luas de Júpiter em voz alta, e em seguida as de Saturno, ela deu uma descrição bonita dos anéis. Ela disse então, ‘ Os habitantes são pessoas altas, majestosas, ao contrário dos habitantes de terra. O Pecado nunca entrou aqui. ‘” (Taken from Mrs. Truesdail’s letter, Jan 27, 1891)
Em 1847, ela e seu esposo Tiago White publicaram essa visão, reafirmando que ela viu realmente os planetas Júpiter e Saturno e depois que saiu da visão poderia dar uma descrição clara de seus satélites, apesar de nunca ter aprendido astronomia. (A Word to the Little Flock, p. 22)
A visão foi tão clara que ela conseguiu ver as luas de cada planeta. Segundo o pioneiro J.N. Loughborough, ela disse que durante a visão estava vendo 4 luas, o que foi identificado com Júpiter pelo pastor Joseph Bates, e outro que possuía sete luas, também identificado por Bates como Saturno. (Great Second Advent Movement, p. 258)
Ora, Ellen White havia dito que foram lhe dada asas para voar de um planeta a outro. Nestas condições extraordinárias de viajar pelo sistema solar ela teria plena capacidade de descrever de modo minucioso tais astros. Mas foi isso que ocorreu?
Vejamos:

Ela descreve que Júpiter tinha quatro luas, mas hoje sabemos que Júpiter possui 16 satélites ao todo. Ela também afirmou que Saturno tinha sete luas, mas sabemos que os cientistas já descobriram no mínimo 18 satélites em Saturno.

Ora, como ela poderia ter errado em coisas tão básicas a respeito destes planetas, quando seu marido havia dito que ela, após a visão, poderia “dar uma descrição clara de seus satélites”?
E o que dizer das pessoas altas, majestosas e formosas destes planetas?
É verdadeira essa descrição? Há realmente pessoas altas, majestosas que moram em Júpiter e Saturno? Isto poderia até ter parecido plausível às pessoas em 1846, mas hoje já não mais se sustenta diante das descobertas científicas envolvendo estes planetas. O que sabemos é que as condições em ambos os planetas são extremamente inospitaleiras à vida.
1. Estes planetas não têm nenhuma superfície sólida como a terra. As superfícies consistem em um mar de hidrogênio líquido.
2. A pressão atmosférica é milhões de vezes maior que a terra. A pressão é bastante forte para esmagar os metais mais resistentes.
3. Numerosas sondas espaciais que usam tecnologia avançada examinaram estes planetas e não descobriram qualquer vestígio de vida, nem mesmo uma simples minhoca existe lá.

4. Nenhuma planta. Nenhum animal e muito menos pessoas altas e majestosas. Nada mais que hidrogênio, hélio e outros gases.
A sra. White viajou de modo sobrenatural de Júpiter Saturno para ver as ” pessoas ” altas, majestosas que vivem lá, mas inexplicavelmente ela deixou de notar os seguintes detalhes:

Pelo menos mais 12 luas em Júpiter
Pelo menos mais 11 luas em Saturno
Pelo menos 9 das luas de Urano
Os anéis ao redor de Júpiter
Os anéis ao redor do Urano 
Por que ela viu só o que astrônomos já tinham visto?
Quando sra. White teve essa visão era conhecimento comum que Júpiter tinha apenas quatro luas. O quinto satélite não havia sido descoberto até 1892. Como vimos há 16 luas pelo menos. Outrossim, naquela época haviam descoberto em Saturno sete luas.
A visão de Ellen White não revelou nada que não poderia ter sido obtido em um livro de Astronomia ou até mesmo de um artigo de jornal da época! A única diferença entre o que a sra. White viu e o que os astrônomos viram pelo telescópio é sobre essas ”pessoas” altas e majestosas!
Imagine se ela tivesse contado para Bates que Júpiter tinha quatro luas grandes e 12 luas menores! O dom profético dela teria sido sem dúvida confirmado nas gerações futuras. Infelizmente, ela perdeu esta grande oportunidade. Imagine se ela houvesse anunciado que Júpiter tinha anéis!
Depois de considerar o que ela viu e o que ela não viu, nós lhe fazemos esta pergunta: Era esta uma visão de Deus ou apenas conhecimento astronômico da época?
A Verdadeira razão de tudo
Parece que a verdadeira razão desta visão fora para impressionar o marinheiro Joseph Bates que até então se posicionara contra as manifestações “sobrenaturais” de Ellen White. Sem dúvida os White sabiam que Bates era apaixonado por astronomia. Levantando a hipótese de que Ellen era ignorante em assuntos astronômicos, então tais conhecimentos legitimavam seu dom como profetisa e visionária da nova seita, perante Bates.


Isto posto, é impossível acreditar no que Arnaldo Christianini afirmou em seu livro “Subtilezas do Erro” na página 35: “Os Testemunhos orais ou escritos da Sra. White…tudo quanto disse e escreveu foi,…cientificamente correto…” 

quinta-feira, 6 de março de 2014

EG White e a idolatria da fotografia (CACP)




A Sra. White condenou de forma inequívoca a fotografia como um desperdício de dinheiro e uma violação do segundo mandamento: 
“Durante a noite, eu estava extremamente angustiada. Uma grande carga pousou sobre mim. Eu tinha sido chamada por Deus para trabalhar em favor de seu povo. Minha atenção foi chamada para o dinheiro que tinham investido em fotografias. Fui levada de casa em casa, através das casas do nosso povo, e como eu fui de sala em sala, meu instrutor disse: “Eis aqui os ídolos, que têm acumulado!” (Ellen White, Advent Review and Herald, 10 de setembro de 1901)

“Este tirar e permutar de retratos é uma espécie de idolatria. Satanás está fazendo quanto pode para eclipsar o Céu ante nosso olhar. Não cooperemos com ele fazendo retratos-ídolos. Precisamos atingir mais elevada norma que a que nos sugerem essas fisionomias humanas. O Senhor diz: 'Não terás outros deuses diante de Mim.' Êxodo 20:3. Os que pretendem crer em Cristo necessitam compreender que lhes cumpre refletir-Lhe a imagem.”
(Ellen White, Mensagens aos Jovens, p. 316.)

