segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Evidências em favor da consciência eterna do perdido (CACP)




Seitas como os Adventistas e as Testemunhas de Jeová afirmam que depois da morte somos reduzidos ao silêncio. Que morte é morte mesmo, incluindo a própria alma. Ao morrer, o homem deixa realmente de existir. Mas será isso correto de acordo com a Bíblia?

Evidências em favor da consciência eterna do perdido


Primeiro, o rico que morreu e foi para o inferno tinha plena consciência de seu tormento (Lucas 16:22-28), e não há indicação alguma no texto de que esse tormento um dia iria terminar.
Segundo, Jesus falou repetidamente que, para as pessoas no inferno, “haverá choro e ranger de dentes” (Mateus 8:12; 22:13; 24:51; 25:30), o que indica que elas estarão lá conscientes.
Terceiro, a Bíblia diz que o inferno tem a mesma duração que o céu, ou seja, é “eterno” (Mateus 25:41).
Quarto, o fato de o castigo ser eterno indica que as pessoas também são eternas. Não se pode sofrer o castigo, a menos que a pessoa exista, para ser punida (II Tessalonicenses 1:9).
Quinto, a besta e o falso profeta serão lançados vivos dentro do lago de fogo quando começar o milênio (Apocalipse 19:20), e ainda estarão lá, conscientes e vivos, depois de mil anos (Apocalipse 20:10).
Sexto, as Escrituras afirmam que o diabo, a besta e o falso profeta “serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 20:10). Mas não há como ser atormentado pelos séculos dos séculos sem estar consciente pelos séculos dos séculos.
Sétimo – Jesus repetidamente referiu-se ao inferno como um lugar onde o fogo não se apaga (Marcos 9:48), onde os próprios corpos dos ímpios nunca morrerão (Lucas 12:4-5). Mas não faria sentido algum haver chamas eternas, se os corpos não tivessem alma, que é necessária para a pessoa sofrer o tormento.
Oitavo, a mesma palavra usada para o verbo “perecer”, a respeito do ímpio, no Antigo Testamento (hebraico: abad) é empregada também a respeito da morte do justo (veja Isaías 57:1; Miquéias 7:2). A mesma palavra é usada para descrever coisas que simplesmente tenham sido perdidas, mas depois encontradas (Deuteronômio 22:3), o que prova que “perdido” no texto em questão não significa deixar de existir. Assim, se “perecer” significasse “sofrer uma aniquilação total”, então o salvo seria aniquilado também. Mas sabemos que isso não acontece.
Nono, seria contra a própria natureza dos seres humanos a sua aniquilação, já que eles são feitos à imagem e semelhança de Deus, o qual é eterno (Gênesis 1:27). Para Deus, aniquilar a sua imagem no homem seria atacar o reflexo Dele mesmo.
Décimo, a aniquilação seria algo que diminuiria tanto o amor de Deus como a natureza do ser humano como uma criatura moralmente livre. Seria como se Deus dissesse ao homem: “Vou permitir que você ‘seja livre somente se você fizer o que eu digo! Senão, acabarei de uma vez com a sua própria liberdade e com a sua existência!” Seria como um pai que dissesse ao filho que queria que ele se tomasse médico e, quando o filho decidisse ser guarda florestal, o pai o matasse! O sofrimento eterno é um eterno testemunho da liberdade e da dignidade do homem, mesmo daquele que não se arrependeu.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Dormência da Alma (Psicopaniquia) [CACP]




