quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Revelações Extrabíblicas




Como tem Deus revelado a Si mesmo?

A resposta cristã a essa pergunta é que Deus revelou-se a Si mesmo "por muitas vezes e de muitas maneiras”, nos dias da anti­guidade. Nestes últimos dias, entretanto, Deus se tem revelado a nós plena e finalmente, na pessoa de Jesus Cristo, conforme Ele é apresentado na Bíblia (Hebreus 1.1,2).

A Palavra de Deus, portanto, é a revelação final e completa de Deus, que não pode ser substituída por qualquer outra revelação. As seitas, porém, não têm este compromisso, porquanto acreditam na doutrina herética de supostas revelações extrabíblicas. Eles afirmam que Deus tem falado e registrado palavras, através de quais­quer meios, desde o tempo em que nos deu as Escrituras do Novo Testamento. Asseveram, pois, que Deus fala ou tem falado a parte da Bíblia.
A primeira e mais típica característica de uma seita é que reivindica como sua autoridade alguma revelação distinta das claras assertivas da Palavra de Deus. A maioria das seitas afirma respeitar os ensinamentos da Bíblia. Muitas dessas seitas chegam mesmo a atribuir inspiração divina às Sagradas Escrituras. Logo, porém, anun­ciam a sua real confiança em alguma revelação subseqüente, o que, na verdade cancela o ensino da Bíblia em favor de algo novo e supostamente mais autoritativo, que, segundo eles dizem, Deus revelou somente há pouco tempo. Portanto, estão dizendo que a Bí­blia é apenas uma parcela da revelação verbal de Deus, e que Ele tem falado, ou continua falando, de uma forma extrabíblica, à parte das Escnturas.
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Uma seita, em Los Angeles, publicou recentemente o seguinte:
"Para você, a Bíblia tornou-se o Livro; mas quero que você saiba que Deus tem inspirado a homens e mulheres com o poder de revelarem, em nossos próprios dias, verdades ainda maiores, novos desdobramentos que partem do coração da vida”.
"Acima de tudo, queremos que você tenha seus olhos abertos hoje em dia, para coisas ainda maiores que estão chegando, pois Deus está fazendo maravilhas entre os ho­mens. Regozije-se na nova revelação, que transborda de esperança. O novo revelará a você o antigo com frescor renovado. Não permita dúvidas. Lance-se nas profundezas de Deus e não tema. A eternidade já chegou".
Algumas vezes, essas revelações extrabíblicas vêm por inter­médio de algum “líder divinamente inspirado”. Muitas religiões têm atribuído autoridade divina à pessoa de algum indivíduo, que é infalível quando fala, cujas palavras têm a mesma autoridade, ou mesmo maior autoridade do que as Santas Escrituras. Algumas dessas religiões têm feito seus líderes iguais a Deus.
Em qualquer lugar do mundo, as seitas continuam em busca de uma revelação melhor do que a Palavra de Deus. William Bra­nham, em seu livro Word to the Bride (Uma Palavra à Noiva), escreveu: “Uma noite, quando eu estava buscando ao Senhor, o Espírito Santo disse-me que apanhasse a pena e escrevesse. Enquan­to eu estendia a mão para apanhar a pena, o Espírito Santo deu-me uma mensagem para a Igreja. Quero anunciá-la a vocês... Tem a ver com a Palavra e com a noiva”.
O Deus da Bíblia, sabendo que isso sucederia no futuro da Igreja, declarou mui claramente que a Sua Palavra, as Escrituras, é a revelação final e insuperável. O Espírito Santo orientou o apóstolo João a encerrar categoricamente a revelação verbal de Deus, quan­do disse: “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e se alguém tirar qual­quer cousa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa, e das cousas que se acham escritas neste livro” (Apocalipse 22.18,19).
Como é claro, pois, há nas Escrituras uma temível maldição imposta sobre todo aquele que resume apresentar alguma nova revelação verbal da parte de Deus.

Numa frenética tentativa de racionalização, alguns cultistas têm afirmado: “Bem, a nossa revelação não se alicerça sobre a palavra do homem, mas provém de uma origem superior”. A reivin­dicação dos mórmons, acerca da revelação recebida de um anjo, é uma boa ilustração disso.