“Depois de ir de casa em casa, e ver as muitas fotografias, fui instruída a advertir nosso povo contra esse mal. Nisto muito podemos fazer por Deus. Podemos pôr fora de vista estes retratos-ídolos. Não possuem nenhuma eficácia, mas se interpõem entre Deus e a alma. Nada podem fazer em ajudar a semear a verdade. Cristo roga ao que professa segui-Lo que se revistam de toda a armadura de Deus”.
 (Ellen White, Mensagens aos Jovens, p. 318)

“Toda criança verdadeiramente de Deus será como o trigo peneirada, e no processo de peneiração todo prazer acalentado que desvia a mente de Deus deve ser sacrificado. Em muitas famílias suas prateleiras e mesas estão cheias de enfeites e quadros. Álbuns, repleto de fotografias da família e as fotografias dos seus amigos, são colocadas em locais onde irão atrair a atenção dos visitantes. … Não é esta uma espécie de idolatria? “ 
(Mensagens Escolhidas, Volume II, pág. 317)

“Quando visito a residência de nosso povo e nossas escolas, vejo que todo espaço em cima de mesas, prateleiras, porta-bibelôs, etc.., se encontra cheio de fotografias. À direita e à esquerda, vêem-se fisionomias humanas. Deus deseja que se mude esta ordem de coisas. Estivesse Cristo na Terra, e diria: “Tirai daqui estes.” João 2:16. Fui instruída de que essas fotografias são como muitos ídolos, tomando o tempo e o pensamento que deviam ser sagradamente votados a Deus.” 
(Ellen White, Mensagens aos Jovens, p. 316.)

“Estamos há anos em guerra contra a idolatria espiritual. ….. Estou aflita por ver as fotografias que se multiplicam e estão pendurados por toda parte”.
(Ellen G. White, 1888, Materials, p. 887.)

“Aquele que diz: Eu conheço-O, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.” I João 2:4. Precisa vir à igreja um grande reavivamento. Se tão somente soubéssemos, se tão-somente entendêssemos, quão rápido iria de igreja em igreja o espírito da mensagem! Quão voluntariamente seriam os meios dos crentes dados para manutenção da obra de Deus. Ele nos pede para orar e vigiar em oração. Limpai vossos lares das fotografia-ídolos que têm consumido o dinheiro que devia fluir para o tesouro do Senhor. A luz precisa sair como uma lâmpada a arder. Os que levam a mensagem ao mundo devem buscar diligentemente ao Senhor, para que Seu Espírito Santo seja abundantemente derramado sobre eles. Não tendes tempo a perder. Orai pedindo o poder 
(Mensagens Escolhidas, Volume I, pág. 92)

Será que ela praticava o que pregava?

Surpreendentemente, no meio destes testemunhos, enquanto que “travavam” guerra contra o mal da fotografia, a Sra. White tinha fotos de si e sua família tiradas! Veja abaixo:


Nove anos antes, a Sra. White fez um pedido público de desculpas por ela ter tirado fotos:

Reconhecemos o nosso erro. Lamentamos profundamente que nunca aceitaram posar para nossas fotos. Por anos eu não teria autorização para ter nossas fotos tiradas, apesar de solicitada a fazê-lo. Quantas vezes eu quis que tivesse permanecido constante. Mas tudo o que podemos fazer agora é confessar nosso erro e pedir a Deus para nos perdoar, e suplicar o perdão de nossos irmãos e irmãs “.
(Ellen White, Advent Review and Herald, 26 de março de 1867).
Em público, ela reconheceu e se arrependeu do seu erro em 1867, mas em segredo, ela ainda estava fazendo ídolos em 1876. Dez anos depois, em 1886, encontramos a Sra. White incentivando a outros a tirarem fotografias, mesmo oferecendo-se para pagar as despesas:

Bem, Addie [Walling], eu fico feliz por você ter tirado sua fotos, revele-as em Maio [Walling] vou fazer o mesmo. Eu vou pagar as contas. Eu quero ver os rostos dos meus filhos, mais uma vez
 (Ellen White, Carta a Addie e Walling Maio, 21 de julho de 1886, citado em Manuscript Releases, Vol. 8, p.79).
Ela deve ter tido uma significativa coleção de fotos antes de morrer, pois ela teve o trabalho de mencioná-los em seu testamento:
NONO: Minha mobília doméstica, pratos, tapetes, quadros, fotografias e roupas, eu dou e lego em partes iguais a meus filhos, James Edson White e William C. White 
(Última Vontade de Ellen White e Testamento)
Adventistas na Europa seguem os conselhos da Sra. White.
Aparentemente, alguns adventistas na Europa seguiram o conselho da Sra. White e passara a queimar seus ídolos (fotografias). Ellen White comenta os eventos que aconteceram em Christiana em 1886:

Alguns traziam consigo um falso teste, e tinham criado suas próprias idéias e noções de um critério, ampliando as questões de pouca importância como testes para a comunhão cristã, e colocava fardos pesados sobre os outros. Assim, um espírito de crítica, falta de estudo, e dissensão vieram, e se tornado um grande prejuízo para a igreja. E as impressões que foram dadas aos incrédulos que observavam os adventistas do sétimo dia e que formam um conjunto de fanáticos e extremistas, e que a sua fé peculiar os tornavam cruéis, incoerentes, e realmente não-cristãos no caráter. Assim, o curso de alguns extremistas impediu a influência da verdade de alcançar as pessoas.
Alguns faziam questão de se vestir de primeira importância, criticando artigos do vestido usado por outros, e dizem estar prontos para condenar todo aquele que não atender exatamente suas idéias. Alguns condenando imagens fotográficas, insistindo que são proibidos pelo segundo mandamento, e que tudo deste tipo devem ser destruídas.
Estes homens de uma única ideia, não podem ver nada, exceto para pressionar a única coisa que se apresenta para suas mentes. Anos atrás, nós tivemos que enfrentar esse mesmo espírito. Homens se levantaram alegando terem sido enviados com uma mensagem condenando fotos, e pedindo que cada semelhança de qualquer coisa devem ser destruídos. Eles foram aos comprimentos, como até mesmo a condenar os relógios que tiveram valores, ou “imagens”, em cima deles. Agora nós lemos na Bíblia de uma boa consciência, e não são bons, mas ruim de consciências. Há uma consciência que vai levar tudo ao extremo, e fazer deveres cristãos tão graves como os judeus fizeram a observância do sábado. A repreensão que Jesus deu aos escribas e fariseus aplica-se a essa classe tão bem: “Vós dais o dízimo da hortelã, e da arruda, e toda sorte de ervas, e desprezais o juízo e o amor de Deus”. Um fanático, com seu espírito forte e idéias radicais, que oprime a consciência de quem quer estar certo, vai fazer um grande dano. A igreja precisa ser purificada de todas essas influências. …
É verdade que o dinheiro de todo muito é gasto em cima de fotos, não significa um pouco mais que deveria fluir para o tesouro de Deus mas é paga ao artista. Mas o mal que irá resultar para a igreja do curso desses extremistas é muito maior do que a que eles estão tentando corrigir. Às vezes, é uma questão difícil dizer exatamente onde a linha é, onde a imagem torna-se um pecado. …
Alguns em Christiania tinham ido tão longe como a queimar todas as fotos em seu poder, destruindo até mesmo a aparência de seus amigos. Enquanto nós não tivemos nenhuma simpatia por esses movimentos fanáticos, aconselhamos que aqueles que tinham queimado as suas fotos não devem incorrer em detrimento de substituí-los. “(Ellen White, Historical Sketches, págs. 211-212.)
Repare que ela acusa os membros da Igreja por interpretar o segundo mandamento e aplicar as fotografias quando ela mesma tinha ensinado pelos testemunhos que supostamente vieram de Deus. Ela ainda alegou que se Cristo estivesse na terra ele diria: “Tirem estas coisas daqui”, e que um anjo lhe havia dito em visão que essas fotos são “ídolos”. Não é nenhuma surpresa que o povo tenha reagido da forma como eles fizeram. Eles estavam simplesmente seguindo suas consciências na obediência que eles pensavam ser um testemunho do próprio Deus! Ao queimar suas fotografias estavam seguindo as instruções da Sra. White à sua conclusão lógica. Se Deus disse que a fotografia era um ídolo, então ele deve ser destruído!
A Sra. White era a única que estava ensinando o povo que as fotografias eram ídolos, por isso, ela foi quem deu origem às críticas: “quando se fala sobre avarias, e a discórdia” na Igreja Adventista. Ela condena o povo por seu teste “falso” deixando de mencionar que ela era a pessoa que originou esse teste. Em essência, ela está dizendo que leva literalmente os seus testemunhos e obedecê-los é ser “fanático” e “extremo”.

Despesas Fotográficas

A fotografia era uma arte muito cara no final de 1800. Os Whites tinham fotos de James (Tiago) tiradas, como é indicado por carta da Sra. White para o filho WC após a morte de James:

“Se você tiver fotos de seu pai, por favor, tragá-las. Eu quero mostrá-las. Meu álbum de bolso deixei em Healdsburg.” 
(Ellen White, Carta 15, 1882, p. 1. [Para W. C. Branco, 23 de maio de 1882]).
De onde é que essas fotos de James vieram? Uma possibilidade é sugerida a partir desta carta a Tiago, em 1876:

“Lathrop é o prazer de um homem como você nunca viu com as fotos, principalmente de você. Ele diz que ela vai comprar o negativo por quinhentos dólares. E as fotos que tiramos, ele vai trazê-las como é de costume. Ele acha que é um enfeite de apartamento. Ele [Lathrop] tem sua foto na janela para mostrar. “
 (Ellen White, Carta 1a, 1876, p.1. (To James White, March 24, 1876).
US$ 500 por um negativo! Isso equivale a 1000 dias de salário para o homem que trabalhava naqueles dias! Como é que esta despesa se justifica à luz do que ela escreveu:

“Na visão que tive, em Rochester, 25 de dezembro de 1865, me foi mostrado que muitos tiraram fotos durante o sábado por adventistas, e isso significa que muito foi gasto na multiplicação de cópias que foi pior do que perder. Isto significa que deveriam ter sido investidos na causa de Deus. Me foi mostrado que tínhamos feito de errado em gastar em meios de tirar fotos”.
(Ellen White, Review, 26 de março de 1867.)

“Novamente defendo que, em vez de gastar dinheiro para fotos de si mesmo e seus amigos, você deve transformá-lo em outro canal. Deixe o dinheiro que tem sido dedicado à gratificação de férias, fluir para o tesouro do Senhor [IASD] para sustentar esses que estão trabalhando para salvar almas que estão perecendo. “ 
(Ellen White, Review, 26 de março de 1867.)

“Estas fotografias custam dinheiro. É incompatível para nós, conhecendo o trabalho que está a ser feito neste momento, gastar o dinheiro de Deus em produzir imagens de nosso próprio rosto e os rostos dos nossos amigos? Não deveria cada dólar que se pode poupar ser utilizados na edificação da causa de Deus? Estas fotos tomam o dinheiro que deveria ser sagrado, dedicado ao serviço de Deus, e eles desviam a mente das verdades da Palavra de Deus” 
(Ellen White, Review, 9 de setembro de 1901)

Nota:
 quero lembrar que fotos tanto de Ellen White como de outras pessoas são usadas em slides, livros, lições, cartazes e sites da IASD, se a fotografia é um tipo de idolatria como diz Ellen White, nem ela nem seus seguidores deveriam tê-las em suas casas, livros e muito menos na igreja. Sei que muitos arranjarão desculpas ou uma forma de justificar o uso das fotos, por algum motivo de uso e costumes, se a mensagem de Ellen White sobre a fotografia fosse realmente verdadeira não há desculpas para tê-las, ou será que significado de idolatria muda com o tempo?