O adventismo afirma, pela “profetisa” Ellen e por Spicer, respectivamente, que: “Os que descem à sepultura estão em silêncio. Não mais sabem de coisa alguma que se faz debaixo do sol (Jó 14.21). Bendito descanso para o justo cansado! Seja longo ou breve o tempo, não é para eles senão um momento. Dormem, e são despertados pela trombeta de Deus para uma imortalidade gloriosa”(1). “O Estado a que somos reduzidos pela morte é de silêncio, de inatividade e de inteira inconsciência”(2).
Pressupostos biopsíquicos 
A doutrina do “Sono da Alma”, dormente no corpo decomposto, física e quimicamente dissolvido e reintegrado aos elementos originais (pó da terra), é uma heresia antiga. Na Idade Média defendiam-na os psicopaniquianos. Pregavam-na alguns grupos anabatistas no tempo da Reforma. O irvingitas ingleses ensinavam-na (3). Alguns teólogos liberais defendem-na. Os adventistas tomaram-na, converteram-na em dogma e a popularizaram.
Filosoficamente, fundamenta-se tal conceito em dois princípios antropofísicos: 
1) A alma é simples respiração vital do corpo, não podendo ter existência e expressão independentemente dele.
 2) A consciência, o raciocínio e a compreensão são funções cerebrais. Morto o cérebro, ficam liquidadas a cognição e a volição, e a alma, na concepção adventista, entra em estado de inatividade completa.
Em oposição ao argumento materialista de que o espírito não se expressa sem cérebro, A Revelação nos ensina: Deus é Espírito incorpóreo dotado de inteligência e vontade (João 4:24). Os anjos são igualmente incorpóreos, porém, inteligentes, ativos e perceptivos. Também as almas ou espíritos humanos desencarnados levam para a existência, no estado intermediário entre a morte a ressurreição, a vitalidade consciente e a expressividade volitiva, isto é, conservam todos os elementos racionais de um ser inteligente e espiritualmente dinâmico. Sobre esta questão, falaremos depois.
Pressupostos bíblicos
Os adventistas citam muitos textos bíblicos, especialmente do Velho Testamento, para “provarem” a psicopaniquia. Os textos avocados, porém, não falam de “sono da alma”; descrevem, ou a inatividade do morto ou, analogicamente, comparam a morte ao sono do homem, ser uno e integral no conceito veterotestamentário, não separadamente de sua alma. Cristo, por exemplo, disse que seu amigo Lázaro havia “adormecido”. Ele não afirmou, como induzem os adventistas, que “a alma de Lázaro” dormia. Incompreendida, por seus discípulos, sua linguagem figurada (João 11.12-13), o Mestre falou claramente: “Lázaro morreu”(Jo 11.14). Aqui, incontestavelmente, é sinônimo de morte. E se “sono” é igual a “morte” neste caso, deduz-se que deve ser em todos os outros em que a palavra “sono” seja usada para significar “morte”. Lembremos que a morte de Lázaro aconteceu, segundo os planos divinos, para que o Filho de Deus revelasse seu poder sobre a morte e fosse glorificado (João 11.4), não sobre um suposto sono. Um caso semelhante de morte de quem se destina à ressurreição preordenada por Cristo é a da filha de Jairo. Sobre ela também Jesus afirma: Ela não está morta, mas dorme (Lucas 8.52; leia: 8.49-56). Mais uma vez, repetimos, o Salvador não disse: a alma da menina dorme, mas: “ela não está morta, mas dorme”. A tese de que “a morte dos que se destinam à ressurreição” pode ser comparada a um sono, pois seus corpos não permanecerão indefinidamente sob o seu poder, vale para entendermos Paulo, quando se refere à ressurreição dos justos: "Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem”(I Tessalonicenses 4.13-15). A morte dos justos, cujos corpos aguardam a ressurreição prometida e garantida por Cristo para a vida eterna glorificada, é comparada a um sono. Foi nessa convicção que Estevão “adormeceu”(Atos 7.60). A analogia com a morte e a ressurreição temporária de Lázaro e da Filha de Jairo é pertinente. Não se diz, no Novo Testamento, do ímpio morto que ele “dorme”. No Antigo Testamento, em que a doutrina da ressurreição não estava bem desenvolvida e, portanto, não fazia parte da confissão de fé de Israel, o verbo dormir usou-se para significar a morte de justos e injustos (Daniel 12.12). Há, porém, um problema exegético, que nos impede de firmar doutrina sobre este texto: Daniel fala da ressurreição de “muitos”, não de “todos” os mortos. Daniel não fala de “dormência da alma”, mas de “dormência do homem”. A esperança da ressurreição leva-nos a considerar a morte um estágio temporário de separação corpo-alma, um “sono” analógico. O mesmo não acontece com os réprobos, cujas almas aguardam a ressurreição para juízo final; e, portanto, não a desejam, não depositam nela qualquer esperança.