Como se estivesse prevendo tudo isso, escreveu o apóstolo Paulo: “Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anáte­ma. Assim como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (Gála­tas 1.8,9).
É verdade que, nos tempos bíblicos, a Palavra de Deus era transmitida aos homens por meio de anjos (Hebreus 2:2). No entan­to a Bíblia instrui-nos que a revelação de Jesus Cristo ultrapassou a tudo isso. “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as cousas, pelo qual também fez o universo” (Hebreus 1.1,2).

Cristo é superior aos anjos, e a todos os anjos de Deus foi determinado que O adorassem. As palavras finais das Escrituras, “a revelação de Jesus Cristo” (Apocalipse 1.1), jamais poderão ser suplantadas pelos ministérios dos anjos. Por essa precisa razão foi que Jesus Cristo advertiu os Seus discípulos: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos...” (João 8.31). Os homens desta nossa época também foram devidamente avisados a darem ouvidos às palavras do Pai: “Este é o meu Filho amado... a ele ouvi” (Mateus 17.5).
É doutrina fundamental do cristianismo que a verdade final, a palavra definitiva, reside em Jesus Cristo. De fato, a Escritura, em si mesma, é ainda mais contundente, pois diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1.1).

A verdade final, por conseguinte, é a Pessoa, a Palavra e a obra de Jesus Cristo. Nenhuma revelação subseqüente, quanto ao caráter da verdade, pode tomar o lugar a revelação de Jesus Cristo. É simplesmente impossível haver uma maior revelação do que Cris­to neste ou em qualquer outro possível universo feito por Deus.
Um dos freqüentes artifícios das seitas é validar os seus próprios escritos, colocando-os como iguais às Sagradas Escrituras, para, em seguida, conferir-lhes autoridade maior do que a da Bíblia.
“As escrituras reveladas predizem as genuínas encar­nações de Deus muito tempo antes de acontecerem na terra. Por exemplo, o Antigo Testamento predizia o aparecimento do Senhor Jesus Cristo, e o Srimad-Bhagavatam predisse o aparecimento do Senhor Buda, do Senhor Caitanya Maha­prabhu e mesmo do Senhor Kalki, que não aparecerá antes de quatrocentos mil anos. Sem alusões a alguma predição escriturística comprovada, nenhuma encarnação do Senhor pode ser verídica. De fato, as escrituras advertem que nesta era haverá muitas falsas encarnações. O Senhor Jesus Cristo avisou aos Seus seguidores que, no futuro, muitos imposto­res haveriam de asseverar ser Ele mesmo. Por semelhante modo, o Srimad-Bhagavatam também adverte acerca de falsas encarnações, descrevendo-os como vagalumes que tentam imitar a lua. Os impostores modernos geralmente afirmam que as suas idéias representam os mesmos ensinos ministrados por Cristo ou por Krishna; mas, qualquer pes­soa realmente familiarizada com os ensinos de Cristo ou de Krishna facilmente pode ver que isso é um absurdo” (Back to Godhead, (De Volta ao Supremo), nº 61, 1974, pág. 24).
É dessa maneira que a seita Hare Krishna, os modernos seguidores de Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, procura obter posição de autoridade nas mentes dos tolos. Eles põem os seus escritos misteriosos e enigmáticos ao lado da Palavra de Deus.
Portanto, cabe aqui uma palavra de advertência. O crente acredita que a Bíblia é a única e final revelação verbal de Deus. Crendo nisso, ele precisa dedicar-se ao estudo da Palavra de Deus de maneira mais intensa do que nunca.
Os sutis ataques que estão sendo desfechados contra a Escri­tura, nestes dias, precisam ser respondidos por crentes bem prepara­dos, em todos os níveis da sociedade. Não basta dedicarmos à Bíblia uma tranqüila veneração, contemplando-a com profunda admiração, como a pedra de toque da fé cristã. A Bíblia é “a espada do Espíri­to” e torna-se um instrumento eficaz contra os assaltos satânicos, quando tecemos os ensinos das Santas Escrituras nas próprias fibras de nossos seres.
Está sendo incoerente e, talvez, até hipócrita, o indivíduo que professa ter uma visão superior das Escrituras, mas negligencia dissipar a sua própria ignorância da verdade de Deus, mediante um programa sério de estudos bíblicos. A grande e primeira razão do avanço das seitas no mundo atual é a ignorância das sagradas Es­crituras por parte dos crentes. A segunda grande razão é a má vontade por parte do povo de Deus em transmitir a verdade divina, mediante o seu testemunho em favor de Cristo, a pessoas que ainda necessitam receber a salvação que há em Cristo.
Segue-se disso que a grande necessidade da comunidade cristã de nossos dias é o retorno ao estudo cuidadoso da Palavra de Deus. A fé de que a Bíblia é a verdade última resulta exatamente desse programa de estudos bíblicos. O estudo das Escrituras produz, na vida do crente, o cumprimento daquela promessa que diz: “E assim, a fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo” (Roma­nos 10.17).