Conclusão

Por que Ellen White disse aos outros que as fotografias são: (1) ídolos (2) auto gratificação, (3) um desperdício de dinheiro, (4) desvio da mente da palavra de Deus (5) superando o céu de nossa visão (6), interpondo entre Deus e a alma, e (7), tendo-se tempo que deveria ser dedicado a Deus e, ao mesmo tempo, ela era encontrada tirando fotografias de si e sua família com grandes despesas? Será que ela realmente não acreditar que seu testemunho veio de Deus?

segunda-feira, 3 de março de 2014

Amálgama - A grande confusão criada por EG White (CACP)



Porque Deus não é de confusão e sim de paz. (1Coríntios 14:33)
O texto a seguir foi retirado do site da Wikipedia.
Descrevendo um grande pecado, a Sra White relatou:
“Mas se há um pecado acima de todo outro que atraiu a destruição da raça pelo dilúvio, foi o aviltante crime de amálgama de homem e besta que deturpou a imagem de Deus e causou confusão por toda parte.” (Spiritual Gifts, Vol. 3, pg. 64, 1864).

“Toda espécie de animal que Deus criou foi preservada na arca. As espécies confusas que Deus não criara, resultantes da amálgama, foram destruídas pelo dilúvio. Desde o dilúvio, tem havido amálgama de homem e besta como pode ser visto nas quase infindáveis variedades de espécies animais e em certas raças de homens.”
( Spiritual Gifts, Vol. 3, págs. 75, 1864).
Segundo o artigo de Gordon Sigley e na opinião do escritor apologista Dirk Anderson, a afirmação da Sra White sobre o amálgama (mistura, fusão,cruzamento) de homem e besta (animal) foi uma das mais controvertidas e embaraçosas para seus seguidores. Na opinião de Dirk, a afirmação da Sra. White parecia indicar que ela cria que, a união sexual entre seres humanos e bestas (animais) antes e depois do dilúvio produziu espécies diferentes, amalgamadas (e que Deus não criara). A citação dela (Sra White), diz que os resultados do amálgama podiam ser vistos “em certas raças de homens.” Já na época, esses parágrafos causaram sérias perguntas, como: "Quais raças são resultado da amálgama?" Em 1868, o dirigente adventista Uriah Smith publicou sua defesa de Ellen White. Nesse livro, Smith conjeturava que a união entre seres humanos e bestas havia criado raças como os bosquímanos (indígenas) da África, algumas tribos de hotentotes, entre outras. A Sra White não fizera qualquer declaração com respeito à defesa de Uriah Smith. Tiago White, o marido de Ellen White, revisou o livro de Smith antes da publicação e o recomendou aos leitores da revista oficial da igreja, a Review and Herald. E no mesmo ano, o Sr. e a Sra. White levaram 2.000 exemplares do livro de Smith consigo para oferecê-los durante as reuniões campais. Os parágrafos sobre o amálgama voltaram a ser publicados em 1870 no livro Spirit of Prophecy, Vol. 1, e continuaram causando controvérsia. Durante anos, vários homens haviam oferecido diferentes interpretações das declarações de Ellen White. Críticos e apologistas de Ellen White postaram-se em batalha em torno desse assunto de elevada carga emocional. Em setembro de 1947, houve uma reunião onde quinze dos mais importantes líderes eclesiásticos adventistas estavam presentes para ouvir dois biólogos adventistas, o Dr. Frank L. Marsh e o Dr. Harold W. Clark, debaterem o sentido de tais declarações publicadas no século XIX pela profetisa de sua igreja, Ellen G. White. As posições dos biólogos eram diferentes. O Dr. Clark afirmava que a Sra White realmente referia-se ao cruzamento de seres humanos com animais. Mas o Dr. Marsh defendia a interpretação de cruzamentos separados: humano com humano, animal com animal. Houve uma batalha de argumentos, sem haver consenso completo. A controvérsia nunca foi totalmente superada.
O Centro de pesquisas Ellen White (Centro White), aceitando a versão defendida pelo Dr. Marsh, declara que a Sra. White nunca sugeriu a existência de seres subumanos ou qualquer tipo de relação híbrida animal/homem. Ela falou sobre “espécies animais” e “raças humanas”, mas não sobre algum tipo de amálgama de animais com seres humanos. “Nenhum dicionário jamais usou a palavra 'amalgamação' para descrever a coabitação de homem com animal. O emprego da palavra no século dezenove incluía a miscigenação de diversas raças”. E acrescentam: “Reconhecemos, porém que estudantes sérios dos escritos de Ellen White divergem sobre o que ela queria dizer por amalgamação. A responsabilidade da prova repousa sobre aqueles que afirmam que a Sra. White deu ao termo um novo e estranho significado.
Apoiando a tese de Frank L. Marsh, o adventista Dr. Francis D. Nichol escreveu o livro: "Ellen White and her Critics" (Ellen White e seus críticos, tradução literal), onde Nichol diz que a amalgamação (humano com humano) referia-se ao cruzamento da raça (ímpia dos homens) de Caim, com a raça (crente de Deus) de Seth. E os animais ao se cruzarem em diferentes raças, também estavam cometendo crime, ou pecado contra a lei natural de Deus. Nichol declarou: “Acreditamos que o significado da frase-chave em questão é encontrado por sua compreensão de leitura: 'amálgama de homem e [de] besta.' Assim, a passagem seria falar do amálgama de diferentes raças da humanidade e da fusão de diferentes raças de animais. A construção gramatical e de uso comum nos permitem compreender 'de' como sendo implícita”.
Após 1871, os parágrafos do amálgama foram omitidos das edições posteriores. E o filho de Ellen White, W.C. White, explicou: “Quanto aos dois parágrafos que se encontram em "Spiritual Gifts" e também em "Spirit of Prophecy", relativamente ao amálgama e à razão por que foram omitidos dos livros posteriores, e à questão de quem assumiu a responsabilidade de omiti-los, posso falar com perfeita clareza e convicção: Eles foram omitidos por Ellen G. White." "A Sra. White não só tinha bom juízo baseado numa compreensão clara e abarcante das condições e as conseqüências naturais de publicar o que escrevia, como muitas vezes recebia instruções diretas do anjo do Senhor em relação com o que devia ser omitido ou acrescentado nas novas edições.” (Mensagens Escolhidas Vol. 3 pg. 452).
Para o Sr. Dirk Anderson, essa explicação de relação entre raças (humanos com humanos e, animais com animais), criou outras perguntas como: “Como poderiam as relações sexuais entre parceiros humanos casados serem descritos como “aviltante crime”? Será que Deus não honra o casamento, independentemente de serem ou não, ambos os parceiros da mesma raça ou crença?” “Como poderiam os resultados de cruzamento (ou casamento) entre pessoas de diferentes "fés", agora “ser visto” em “certas raças de homens?” Quais são as raças com visíveis evidências de fusão entre crentes e não crentes”? e: “Como poderia união entre as diferentes espécies de animais ser um "aviltante crime"? Os animais não têm essa capacidade moral para cometer tal crime!”
Em seu artigo, Gordon Shigley declarou: “Por anos a comunidade adventista presumiu que a Sra. White cria que parte da queda do homem envolveu união sexual de homem com animal e defendeu seus pontos de vista como científicos. Depois de 1947, a posição prevalecente mudou e prosseguiu assim por 35 anos. Incapaz de conciliar a mais óbvia leitura das declarações de Ellen White com a ciência, e com um compromisso para com a igualdade genética entre as raças, a IASD aceitou a engenhosa interpretação de Marsh sobre o que Ellen White quisera dizer. Pode ser que a presente geração de adventistas concorde com as gerações anteriores de adventistas em que – pelo menos numa ocasião – Ellen White realmente creu que amálgama de homem com besta teve lugar, mas não aceitará essa posição como cientificamente abalizada hoje."