Os textos do Saltério servem mais as Testemunhas de Jeová, para os quais a alma não passa de “respiração” de homens e de animais, que para os adventistas, que defendem sua existência e permanência, mesmo em condição de sonolência durante o período intermediário, pois falam do morto como inexistente. Ei-los: 
"Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?" (Salmo 6.5)
"Poupa-me, até que tome alento, antes que me vá, e não seja mais." (39.13)
"Porque a minha alma está cheia de angústia, e a minha vida se aproxima da sepultura. Estou contado com aqueles que descem ao abismo; estou como homem sem forças,livre entre os mortos, como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais te não lembras mais, e estão cortados da tua mão. Puseste-me no abismo mais profundo, em trevas e nas profundezas. Sobre mim pesa o teu furor; tu me afligiste com todas as tuas ondas. (Selá.) Alongaste de mim os meus conhecidos, puseste-me em extrema abominação para com eles. Estou fechado, e não posso sair. A minha vista desmaia por causa da aflição. SENHOR, tenho clamado a ti todo o dia, tenho estendido para ti as minhas mãos. Mostrarás, tu, maravilhas aos mortos, ou os mortos se levantarão e te louvarão? (Selá.) Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade na perdição? Saber-se-ão as tuas maravilhas nas trevas, e a tua justiça na terra do esquecimento? Eu, porém, SENHOR, tenho clamado a ti, e de madrugada te esperará a minha oração." (88.3-13)
"Se o SENHOR não tivera ido em meu auxílio, a minha alma quase que teria ficado no silêncio." (94.17)
"Os mortos não louvam ao SENHOR, nem os que descem ao silêncio." (115.17)
"Sai-lhe o espírito, volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos." (146.4).
 Há adventistas que sustentam a mesma doutrina russelita: a alma é um “fôlego de vida”, extinguindo-se, portanto, com a morte. Neste caso, não podem falar de ressurreição, mas recriação. Os salmos 94.17 e 115.17, chamam o sepulcro ou sheol de “região do silêncio”: silêncio do “morto” não de sua “alma” separadamente. Veremos, a seguir, a “Consciência da Alma” depois da morte.
A Alma no estado intermediário
1. Estado de Consciência.
A morte, conseqüência do pecado, estabelece a temporária separação da unidade original “corpo-espírito” ou “corpo-alma”( pneumossoma ou psicossoma). Deus, por sua infinita misericórdia e inefável graça, não permitirá que os efeitos da Queda permaneçam danificando seus eleitos. Ele os reunificará, incorruptíveis, pela ressurreição do último dia. Enquanto, porém, perdurar a separação, o espírito, dado pelo Criador, ficará sob sua proteção, aguardando o dia da reunificação, quando se restabelecerá a condição ideal, conforme a criação. O espírito, provisoriamente separado de seu corpo pelo qual veio à existência e se expressou vitalmente como ser humano, tendo voltado para Deus (Ec 12.7), encontra-se, no “Seio de Abraão”, em pleno gozo de suas faculdades cognitivas e volitivas, esperando a promessa de sua idealidade, a plenitude de sua realidade final: humanamente perfeito no ser ressurreto.
Provas bíblicas da consciência do espírito ou alma
Do Velho Testamento:
“Tu me farás ver a vida; na tua presença há plenitude de alegria; na tua destra, delícias perpetuamente.” Não pode haver plenitude de alegria e delícias perpetuamente para uma alma dormente ou liquidada." (Salmo 16.11)
“Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória.” Deus recebe na glória quem “fica dormindo no túmulo?" (Salmo 73.24)
“Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos.” (Salmo 116.15).  Seria preciosa ao Senhor um morto no sepulcro com sua alma dormindo nele, inexplicavelmente presa à matéria, somente saindo com ela na ressurreição?
“E o pó volte à terra, como era, e o espírito volte a Deus que o deu.” (Eclesiastes 12.7). Se volta a Deus, não fica dormindo ” no leito” do corpo dissolvido.
Do Novo Testamento:
Em Dt 31.16, Deus predisse que Moisés, em breve, estaria “dormindo” com seus pais. Na interpretação adventista, sua alma estaria dormente no sepulcro. No entanto, ele aparece, transfigurado, no Monte da Transfiguração:
“Apareceu-lhes Elias e Moisés, e estavam falando com Jesus.” (Marcos 9.4) Não consta que Moisés ressuscitou, maneira de se “despertar do sono”, conforme a tese adventista; e mais, falou com Jesus. Elias foi transladado (II Reis 2.11), mas Moisés “dormia”, com seus pais, isto é, estava morto. Como então apareceu “falando” com Jesus?
“Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? (Mateus 22.32). E: Ele não é Deus de mortos, e sim, de vivos” (Mateus 8.11). Deus de vivos, não de almas letárgicas inconscientes ou totalmente liquidadas, presas aos elementos físicos de seus cadáveres.
“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. (Lucas 23.34) No paraíso, isto é, no jardim do Rei, nos céus, não em sono sem sonhos na matéria putrefeita.
“Pai, na tua mão entrego o meu Espírito! E, dito isto, expirou”. (Lucas 23.46) Cristo, como verdadeiro homem e não uma fantasia humana, no conceito adventista, deveria entrar em profundo estado letárgico, entregar o seu espírito ao sono sepulcral. Pelo contrário, entregou-o ao Pai, levando com ele o companheiro de cruz para o Paraíso celeste: “Hoje estarás comigo no Paraíso.”
“Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.” (Filipenses 1.22-23) Partir e estar com Cristo, não ficar dormindo no leito tumular.
“Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor” (Leia II Coríntios 5.1-8). Deixar o corpo e habitar com o Senhor, certamente no seu Paraíso. A alma adventista, na verdade, não deixa o corpo: fica dormindo nele até a ressurreição.
"Foi e pregou aos espíritos em prisão.” (I Pedro 3.19). Espíritos que rejeitaram a mensagem de Noé para que conhecessem o Juiz de todos os seres humanos. Espírito vivos, conscientes, não almas dormentes.
“Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamavam em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgar, nem vingas o nosso sangue dos que habitam a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram.” (Apocalipse 6.9-11). Almas conscientes e ativas sob a proteção de Deus, isto é, “debaixo do altar”, reclamavam a justiça divina sobre seus algozes. Cristo aconselha tais almas a aguardarem com paciência e tranqüilidade porque a solução final do julgamento somente aconteceria quando se completasse o número dos eleitos e mártires. Aqui se explicita claramente que as almas dos justos mortos vão para o altar celeste, onde ficam sob a proteção do Salvador. Lendo texto como este, ainda é possível acreditar na dormência ou inconsciência da alma?
“Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos”. (Apocalipse 20.4b) Almas dos que morreram por martírio, vivendo e reinando com Cristo durante mil anos.
Consciência no Céu e no Inferno
Jesus Cristo, o Verbo encarnado, Mestre incontestável, esclareceu-nos convincente e definitivamente sobre a situação consciente dos mortos, justos e injustos, no estado intermediário por esta extraordinária parábola, o Rico e Lázaro:
“Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou em tormento nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós. Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. Mas ele insistiu: Não, Pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos”. (Lucas 16.19-31)
Negar esta parábola com o objetivo de rejeitar a situação dos mortos no estado intermediário é menosprezar a revelação direta sobre a matéria, feita pelo próprio Deus encarnado em Jesus Cristo. Deturpar-lhe o significado, como fazem alguns, é corromper a Palavra de Deus. Aceita nos seus termos, como realmente deve ser, ficam estabelecidas as seguintes doutrinas, rejeitadas pelos adventistas:
Na morte, Corpo e Alma separam-se: “Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado” (v. 22). Cristo, pois, não defende a tese adventista de que a alma fica dormindo com o corpo: separa-se dele. Tal separação, porém, dura somente enquanto durar o “Estado Intermediário”, que será interrompido pela ressurreição tanto de justos como de injustos, e num único dia. Os justos ressuscitarão para o gozo eterno; os ímpios para o juízo eterno.
As Almas ativas e Conscientes: Vejam as atitudes volitivas e cognitivas da alma do rico:
1) Ver: “Levantou os olhos e viu”(v. 23) 
2) Clamar: “Pai Abraão…” (v. 24) 
3) Requerer: “Manda a Lázaro…” (v. 24) 
4) Sentir: “Estou atormentado” (v. 24) 
5) Interceder: “Imploro que o mandes à minha casa paterna (v. 27)
6) Discutir com Deus (Abraão na parábola): “Não, Pai Abraão; se alguém dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão." (v. 30). 
Quer uma alma mais consciente e ativa que essa? O rico, certamente, preferiria o “sono”, mas isto não lhe foi possível.
Céu e Inferno: Jesus ensinou a existência do Céu, onde Lázaro recebe o consolo divino, repousado no seio de Abraão, isto é, como convidado privilegiado do Pai (vs. 22 e 25), aguardando dias melhores ainda, quando a idealidade humana completar-se na ressurreição; e do Inferno (hades), onde o rico se encontra em tormento (vs. 22-23 e 25), aguardando dias piores.
Castigo Eterno: ” Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebestes os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; e tu, em tormentos” (vs. 25). O castigo imposto à alma pela justiça divina no Hades, continuará na Geena depois da ressurreição.
Os que pregam o “sono da alma” no tempo intermédio entre a morte e a ressurreição e, portanto, a sua inconsciência; os que proclamam a “inexistência” do inferno e das penalidades eternas, gostariam que a Parábola do Rico e Lázaro não constasse dos escritos sagrados, mas não são poucas as tentativas de negar-lhe a autoridade doutrinária com a alegação de que Jesus não a contou para falar da vida futura no Estado Intermediário. Impossível, porém, negar o inegável.
Conclusões sobre o estado intermediário e final da alma
As Almas dos Justos Estão no Céu:
A) O ex-ladrão convertido na cruz foi convidado por Cristo a estar com ele no Paraíso imediatamente após a morte (Lucas 23.43). E o Paraíso é o Céu: Conheço um homem em Cristo que, há quatorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe); e sei que o tal homem (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe), foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir” (II Coríntios 12.2-4).
B) As almas dos redimidos, aperfeiçoadas, estão incluídas no rol da Igreja celeste: “À universal assembléia e Igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, Juiz de todos, aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hebreus 12.22b,23).
As Almas dos Ímpios estão no Inferno:
Veja a situação da alma do rico (Lucas 16.23,25). Compare o ensino do divino Mestre na parábola do Rico e Lázaro com o que nos revela a Bíblia. (I Pe 3.19-20; II Pe 2.9).
Punição eterna: A bênção do salvo é eterna, mas a maldição do réprobo também é eterna; começa no Estado Intermediário com o tormento do Hades, continua no fogo da Geena, depois de ressurreto. Sobre as penalidades eternas, ouçamos o Mestre dos mestres: “Se a tua mão te faz tropeçar, corta-a; pois é melhor entrares maneta na vida do que, tendo as duas mãos, ires para o inferno, para o fogo inextinguível [ onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga]. E se teu pé te faz tropeçar, corta-o; é melhor entrares na vida aleijado do que, tendo os dois pés, seres lançado no inferno [ onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga]. E, se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o; é melhor entrares no reino de Deus com um só dos teus olhos do que, tendo os dois, seres lançado no inferno, onde não lhes morre o verme nem o fogo se apaga” (Marcos 9.43-48). O fogo e a imundícia do Vale de Hinom são tomados por Cristo para ilustrar o castigo eterno dos ímpios. Mais duas sentenças de Cristo: “Então, o Rei dirá também aos que estiverem à esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos” (Mateus 25.41). “E irão estes para o castigo eterno, porém, os justos, para a vida eterna." (Mateus 25. 46; cf. Daniel 12.2; Mateus 5.22; 8.11-12; 18.8-9; Lucas 3.17; Hebreus 10.27; Judas 7; Apocalipse 19.20; 20.10,14-15; 21.8).
Nada, segura e indiscutivelmente, há no Novo Testamento sobre: dormência da alma, inexistência do inferno; extinção dos ímpios. Para nós, a Escritura é a única regra de fé; para os adventistas: a Bíblia, como documento de confirmação, e a Palavra canônica de Ellen White (terceiro testamento), como revelação fundamental, são “regras de fé”.
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(1)- White, Ellen, “O Conflito dos Séculos” 11ª Ed., C. P. Brasileira, SP, 1972, pág. 549).
(2)- Spicer, citado por J. K. Van Baalen em “O Caos das Seitas”, Imprensa Batista Regular, 2ª Ed, 1974, S.P., pág. 151.
(3)- Berkhof, Louis, Teologia Sistemática, Luz Para o Caminho, 4ª Ed., 1996, S.P, pág. 695.