Para a mente honesta, a verdade apresenta suas próprias cre­denciais. Ninguém que se dê ao estudo atento da doutrina bíblica e à memorização das Escrituras, duvidará da autoridade final da Escritura. Só se poderá oferecer resistência aos temíveis assaltos contra a Igreja, por parte de seitas poderosas e cheias de animação, quando os crentes se tornarem poderosos no Senhor, mediante o conhecimento sólido da Sua Palavra.
O salmista escondia a Palavra de Deus no seu coração, a fim de que pudesse resistir às alternativas pecaminosas da vida (Salmos 119.11). Isso significa que ele memorizava porções das Escrituras, assim deveríamos fazer.
A vida do crente ficará firmemente ancorada, capaz de resis­tir a toda oposição, quando estiver firmada em um operoso conhecimento da Sagrada Escritura.

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Fonte: Conheça as Marcas das Seitas, Dave Breese, Ed. Fiel, 2001, pág. 18-22.


Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org/seitas-heresias/revelacoes-extrabiblicas-dave-breese.html#ixzz1CB0WnNUS

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Soteriologia Crucificada das Seitas





Na teologia sistemática, a Cristologia estuda a Pessoa e as naturezas de Jesus Cristo: Perfeitamente Deus e perfeitamente homem. A Soteriologia estuda a salvação em Jesus Cristo. Conhecer bem essas porções da teologia proporciona ao cristão oportunidades para defender a sua fé conforme as Escrituras Sagradas. (1 Pedro 3:15) Desconhecê-las compromete a apologia cristã e o evangelismo eficiente. Mas discordar delas resulta em heresias contra a Pessoa de Cristo comconsequências eternas para seus propagadores, a menos que se arrependam e passem a crer no verdadeiro Jesus Cristo. - Tito 1:9.
Cristo e a Salvação Segundo as Escrituras
“Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hebreus 2:3) Estas palavras de exortação do escritor aos Hebreus apelavam para a impossibilidade da salvação sem Cristo Jesus. Conforme o contexto, o escritor inspirado preocupou-se em dar as devidas atribuições à Pessoa de Jesus: Filho (1:2), Criador (1:2), o resplendor da glória de Deus (1:3a), a representação exatado Ser de Deus (1:3b), o sustentador de todas as coisas pelo seu poder (1:3c), Deus adorado pelos anjos (1:6), o Autor da salvação (2:10). Infelizmente, muitos daqueles hebreus que haviam sido ‘iluminados, provado o dom celestial, tornado-se participantes do Espírito Santo, provado a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro’ (6:4-6), corriam sério risco deapostatar por não terem se apegado às verdades ouvidas sobre a Pessoa de Cristo. (2:1) Diante de evidências e confirmaçõessobre a “tão grande salvação”, anunciada pelo próprio Jesus, por ‘sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo’, ainda assim poderiam desviar-se para ensinos contrários à doutrina cristã sobre o próprio Jesus. Esta exortação (13:22) pela providência divina tem alertado cristãos desde sua escrita até os dias atuais contra o perigo daapostasia. Negar Jesus como a Carta aos Hebreus e a Bíblia o revela significa morte eterna.Negligenciar tão grande salvação em Cristo Jesus significa também discordar da suficiência do sacrifício expiatório de Jesus. A Bíblia indica esta suficiência por falar de um sacrifício definitivo, um pagamento integral. Por isso, lê-se em Hebreus 9:25-28 que Cristo não precisou “oferecer a si mesmo muitas vezes”, mas o fez “de uma vez por todas” e “tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos”. O cristão, assim, tem a certeza plena desua salvação (Romanos 8:38, 39). Tudo o que ele faz simboliza seu agradecimento por tão grande salvação e não uma busca árdua por ela através de obras.
Um outro Salvador, um outro Jesus.
O fato de o escritor da Carta aos Hebreus relembrar sobre a real identidade de Jesus Cristo e alertar de que não poderia haver escape da punição se seus leitores negligenciassem tão grande salvação indicava a possibilidade daquela audiência crer num outro Jesus Cristo. Naqueles idos, muitas heresias já começavam a se aflorar, todas elas apontando para um outro Jesus e, conforme o apóstolo Paulo, muitos cristãos as toleravam. (2 Coríntios 11:4) No final do Século I, João em duas de suas epístolas alertou sobre já haver muitos anticristos (1 João 2:18; 2 João 1:7). Não se tratava de ateus, mas a expressão “não confessavam Jesus Cristo vindo em carne” implica num conceito distorcido, errôneo e destrutivo sobre o verdadeiro Jesus. Seria este um problema apenas daquela época? Paulo alertou: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, algunsapostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos dedemônios.” (1 Timóteo 4:1) De fato, Heresias têm surgido contra a Sua Pessoa econtra o seu papel de Salvador.