Conclusão

A maior prova de que Ellen White escreveu realmente sobre o amálgama é o fato de Uriah Smith ter escrito um livro só para defender a tese de Ellen White. O maior erro dos adventistas foi ter omitido o texto das edições posteriores, sendo a prova que Ellen estava errada! E finalmente a conjectura de Ellen, afirmando que Deus muda de ideia, quando a manda omitir textos que não foram bem aceitos pela membresia. E o pior e dizer que Ellen tinha bom juízo, parece ate piada de mau gosto!

“A Sra. White não só tinha bom juízo baseado numa compreensão clara e abarcante das condições e as conseqüências naturais de publicar o que escrevia, como muitas vezes recebia instruções diretas do anjo do Senhor em relação com o que devia ser omitido ou acrescentado nas novas edições.”
 (mensagens escolhidas vol 3 pg 452).

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A cadeira papal de Ellen White - Quem a sucedeu? (CACP)





A CADEIRA PONTIFÍCIA DE ELLEN WHITE
QUEM SUCEDEU ELLEN WHITE NA IGREJA ADVENTISTA?
Esta é a pergunta feita por A.B Christianini em seu livro: "Subtilezas do Erro". Tentando refutar a acusação de D.M Canright de que Ellen White chegara ao status de papisa no movimento adventista. Christianini arrazoa dizendo:
“Maldosas imputações lhe são feitas por ignorantes detratores, avultando a que a qualifica de papisa” [...] Bastaria perguntar: após a morte da Sra. White, quem lhe sucedeu no trono pontifício? Outra falsa acusação é a que coloca os seus escritos em pé de igualdade com a Bíblia.”[1]
É claro que ninguém ocupou o cargo de Ellen White nem durante e nem após sua morte. Como poderia? Ela não permitiria de modo algum! Era tão obcecada por este cargo que chegou a declarar certa vez:
“ Minha missão abrange a obra de um profeta, mas não termina aí.” [2]
Sucessoras de Ellen G. White
Mas isso não quer dizer que não houve tentativas…você sabia que outra mulher quase tomou o cargo de Ellen G. White como profetisa?!!!
Poucos adventistas sabem que Ellen White quando estava na Austrália, quase perdeu o seu posto de profetisa para uma moça chamada: Ana Rice. Muitos administradores influentes já haviam afirmado ter feito o “teste” e estavam convencidos que era uma nova profetisa na Igreja Adventista. As suas mensagens devocionais já eram lidas nas capelas dos colégios Adventistas, mas a sua carreira de profetisa entrou em declínio com as cartas de Ellen White, dizendo que não lhe havia sido mostrado que havia outro profeta. [3]
Essa cobiçada pretensão tinha lá seus benefícios, o cargo de profetisa no meio do movimento. Assegurava um tipo de controle sobre os adeptos.
Mais recentemente na década de 80, outra adventista quis dar outro “golpe de Estado” reivindicando o cargo de profetisa e sucessora de Ellen White. Vamos conhecer um pouco desta candidata e suas pretensões. Assim diz o livro “Sonhos e Visões” de Jeanine Sautron:
“A Sra. Jeanine Sautron, de nacionalidade francesa, adventista do sétimo dia de berço, é casada, mãe de três filhos e nasceu eu 1947, na Ilha de Reunião, no Oceano Indico, de propriedade da França, perto de Madagascar.
A Sra. Sautron foi por vários anos membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia de S. Julien, França, localidade perto de Genebra, Suíça. Seu endereço atual é Frandeus 74910, Seyssel, França.
Não obstante desde sua juventude mantivesse uma íntima comunhão com Jesus, somente a partir de 1985, com 38 anos, por ordem de Jesus, começou a divulgar seus Sonhos e Visões em fitas cassetes e transcritos.” [4]
Falando sobre os 3 pilares básicos do movimento adventista ela assevera:
“(3) Tem o Espírito de Profecia, que é o próprio Jesus falando a Sua Igreja de Laodicéia, através da Sra. Ellen G. White, de 1844 a 1915, e agora desde 1985, até a volta de Cristo, através da Sra. Jeanine Sautron.” [5] 
E prossegue:
“Assim como a Sra. Ellen G.White foi a profetisa da Igreja Remanescente nascente e militante, a Sra. Jeanine Sautron é a profetisa da mesma Igreja Remanescente triunfante” [6]
“Nos últimos dias tu és a minha porta-voz: ‘Assim diz o Senhor.’ Tu és aquela sobre quem Eu porei esta responsabilidade.” (ênfase no original) [7] 
Como se vê, parece que a cadeira de Ellen White ainda é bem cobiçada no meio adventista!
Seja como for, Ellen White não estava disposta a dividir este cargo com mais ninguém. Na verdade ela não gostava que seus membros tivessem opiniões independentes das dela e de seu marido.
A Manipulação da Mente
Ela de fato não era nem um pouco diferente de seus colegas “profetas” contemporâneos. Um fato interessante é que todo líder de seita não permite que as pessoas tenham pensamentos independentes, isso é interpretados como uma afronta aos seus líderes, uma verdadeira subversão.
Os Mórmons e as Testemunhas de Jeová deixam claro através de suas literaturas que os adeptos devem se guiar pela mente de seus profetas. Um líder sectário de nosso tempo chegou a declarar aos seus adeptos: “Eu sou o vosso cérebro”. [8]
Abuso de Autoridade
A Sra. White para se impor no movimento usava e abusava de seu cargo de profetisa. Ao que parece não era muito favorável a que outros tivessem seus pontos de vistas em questões doutrinárias.
Diz Dirk Anderson que: “Na década de 1850, um casal adventista, Sr. e Sra. Curtis, começou a estudar a questão das carnes imundas e chegaram à conclusão de que comer carnes imundas era errado. A Sra. Curtis queria deixar de comer carne de porco, mas aparentemente pensou que seria prudente consultar primeiro a profetisa de Deus. A Sra. White respondeu ao casal com um mordaz testemunho de seis páginas." Eis aqui parte do que escreveu:

“Se Deus requer que seu povo se abstenha da carne de porco, Ele o convencerá disso. Ele está tão disposto a revelar a seus honestos filhos qual é o seu dever quanto a mostrar a indivíduos sobre os quais não depositou o encargo de Sua obra qual é o deles. Se é dever da igreja abster-se da carne de porco, Deus o revelará para mais de dois ou três. Ele ensinará a sua igreja qual é o seu dever.”

E chega a seguinte conclusão: 
“O açoite como que a Sra. White tratou a família Curtis leva a especular que ela não era muito inclinada à ideia de que as pessoas chegassem primeiro a suas próprias conclusões teológicas sem a aprovação de Tiago e dela mesma. Isto era insubordinação e teriam que enfrentá-la.”[9] 
Certa vez Tiago White intentou deixar o trabalho de publicação o informativo “Revista do Advento e Arauto do Sábado” devido a vários problemas, mas Ellen White não era da mesma opinião, então logo após ter recebido a notícia ela conta a reação que tivera:
“Quando ele saiu da sala para levar a nota a redação, desmaiei”.
No dia seguinte ela impôs seu ponto de vista com uma de suas visões:
“Na manhã seguinte, durante o culto doméstico, caí em visão e fui instruída a respeito do assunto. Vi que meu marido não devia abandonar o jornal…” [10]
Outro caso foi quanto ao sábado. Um jovem adventista do primeiro dia ainda resistia a ideia de guardar o sétimo dia, mas então…:
“Um deles não estava de acordo conosco quanto à verdade do sábado…Ellen se levantou em visão, tomou a Bíblia grande, elevou-a perante o Senhor, e falou fazendo uso dela levando-a até aquele humilde irmão…” [11]
As visões de Ellen White era o árbitro em matéria de fé e doutrina. Veja o que diz certo livro adventista:
“Segundo Ford, ‘Ellen White mudou várias posições doutrinárias’ tais como o horário de início do sábado, o uso da carne de porco, benevolência sistema versus dízimo, o significado da porta fechada, a lei em Gálatas, etc. A concepção de Ellen White acerca de certos pontos das Escrituras de fato mudou, como resultado do estudo da Bíblia e da luz progressiva que ela recebia do Senhor. Vários dos exemplos de Ford são válidos, mas outros não o são. Os próprios escritores bíblicos por vezes encontravam-se em erro quanto a sua teologia, e tinham de ser corrigidos. O mesmo ocorreu com Ellen White. Por vezes ela não compreendia certos ensinos bíblicos até que eles lhe eram apresentados em visão.” [12] (o grifo é nosso)
“Ellen White teve participação no desenvolvimento da doutrina, mas não foi ela quem ‘lançou as bases da fé adventista’…Com suas visões, Ellen apenas confirmou o que já se havia estudado.” 
A Profetisa do Óbvio
É interessante notar que a maioria das visões de Ellen White só acontecia após os acontecimentos já estarem estabelecidos ou para sê-los ainda. Urgi rememorar que ela só teve suas visões do santuário celestial após outros, como Hiram Edson, terem tido a mesma visão sobre o santuário celestial.
Ela só teve sua revelação sobre a verdade do sábado após ter lido um folheto de Joseph Bates sobre o assunto, pois até então não cria na doutrina sabatista.
Ainda um outro pormenor que tem a ver com a questão do sábado. Após o episódio acima descrito ela ainda não praticava de modo correto a guarda do sábado, pois começava guardá-lo às seis horas da tarde. Também seu marido e Joseph Bates eram da mesma opinião. Mas após uma reunião onde todos decidiram que o sábado deveria ser guardado do pôr do sol ao pôr do sol ela teve uma visão de que isso era correto.
Ela alega também que Deus lhe revelou que não se deveria comer carne de porco, tomar chá e café. Mas isto só foi ensinado como revelação após ela ter lido vários livros de autores que já tratavam do assunto.
A Profetisa do Plágio [14]
Antes de Ellen White tomar vulto como profetisa dos adventistas, ela teve contato com um pastor batista negro por nome de William Ellis Foy. Foy (c. 1818-1893), norte-americano na faixa dos vinte anos de idade, recebeu diversas visões dramáticas em 1842, vários anos antes daquelas recebidas por Hazen Foss e Ellen Harmon. A primeira (18 de janeiro) durou duas horas e meia, e a segunda (4 de fevereiro) vinte horas e meia!
Pastor batista voluntário de talentos extraordinários, sua primeira visão foi relatada a uma congregação metodista. Depois desta visão, sua pregação, cheia de zelo e vigor, passou a centralizar-se na proximidade do Advento e na preparação para o acontecimento.
O Encontro
Algumas vezes antes de 22 de outubro de 1844, Ellen Harmon ouviu Foy pregar no Salão Beethoven em Portland, Maine. Algumas semanas depois, pouco antes da primeira visão dela em dezembro de 1844, Foy estava presente numa reunião realizada perto de Cape Elizabeth, Maine, durante a qual ela falou da primeira visão. “Quando ela começou, Foy ficou fascinado com o que ela dizia. Deixou-se levar pelo entusiasmo e empolgação que acompanharam a apresentação dela. Ela falou das coisas celestiais – de orientações, luzes, imagens – coisas familiares a Foy. … Arrebatado pela alegria do momento, ele não pôde mais se conter. De súbito, no meio da apresentação de Ellen, Foy bradou de júbilo, erguendo-se sobre os pés e ‘saltou inflamadamente para baixo e para cima’. Segundo Ellen se lembra: ‘Oh! Ele louvou o Senhor, ele louvou o Senhor.’
Foy – Profeta Verdadeiro?
É interessante que Foy é considerado profeta verdadeiro no meio adventista. Eles tecem comentários sobre ele que não deixam dúvidas quanto a isso:
“William Foy trabalhou como porta-voz de Deus para o movimento do Advento no período do pré-desapontamento, enquanto Ellen White se tornou a profetisa do pós-desapontamento.” – (Delbert Baker, “William Foy, Messenger to the Advent Believers”, Adventist Review, 14 de janeiro de 1988.) (destaque nosso)]
Até mesmo a própria Ellen White chegou a elogiar seu dom profético.
“Foram notáveis os testemunhos que ele deu.” (Depositários do Patrimônio Literário White, Arquivo Documental 231.)
Há, porém, um detalhe curioso que gostaria de destacar aqui. Se as visões de Foy foram realmente verdadeiras, e os adventistas não duvidam disso, há de se perguntar por que Deus revelaria a Foy em uma visão os santos subindo diretamente para o céu após sua morte quando a Sra. White diz que isto é doutrina falsa? Foy viu em uma visão a alma sobrevivendo à morte e imediatamente indo para o céu, contrariamente ao que Ellen White dizia lhe ter sido revelada como uma nova luz (Vida e Ensinos, p. 41).
Cabe aqui uma pergunta: qual das revelações é verdadeira sendo que ambos são considerados como profetas autênticos?
Mas voltando ao assunto das visões, não foram só os plágios literários que colocaram em dúvida a originalidade de Ellen White e conseqüentemente sua autoridade como profetisa de Deus como bem documentou o pastor adventista Walter Rea em seu livro: “The White Lie”, onde mostra listas intermináveis de plágios. Até mesmo nas visões Ellen White lançou mão deste recurso. Observe no quadro abaixo como as visões de Foy foram copiadas pela Sra. White:
William E. Foy
Extraído do livro: "Experiência Cristã de William E. Foy e o Relato das Duas Visões que Recebeu em 1842", publicado em 1845:

“Então contemplei incontáveis milhões de seres resplandecentes, que vinham trazendo um cartão em sua mão. Esses seres resplandecentes eram nossos guias. Os cartões que eles traziam brilhavam mais que o Sol, e os puseram em nossas mãos, porém não pude ler o nome deles.” (Págs. 10-11.)
Havia incontáveis milhões de anjos resplandecentes, cujas asas eram como ouro puro, e cantavam em alta voz, enquanto suas asas clamavam: “Santo”. (Pág. 18.)
Atrás do anjo, contemplei incontáveis milhões de carruagens brilhantes. Cada carruagem tinha quatro asas como se fossem de fogo flamejante e um anjo seguia atrás da carruagem. E as asas da carruagem, e as asas do anjo, clamavam a uma só voz, dizendo: “Santo”. (Pág. 18)
Então, no meio desse lugar sem limites, uma árvore, cujo tronco era como se fosse de vidro transparente, e os galhos como se fossem de ouro transparente, os quais se estendiam por todo o lugar ilimitado… O fruto parecia cachos de uva em bandejas de ouro puro. (Págs. 14-15.)
Com voz encantadora, o guia me falou e me disse: “Os que comem do fruto dessa árvore já não regressam mais à Terra.” (Pág. 15.)
… contra seu peito e segura por sua mão esquerda, trazia o que parecia ser uma trombeta de prata… (Pág. 18.)
Ellen G. White
Extraído do livro: "Experiência Cristã e Visões da Sra White", publicado em 1851.
"Todos os anjos comissionados para visitar a Terra têm sua mão um cartão dourado, que eles apresentam aos anjos que estão às portas da cidade, ao entrar e sair." (Págs. 37-39.)
Em cada lado da carruagem, havia asas, e debaixo dele, rodas. E ao rodar a carruagem para cima, as rodas clamavam “Santo”, e, ao moverem-se as asas clamavam “Santo”, e a comitiva de santos anjos ao redor da nuvem clamava: “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus Todo-poderoso.” (Pág. 35.)
Num lado do rio havia o tronco de uma árvore, e outro tronco do outro lado do rio, ambos de ouro puro e transparente… Seus galhos se inclinavam até o lugar onde nós estávamos, e o fruto era glorioso; parecia ouro mesclado com prata. (Pág. 17.)
Pedi a Jesus que me permitisse comer do fruto. Ele me disse: “Agora não. Os que comem do fruto dessa árvore já não regressam mais à Terra… (Págs. 19-20.)
… em sua mão direita havia uma foice afiada; em sua esquerda, uma trombeta de prata. (Pág. 16.)
Objeções
Os adventistas retrucam a acusação de plágio da seguinte maneira:
“Existem algumas questões relativas aos Pearson (John Pearson, Jr., e C. H. Pearson) que publicaram o folheto de Foy: "The Christian Experience", e o “Pai” Pearson, mencionado em Life Sketches, págs. 70 e 71 e em: "Testemunhos Para a Igreja", vol. 1, pág. 64.
“Pai Pearson”, um antigo líder do pequeno grupo dos crentes de Portland, Maine, opunha-se aos que afirmavam estar “prostrados” pelo Espírito de Deus – até que ele e sua família passaram pela “experiência”.
Tiago White havia trabalhado com o filho do “Pai” Pearson, John Pearson Júnior, em 1843 e depois disso. John, o filho, juntamente com Joseph Turner, editavam: "Hope of Israel", um periódico do Advento, e publicou o folheto de William Foy em princípios de 1845.
Parece evidente que, se as visões de Ellen Harmon não passassem de cópia das primeiras visões de Foy, os Pearson teriam sido os primeiros a perceber a fraude, especialmente considerando que o Pai Pearson era tão sensível e desconfiado de visões e outras chamadas manifestações do Espírito. O Pai Pearson creu na autenticidade de William e continuou a apoiar solidamente Ellen Harmon.”
Ora, é óbvio que se Pearson havia com sua família passado pela mesma “experiência”, ele haveria de aceitar quaisquer destas experiências. Ainda mais de alguém que lhe era chegado como o esposo de Harmon, White. Isto de forma alguma é base sólida para defender os plágios que Ellen White fez das primeiras visões de Foy.