Onezio Figueiredo

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A morte é um sono? (CACP)





Como se interpreta 1 Ts 4.13 que os mortos dormem. Significa isso que a morte é um sono?
Os adventistas do sétimo dia negam a sobrevivência da alma por ocasião da morte do corpo. Dizem: "A Morte é um Sono. Morte não é aniquilação completa; é apenas um estado temporário de inconsciência enquanto a pessoa aguarda a ressurreição. A Bíblia identifica repetidamente esse estado intermediário como um sono." (NISTO CREMOS, p. 457 – 1a edição – CPB).
Dizem mais: "Para o cristão a morte não é mais que um sono, um momento de silêncio e escuridão." (Subtilezas do Erro, 1ª edição, p. 272, Arnaldo Christianini, CPB)
O que dizem sobre Lucas 16.19-31 quando Jesus narra os acontecimentos com o Rico e o Pobre? essa passagem bíblica prova a consciência da alma depois da morte?
Na tentativa de salvaguardar sua doutrina da inconsciência da alma, os adventistas se valem de tudo. Vejamos o que disse o escritor Arnaldo Christianini (adventista) com relação a Lucas 16.19-31, onde Jesus falou da consciência da alma após a morte física tanto de Lázaro, no paraíso, em estado de consolo consciente; como do rico, em estado de tormento consciente no Hades: 
"Fosse real, não conteria enredo eivado de idéias pagãs…Eram idéias populares nos dias de Jesus, mas não eram conceitos bíblicos…. Jesus, como recurso didático, serviu-Se de idéias populares, embora errôneas, para chegar a conclusões corretas." (Subtilezas do Erro, p. 255, 1ª edição, CPB, Arnaldo Christianini).
Imaginem só: Jesus se utilizou se de enredo eivado de idéias pagãs, de idéias populares, embora errôneas, mas não eram conceitos bíblicos. Atribuir isso a Jesus, é o cúmulo da blasfêmia e só pode admitir tal conceito quem está transtornado por idéias preconcebidas sem apoio bíblico. Ajustam-se tais pessoas ao que disse o profeta Ezequiel quando o modo de pensar não está apoiado na Bíblia e aí se insurgem com ensinos estapafúrdios admitindo que, como recurso didático, Jesus usasse de enredo de idéias pagãs: "No entanto, dizeis: O caminho do Senhor não é direito. Ouvi, agora ó casa de Israel: Porventura não é o meu caminho direito? Não são os vossos caminhos tortuosos?" (Ezequiel 18.25). Senhores adventistas: o ensino do sono da alma apregoado por Ellen G. White não é direito e arvora contra a pura palavra de Deus.
O SENTIDO DA PALAVRA MORTE
Qual é realmente o significado da palavra morte? Significa aniquilamento ou inconsciência?
A palavra morte não tem o sentido de inconsciência. A palavra morte é a tradução da palavra grega thanatos e tem o sentido de separação. Embora discordem desse opinião, declaram com relação ao pecado de Adão e Eva quando no Éden desobedeceram a Deus tomando do fruto proibido. Afirmam os adventistas: 
“Mas depois de haverem transgredido a ordem divina, Adão e Eva descobriram que o salário do pecado é realmente a morte.” (NISTO CREMOS, p. 457, CPB). Morreram Adão e Eva no sentido em que os adventistas interpretam a palavra morte - ’um estado temporário de inconsciência enquanto a pessoa aguarda a ressurreição’? Ou eles mesmos reconhecem que não ocorreu a morte nesse sentido de inconsciência? Dizem: “Foi tão-somente a misericórdia de Deus que protegeu Adão e Eva da morte imediata.” (NISTO CREMOS, p. 457, CPB). Mas Deus não havia dito que, … “no dia em que dela comeres, certamente morrerás”? (Gênesis 2.17). Ocorreu realmente a morte física do casal? Não! Deus mentiu? Não! O que realmente ocorreu? Morreram sim naquele mesmo dia, pois foram postos fora da comunhão com Deus (Gênesis 3.8,9) e fora do Jardim do Éden (Gênesis 3.24) . Fisicamente, Adão veio morrer com 930 anos. (Gênesis 5.5). Logo, a palavra morte pode ser empregada como separação e esta separação de Deus ocorreu naquele mesmo dia. Esta morte é a que tem passado a toda humanidade. Mesmo o homem vivendo fisicamente, até o dia em que venha a morrer fisicamente. Vejamos o emprego da palavra morte no sentido de separação espiritual de Deus:
Como se interpretam as palavras de Jesus e a Bíblia nos textos abaixo? 

Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me. Deixa aos mortos, sepultar os seus mortos. (Mateus 8.22)

Porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.(Lucas 15.24)

E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados.(Efésios 2.1)

Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente

com Cristo (pela graça sois salvos) (Efésios 2.5)

A que se entrega aos prazeres, mesmo viva, está morta. (I Timóteo 5.6)

Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte. (I João 3.14)

Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto. (Apocalipse 3.1) 

O SENTIDO DA PALAVRA ALMA

Qual o sentido da palavra alma encontra várias vezes na Bíblia? 
O conceito dos adventistas acerca da natureza da alma é tão grave que se dão ao luxo de afirmar: “O que o homem possui é o ‘fôlego de vida’ ou ‘vida’(o que dá animação ao corpo) que lhe é retirado por Deus, quando expira. E o fôlego é reintegrado no ar, por Deus. Mas não é entidade consciente ou o homem real como querem os imortalistas. (Subtilezas do Erro, p. 249, 1ª edição, Arnaldo Christianini – CPB)
Entretanto, a palavra alma é a tradução da palavra hebraica nephesh e da palavra grega psyche e usada em vários sentidos na Bíblia. É como a palavra leite. Há pelo menos três sentidos em que se emprega a palavra leite na Bíblia:
a) A palavra leite em seu sentido literal como alimento liquido, branco: "Tomou também coalhada e leite…" (Gênesis 18.8)
b) A palavra leite em sentido de bênção material: "Se o Senhor se agradar de nós, então nos porá nesta terra e no-la dará, terra que mana leite e mel." (Nm 14.8).
c) A palavra leite em sentido de alimento espiritual: "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo." (I Pedro 2.2)
Do mesmo modo, a palavra alma é empregada com vários sentidos: um sentido literal e dois sentidos ou mais figurados:
• a palavra alma, empregada com o sentido literal de entidade consciente e inteligente e que sobrevive a morte do corpo:
• alma sobrevive à morte do corpo e se retira quando o corpo morre: "Ao sair-lhe a alma (porque morreu), deu-lhe o nome de Benoni…" (Gênesis 35.18);
• Ao ressuscitar o corpo, a alma retorna ao corpo: "Ó Senhor, meu Deus, rogo-te que a alma deste menino tornar a entrar nele. "O Senhor atendeu à voz de Elias: e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu." (I Reis 17:22).
A alma não pode morrer com o corpo: "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo." (Mateus 10.28);
Para onde vai à alma do cristão por ocasião da sua morte física? 

a) A alma do cristão vai estar com Cristo no céu: "Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram." (Apocalipse 6.9-11)
b) A palavra alma empregada com o sentido figurado de pessoa: "Todas as pessoas (almas) da casa de Jacó, que vieram para o Egito, foram setenta. (Gênesis 46.27); Todas as pessoas (almas), pois, que descenderam de Jacó foram setenta…" (Êxodo 1.5)
"Estávamos no navio duzentas e setenta e seis pessoas (almas) ao todo." (Atos 27.37). 
c) A palavra alma empregada com o sentido figurado de vida: "E certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas." (Gênesis 9.5); 
"Escapa-te por tua vida." (Gênesis 19.17) 

Entretanto, alma e vida são expressões distintas: "Para desviar a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada." (Jó 33.18).
"E a sua alma se vai chegando à cova, e a sua vida ao que traz morte." (Jó 33.22).

O SENTIDO DA PALAVRA DORMIR

Qual o sentido da palavra dormir? Dormir se aplica ao corpo ou a alma? 
A palavra dormir é a tradução da palavra grega koimaomai é usada em três sentidos:
• Para referir-se ao sono natural do corpo. "Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram." (Mateus 28.13).
"E, levantando-se da oração, veio para os seus discípulos, e achou-os dormindo de tristeza." (Lucas 22.45)
• Para referir-se à morte do corpo: "E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados" (Mateus 27.52). 
"Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono; Lázaro , está morto… Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal., porque é já de quatro dias." (João 11.11; 11.14; 11.39)
• A expressão “dormir no Senhor” é empregada apenas para os cristãos. "Não quero porém irmãos que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais que não têm esperança, porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele." (1 Tessaslonicenses 4.13, 14)
Sobre 1 Tessalonicenses 4.13-14: Esse é um texto meio difícil de se interpretar porque dá a impressão de que na morte o homem realmente dorme. Qual a sua opinião? 
A palavra chave para o entendimento de 1 Tessalonicenses 4.13,14 está na preposição grega sun (com) no v. 14. Declara que Deus os tornará a trazer com ele (sun auto), isto é, com Jesus na sua vinda, os que já provaram a morte física. Seus corpos são descritos como dormindo, uma linguagem de metáfora comum no Novo testamento para referir-se ao corpo, nunca ao espírito e alma (Mateus 27.52). A segunda vez que se usa sun (com) é no v. 17, referindo-se aos que sobrevivem até à vinda de Cristo e serão arrebatados juntamente com eles (sun autois). Isto é, com os mortos em Cristo (oi nekron en Christo) a encontrar o Senhor nos ares. Aqui, de novo, sun (com) não tem outro sentido senão juntamente com . A última vez que se usa a preposição sun é encontrada ainda no v. 17 e assim estaremos sempre com o Senhor (sun Kurio). É óbvio, pois que aqueles que partiram estão com Cristo (Filipenses 1.21-23) e retornarão com ele, … Na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo com todos os seus santos. (1 Tessalonicenses 3.13). Com isso, se dará a ressurreição de seus corpos imortalizados e incorruptíveis. Esses corpos, descritos como dormindo, serão instantaneamente metamorfoseados. Os primitivos cristãos se utilizaram da palavra koimaterion, usada como sinônimo de casa de repouso para estrangeiros para indicar o lugar de repouso dos que já tinham morrido (cemitério ou dormitório), onde os corpos jaziam.