A Cristologia das Seitas
Os ensinos das Testemunhas de Jeová negam a tão grande salvação por ferir as doutrinas cristológicas. Conforme os escritos do Corpo Governante, sua liderança mundial, encaram Jesus como a primeira criatura de Jeová. Argumentam: Por exemplo, veja o que João escreveu no capítulo 1, versículo 18: “Nenhum homem jamais viu a Deus [o Todo-Poderoso].” No entanto, humanos viram Jesus, o Filho, pois João diz: “O Verbo [Jesus] se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória.” (João 1:14, Al) Como, então, o Filho poderia ser parte do Deus Todo-Poderoso? João disse também que o Verbo estava “com Deus”. Mas como pode uma pessoa estar com alguém e, ao mesmo tempo, ser essa pessoa? Além do mais, conforme registrado em João 17:3, Jesus faz uma clara distinção entre ele e seu Pai celestial. Ele chama seu Pai de “único Deus verdadeiro”. E, quase no fim de seu Evangelho, João resume o assunto dizendo: “Estes foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus.” (João 20:31) Note que Jesus não é chamado de Deus, mas sim de Filho de Deus. Essas informações adicionais, fornecidas no Evangelho de João, mostram como João 1:1 deve ser entendido. Jesus, a Palavra, é “deus” no sentido de que ele tem uma alta posição, mas não é o mesmo que o Deus Todo-Poderoso.” – O Que a Bíblia Realmente Ensina?, página 203.
Em primeiro lugar, ninguém jamais viu a Deus Pai, Filho e Espírito Santo porque, segundo a Bíblia, “Deus é espírito”. (João 4:24) Em segundo lugar, Jesus foi visto como Deus Unigênito (João 1:18), manifestado em carne. (João 1:14) Então, Jesus na terra não deixou de ser Deus, mas assumiu a forma humana para cumprir sua obra expiatória. (Filipenses 2:4-8) Em terceiro lugar, Jesus não constitui uma parte de Deus, mas sim o próprio Deus na Pessoa do Filho. Segundo a Bíblia, o Pai é Deus (1 Coríntios 8:5), o Filho é Deus (João 20:28), o Espírito Santo é Deus, portanto três Pessoas distintas, mas Deus é um só. (Deuteronômio 6:4; João 17:3) Em quarto lugar, Jesus, como homem, poderia perfeitamente referir-se ao Pai como único Deus verdadeiro, pois cada Pessoa Divina é plenamente o Deus verdadeiro. Em quinto lugar, Jesus, plenamente Deus, estava no princípio com o Pai (plenamente Deus) e o Espírito Santo (plenamente Deus). Em sexto lugar, a Bíblia referir-se a Jesus como Filho de Deus ensina que assim como um filho humano tem a mesma natureza de seu Pai, da mesma forma Jesus é tão Deus quanto seu Pai. Isso explica o fato de os judeus considerarem blasfêmia Jesus se fazer igual a Deus por declarar-se Filho de Deus. (João 19:7) E em sétimo lugar, a palavra “Deus” aplicada a Jesus não apenas indica sua alta posição, mas também sua plenitude da divindade. - Colossenses 2:13.
O “Jesus” da Igreja Adventista do Sétimo Dia nada tem a ver com o Jesus das Escrituras. Embora afirmem crer que na Divindade de Jesus, ensinem sua onipotência, onipresença e onisciência, desfazem-se dessas assertivas por apregoarem um “Jesus” que desde 22 de outubro de 1844 iniciou um juízo investigativo. Segundo essa doutrina, Jesus e o Pai iniciaram uma inspeção para averiguar nos livros celestiais, como se a visão de Daniel 7:9, 10 indicasse realmente haver livros no céu, aqueles que realmente foram e têm sido crentes de verdade. (Nisto Cremos, páginas 385 a 403, 8ª. Edição. CPA) Afirmar que Jesus e o Pai precisam analisar livros para justificarem a salvação de uns e de outros representa uma assombrosa heresia contra a onisciência de Deus. Ele “conhece todas as coisas”. (1 João 3:20) E como o verdadeiro Jesus Cristo, onisciente, precisaria investigar algo?