Conclusão
Apesar da IASD não aceitar Ellen White como tendo o status de papisa no movimento isto não quer dizer que ela não exerça ou exerceu esta função na igreja. Aliás, a última tentativa de defesa de Christianini quanto aos escritos dela estarem em pé de igualdade com a Bíblia é contradito pela própria organização adventista veja:
“Cremos que: …“Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação para os adventistas do sétimo dia.”… Negamos que: a qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas.” [15]
“Ao passo que, apesar de nós desprezarmos o pensamento dos pioneiros, nós aceitamos como regra de fé a Revelação – Velho Testamento; Novo Testamento e Espírito de Profecia”[16]
“…é óbvio que se Ellen White foi uma profetisa verdadeira, como cremos que ela realmente foi, qualquer tentativa consciente de minar a confiança em suas mensagens proféticas é uma reprovação direta a Deus que a enviou para ser uma voz profética em nosso meio” [17]
Talvez seja por isso que o candidato ao batismo precisa confessar a inspiração de EGW para poder se batizar.
Isso é incrível! A autoridade dos escritos de EGW quanto à inspiração é igual a dos escritores da Bíblia. Isso se parece ou não ao sistema papal?

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Perguntas rápidas sobre aniquilacionismo (CACP)




1) Você acredita que Jesus é Deus, a segunda pessoa da Trindade, que encarnou-se em forma humana? Também, como homem, acredita que Ele morreu? Então, será que Deus pode ser aniquilado, ainda que seja só por três dias???
2) Você sabia que na história da Igreja os cristãos nunca duvidaram da imortalidade da alma? Esse conceito só apareceu com o humanismo e iluminismo iniciados no século XVI?
3) Para nós evangélicos, tirando as implicações acima, essa problemática
doutrinária não faz diferença – sono da alma ou imortalidade… Agora, para os aniquilacionistas tais como, Adventistas e Testemunhas de Jeová, que possuem uma doutrina peculiar, isso seria uma problemática irreparável:
- Para os Adventistas – seria a questão do Juízo Investigativo – sem sono da alma essa doutrina fica irreparavelmente quebrada…
- Para as Testemunhas de Jeová – É a questão da doutrina do paraíso, afinal a onde seria o paraíso?
Pense nisso!!!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O estado da alma depois da morte (CACP)




Os adventistas afirmam que, depois da morte, somos reduzidos ao silêncio. Que morte é morte mesmo, incluindo a própria alma. Ao morrer, o homem deixa realmente de existir (EG White; “O Grande Conflito”; Editora Casa Publicadora, 1981, pág. 539, 540). Mas será isso correto de acordo com a Bíblia?

Refutação:
a. O espírito não morre nem dorme na morte do homem. Dormir se refere ao corpo – Mateus 27.52 e não à alma – Deuteronômio 34.5-6, comparado com Mateus 17.1-3;
b. O espírito se separa do corpo na hora da morte e continua a viver consciente de si mesmo e com todas as suas faculdades depois da morte, seja ímpio ou justo. Quando é cristão vai estar com Cristo no céu: II Coríntios 5.6-8; Filipenses 1.21-23; Lucas 23.43; Atos 7.59; II Coríntios 12.2-4, comparar com Atos 14.19; Hebreus 12.23; Apocalipse 6.9-11. Se é ímpio vai para o Hades estar em tormento – Lucas 16.22-25; II Pedro 2.17.
c. Para provar que não procede afirmar que o espírito do homem é o seu fôlego de vida ou o ar que respiramos e que é reintegrado à atmosfera por ocasião da morte física, basta substituir a palavra espírito nas referências bíblicas pela palavra fôlego ou sopro e ver o resultado: o texto fica sem sentido — Marcos 2.8; 8.12; Atos 17.16; João 13.21; II Coríntios 7.1; I Pe 3.4; Mateus 26.41.
Related Posts with Thumbnails