A ESPERANÇA DOS ADVENTISTAS NO ESTADO INTERMEDIÁRIO

Para o adventista qual é a esperança no chamado estado intermediário entre a morte e a ressurreição do corpo? 
"Para o cristão a morte não é mais que um sono, um momento de silêncio e escuridão." (Subtilezas do Erro, 1ª edição, p. 272, CPB)
Repetimos o que afirmam: um momento de silêncio e escuridão. Dizemos nós, um momento que pode durar centenas ou milhares de anos. Diante disso, por acaso preciso crer:
• Que os redimidos no céu estão experimentando fartura de alegrias e delícias perpetuamente, enquanto dormem? "Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente". (Salmo 16.11)
• Que o homem rico, depois de sua morte, estava em tormentos, clamava, rogava (Lucas 16.23), dormindo? E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E que Lázaro era CONSOLADO enquanto dormia? Disse porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado… (v.25), enquanto dormiam?
• Que, logo que nos ausentamos do corpo estaremos presentes com o Senhor, deleitando-nos com uma maravilhosa comunhão com ele, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor, Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor… (II Coríntios 5.6,8), enquanto dormimos?
• Que a morte, para nós, os cristãos, será lucro e muito melhor do que qualquer coisa que tenhamos experimentado aqui na terra, Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é ganho… tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda melhor… (Filipenses 1.21-23), embora estejamos adormecidos?
• Que a congregação dos primogênitos inscritos no céu, a universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus… (Hebreus 12.23) é uma igreja de adormecidos?
• Que as almas, debaixo do altar, clamam com alta voz: "Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra…" (Apocalipse 6.10), embora estejam dormindo?

QUANDO RECEBEMOS VIDA ETERNA?

Quando recebemos a vida eterna? É possessão presente ou futura? 
Vida eterna - Dádiva de Deus para os homens não deve ser confundida com as palavras imortalidade ou incorruptibilidade. Vida eterna é uma possessão presente, enquanto imortalidade e incorruptibilidade são possessões futuras: "Na verdade na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." (João 5.24)
Por meio de Cristo somos tornados filhos de Deus: "A todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome." (João 1.12). "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus… I João 5.1); Somos justificados pela fé: "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo" (Romanos 5.1) e já não existe nenhuma condenação: "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus…" (Roamnos 8.1); temos salvação e gozamos de vida eterna: "E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de deus, para que saibais que tendes a vida eterna…" (I João 5.11-13)
O homem pode ter existência física e não possuir vida eterna. Vida eterna é uma condição de vida de comunhão com Deus que não sofre solução de continuidade quando ocorre a morte física. A vida eterna nos é concedida como resultado da aceitação de Cristo como Salvador único e pessoal.

IMORTALIDADE E INCORRUPTIBILIDADE

Quando o homem possuirá a imortalidade e a incorruptibilidade. Agora ou futuramente? 
Imortalidade é definida pelos adventistas da seguinte forma: "Imortalidade é o estado ou qualidade daquilo que não está sujeito à morte. Os tradutores das Escrituras usaram a palavra imortalidade para traduzir os termos gregos athanasia, ‘ausência de morte’, e aphtharsia, ‘incorruptibilidade’." (NISTO CREMOS, p. 454 CPB)
Essa imortalidade e incorruptibilidade, nós a receberemos na ocasião da vinda de Jesus, como se lê em I Coríntios 15.51-53: "Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que o é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória." 
Assim, hoje já desfrutamos de vida eterna. Vida eterna hoje e futuramente gozaremos de imortalidade e incorruptibilidade quando se der o arrebatamento da igreja em ocasião não conhecida.
Pastor Natanael Rinaldi


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

12 evidências bíblicas de vida após a morte (CACP)




Doze Evidências Bíblicas de Vida Consciente após a Morte do Corpo, do Tormento Eterno dos Ímpios, do Gozo dos Crentes e da Perpétua Existência dos Espíritos.