Além disso, A Igreja Adventista do Sétimo Dia apregoa Jesus como o Arcanjo Miguel. Ellen Gould White, a “profetiza”, afirmou: “Ainda mais: Cristo é chamado o Verbo de Deus. João 1:1-3. É assim chamado porque Deus deu Suas revelações ao homem em todos os tempos por meio de Cristo. Foi o Seu Espírito que inspirou os profetas. I Ped. 1:10 e 11. Ele lhes foi revelado como o Anjo de Jeová, o Capitão do exército do Senhor, o Arcanjo Miguel. Foi Cristo que falou a Seu povo por intermédio dos profetas". (Os Patriarcas, página 366) Onde a Bíblia ensina Jesus como o arcanjo Miguel? Se Jesus fosse o arcanjo Miguel, a expressão referente a ele em Daniel 10:13 não teria o menor cabimento: “Miguel, um dos primeiros príncipes”. As palavras “um dos” indicam que há outros príncipes semelhantes a Miguel, mas o mesmo não pode se aplicar a Jesus. Se Jesus expulsou uma legião de demônios (Lucas 8:30-33), se em sua natureza humana, após ser tentado por Satanás, disse ao tentador “Retira-te Satanás”, após o que este lhe obedeceu, como explicar que Miguel, se fosse Jesus, o Todo-Poderoso, na Pessoa do Filho, precisaria lutar com um anjo decaído sobre o corpo de Moisés? (Judas 9) Como o Deus-Filho, ainda em companhia de seus anjos, precisou batalhar contra o Dragão (Satanás) e seus anjos para expulsá-los do céu? (Apocalipse 12:7-12) Por fim, Jesus criou todos os anjos, incluindo Miguel, portanto não é Miguel. - Colossenses 1:16.
No rol de movimentos que rebaixam a Pessoa de Cristo encontra-se a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (SUD), ou Mormonismo. O Livro de Mórmon, em seu apêndice de assuntos, explana sobre a “trindade” deles: “Na Trindade há três pessoas distintas: Deus, o Pai Eterno; seu Filho, Jesus Cristo e o Espírito Santo. Cremos em cada um deles. As revelações modernas nos ensinam que o Pai e o Filho têm corpos tangíveis, de carne e ossos, e que o Espírito Santo é um personagem de espírito, sem carne nem ossos.” (O Livro de Mórmon, 1995, Guia Para Estudos das Escrituras, Apêndice, página 211, verbete Trindade.) Nada mais herético do que negar que “Deus é espírito” (João 4:24). - Veja também Gálatas 4:6, 2 Coríntios 3:17.
O “Jesus” do Espiritismo Kardecista também rebaixa ao extremo a Pessoa de Cristo. Além de usarem os mesmos argumentos das Testemunhas de Jeová contra a Divindade de Cristo, argumentos estes já refutados acima, afirmam: “Se Jesus é Deus, possui a glória por si mesmo e não a espera de ninguém; se Deus e Jesus são um único ser sob dois nomes diferentes, entre eles não poderia existir supremacia, nem subordinação. Ora, não havendo paridade absoluta de posições, segue-se que são dois seres distintos.” (Allan Kardec, Obras Póstumas, página 166, 38a. Edição, Editora, Editora FEB) Todavia, os espíritas, por discordarem da Bíblia como um livro inerrante, aboliram de suas leituras as passagens que não são palavras do próprio Jesus. Então, deixam de entender as duas naturezas de Jesus Cristo, ensinadas por Paulo em suas cartas. (Tito 2:13; Romanos 9:5; Filipenses 2:4-8) Então, questionam como Jesus poderia ser Deus se pediu a Deus glória, conforme João 17:1-5. Mas o mesmo Jesus afirmou: “Antes de Abraão existir, EU SOU.” (João 8:58) A reação instantânea mencionada no versículo seguinte de pretenderem apedrejar Jesus por ter blasfemado indicava que Jesus identificou-se como Deus, por atribuir a si mesmo o “EU SOU” de Êxodo 3:14, nome pelo qual o Senhor Yahweh se identificou a Moisés. Sobre a questão da subordinação, os espíritas kardecistas precisam ser ensinados que Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – é Supremo e Uno, mas subsiste em três Pessoas distintas. De modo que entre elas há subordinação, mas isso não implica em inferioridade no conceito de Deus. Por exemplo, Jesus ensina que marido e esposa constituem uma só carne. (Mateus 19:4, 5) Paulo ensina que o cabeça de Cristo é Deus e o cabeça da mulher é o homem. (1 Coríntios 11:3) Os espíritas kardecistas usam a primeira parte do texto, arrazoando: Como Jesus pode ser Deus e inferior a Deus? Mas Paulo não tinha isso em mente, pois ele cria como Jesus: Marido e mulher são uma só carne (Efésios 5:31) e, por isso, assim como a esposa, por ter o marido como cabeça, não se torna inferior a ele, pois ambos têm a mesma natureza humana, assim também o fato de Jesus ter a Deus (Pai) como cabeça e ser-lhe submisso (1 Coríntios 15:24-28) não implica em inferioridade em relação a Ele.
Até aqui observamos vários ensinos heréticos, contrários à sã doutrina, em relação à Cristologia ensinada nas Escrituras. Negar Jesus como Deus, considerá-lo como um arcanjo ou um personagem de carne e ossos no céu abre brechas para outras heresias que se chocam contra a doutrina referente à salvação em Cristo Jesus, pela graça por meio da fé. - Fernando Galli, 10 de junho de 2010.