Por Nélio Macedo, apologista protestante.
Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância (Jo 10.10 b).
1) O ladrão condenado foi salvo e esteve com Deus no terceiro céu, o paraíso, no mesmo dia em que morreram ele e o Salvador. O texto também dá suporte a ideia de que a alma espiritual do homem tem consciência após a morte, lançando por terra a pregação daqueles que entendem que a alma é somente um componente que dá animação ao corpo como um programa de computador dá animação a um robô sem conferir-lhe personalidade, caráter, razão, consciência e individualidade:
"Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso." (Lucas 23.43) 
'Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe), foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar." (II Coríntios 12.2-4)
2) O apóstolo Paulo admite a certeza de que estará com Cristo no Céu após morrer:
"Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne." (Filipenses 1.21-24)
3) Cristo ensina a consciência ao admitir haver um juízo e um destino para as almas dos homens após a morte:
"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo." (Hebreus 9.27)
"Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles,
arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite." (Lucas 16.19-31)
4) O Mestre ensina que, mesmo que o crente esteja morto, sempre viverá, pois é Deus de vivos e não de mortos:
"Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto?" (João 11.25, 26)
"Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos." (Mateus 22:32)
5) O Apocalipse ensina a consciência dos seres humanos após a morte do corpo:
"E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram.  E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram." (Apocalipse 6.9-11)
6) Os salmistas ensinam que Deus guia o homem enquanto vivo e que o recebe na Glória após a sua morte:
"Como ovelhas são arrebanhados ao Seol; a morte os pastoreia; ao romper do dia os retos terão domínio sobre eles; e a sua formosura se consumirá no Seol, que lhes será por habitação. Mas Deus remirá a minha alma do poder do Seol, pois me receberá." (Salmo 49.14-15)
"Quando o meu espírito se amargurava, e sentia picadas no meu coração, estava embrutecido, e nada sabia; era como animal diante de ti. Todavia estou sempre contigo; tu me seguras a mão direita. Tu me guias com o teu conselho, e depois me receberás em glória." (Salmo 73.21-24) 
7) Paulo ensina que, enquanto nesse corpo, estamos ausentes do Senhor, mas que após a morte o crente estará na Sua presença:
"Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. Pois neste tabernáculo nós gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do céu, se é que, estando vestidos, não formos achados nus. Porque, na verdade, nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos oprimidos, porque não queremos ser despidos, mas sim revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu como penhor o Espírito. Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos presentes no corpo, estamos ausentes do Senhor (porque andamos por fé, e não por vista); temos bom ânimo, mas desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes com o Senhor. Pelo que também nos esforçamos para ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes. Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal." (II Coríntios 5.1-10)
8) Paulo admite que o crente, mesmo depois de estar no sono da morte, vive na santa presença do Senhor:
"Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele." (I Tessalonicenses 5.9, 10)
9) Paulo também atesta que a família de Deus, o Pai dos crentes, também está no Céu:
"Por esta razão dobro os meus joelhos perante o Pai, do qual toda família nos céus e na terra toma o nome, para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais robustecidos com poder pelo seu Espírito no homem interior." (Efésios 3.14-16) 
10) O autor de Hebreus admite que os patriarcas estão a desejar a ressurreição, o que nos faz pressupor estarem tais homens conscientes mesmo após a morte de seus corpos:
"Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado, de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de voltar. Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade." (Hebreus 11.13-16)
11) O Senhor Jesus mostra-nos o inferno como um lugar de punição ininterrupta para os descrentes e demais inimigos de Deus Pai:
"E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo." (Mateus 3.10) 
"Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará." (Mateus 3.12) 
"Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo." (Mateus 13.40) 
"E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes." (Mateus 13.50)
"Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão. Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, SENHOR, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois; Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas. E ele vos responderá: Digo-vos que não sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade. Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora." (Lucas 13.24-28) 
"E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga, onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. E, se o teu pé te escandalizar, corta-o; melhor é para ti entrares coxo na vida do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno, no fogo que nunca se apaga, onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. E, se o teu olho te escandalizar, lança-o fora; melhor é para ti entrares no reino de Deus com um só olho do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno, onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. Porque cada um será salgado com fogo, e cada sacrifício será salgado com sal." (Marcos 9.43-49) 
"E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre." (Apocalipse 20.10)
"E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno." (Judas 6,7)
12) Mesmo morto há séculos, Moisés aparece ao Salvador no monte:
"Assim morreu ali Moisés, servo do SENHOR, na terra de Moabe,conforme a palavra do SENHOR." (Deuteronômio 34.5)
"E seis dias depois Jesus tomou consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os levou sós, em particular, a um alto monte; e transfigurou-se diante deles; E as suas vestes tornaram-se resplandecentes, extremamente brancas como a neve, tais como nenhum lavadeiro sobre a terra os poderia branquear. E apareceu-lhes Elias, com Moisés, e falavam com Jesus. E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Mestre, é bom que estejamos aqui; e façamos três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias." (Marcos 9.2-5)
"Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda." (Judas 9)
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