A SOTERIOLOGIA CRUCIFICADA DAS SEITAS
O sacrifício expiatório de Jesus Cristo foi completo, perfeito. Na cruz, Ele mesmo disse: “Está consumado!” (João 19:30) Não há, então, uma outra etapa no ministério salvífico de Cristo. Por isso, os apóstolos ensinaram que a salvação em Cristo Jesus dependia de um só ato: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo”. (Atos 16:30, 31) A salvação vem pela graça por meio da fé, não pelas obras. (Efésios 2:8, 9) A verdadeira fé, demonstrada numa única vida (Hebreus 9:27), traz consigo boas obras, as quais não salvam, mas revelam uma fé viva ou morta. (Tiago 2:26) Mas fé em quem? No Salvador, Jesus, o “único nome dado pelo qual importa que sejamos salvos”. (Atos 4:12) Não há outro meio de alguém ser salvo sem a fé no único mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem. (1 Timóteo 2:5) Através dessa fé, o salvo recebe poder de se tornar filho espiritual de Deus. (João 1:12; Gálatas 3:26) Como consequência, tem a certeza da salvação. (Romanos 8:38, 39) Opostamente a esses ensinos bíblicos, observam-se mais heresias dos grupos mencionados acima, desta vez contra a sã doutrina soteriológica, tornando a obra expiatória de Cristo insuficiente ou nula
Segundo o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, todos os seus adeptos não têm a menor certeza de sua salvação. Uma de suas publicações afirma: “Mas há um segredo fascinante e intrigante que Jeová revelou na sua Palavra. É chamado de ‘o segredo sagrado da vontade de Deus’. (Efésios 1:9) Se o conhecermos, além de satisfazer a curiosidade, nos candidataremos a obter a salvação.” (Achegue-se a Jeová, página 189. 2002.) Todavia, Paulo diz: “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.” (Romanos 5:10) Qual o resultado de as Testemunhas de Jeová se considerarem candidatas à salvação? Afirmam: “Sim, trabalhamos arduamente com o fim de obter a nossa própria salvação e de ajudar outros a também serem fiéis.” (Nosso Ministério do Reino de Dezembro de 1984, página 1.) Se não têm certeza de sua salvação, como ousam ajudar outros a também não ter?

A soteriologia da Igreja Adventista do Sétimo Dia considera a obra de Jesus na cruz incompleta, embora não admita isso. Conforme já mencionado, creem que desde 22 de outubro de 1844 Jesus iniciou a segunda parte de seu ministério de salvação, o juízo investigativo. Para isso, nessa data, Ele teria entrado no Santíssimo do Santuário Celestial, para limpar de vez os pecados de seu povo. Então, se na cruz ele perdoou, no juízo investigativo ele está purificando o Santíssimo dos pecados. Mas a Bíblia ensina que desde Sua ascensão, Jesus entrou por nós além do véu (no Santíssimo) como precursor, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. (Hebreus 6:19, 20) Os Adventistas do Sétimo Dia também consideram a expiação de Cristo incompleta quando Ellen Gould White afirma:

"Verificou-se também que, ao passo que a oferta pelo pecado apontava para Cristo como um sacrifício, e o sumo sacerdote representava a Cristo como mediador, o bode emissário tipificava Satanás, autor do pecado, sobre quem os pecados dos verdadeiros penitentes serão finalmente colocados. Quando o sumo sacerdote, por virtude do sangue da oferta pela transgressão, removia do santuário os pecados, colocava-os sobre o bode emissário. Quando Cristo, pelo mérito de seu próprio sangue, remover do santuário celestial os pecados de seu povo, ao encerrar-se o seu ministério, Ele os colocará sobre Satanás, que, na execução do juízo, deverá arrostar a pena final." (O Grande Conflito, página 421, 24ª edição, 1980) Assim, enquanto o verdadeiro Jesus disse na cruz “está consumado”, o outro Jesus da IASD ainda não consumou sua obra, mas terá uma ajuda final de Satanás.

Por ter um conceito errôneo sobre o Salvador, a IASD ensina heresias sobre a salvação. Apesar de afirmarem que a salvação ocorre pela graça por meio da fé, seus outros ensinos anulam tal afirmação. Por exemplo, os adventistas afirmam que guardam o sábado porque são salvos, mas sua profetiza Ellen Gould White ensina o contrário: “Santificar o Sábado ao Senhor importa em salvação eterna”. (Testemunhos Seletos, vol. III pág.22, EGW ed.1956). Embora admitam Jesus ser o único caminho para o Pai, apregoam: “Temos uma obra a fazer por ministros de outras igrejas. Deus quer que eles se salvem. Nossos ministros devem buscar se aproximar dos ministros de outras denominações” (Testemunhos Seletos, página 386) e que “Não podemos entrar agora em nenhuma nova organização, pois isso significaria apostasia da verdade” (Mensagens Escolhidas, Vol. 2, página 30; Revista Adventista, Dezembro de 2003, página 11, 3a. coluna). Portanto, a salvação não é em Cristo Jesus apenas, mas o cristão precisa de obras (guardar o sábado) e não apostatar da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Quanto ao Mormonismo, ele define o Jesus salvador deles da seguinte forma: “Quanto ao Diabo e seus espíritos-amigos, eles são irmãos do homem e também de Jesus e dos filhos e filhas de Deus, no mesmo sentido que nós somos.” (John Henry Evans, An American Prophet, Nova York, NY: Macmilan, 1933, página 241) Para quem crê num salvador irmão do Diabo, torna-se fácil ser vítima de outras heresias sobre a salvação. Para os mórmons, ela somente ocorre nas fileiras do movimento: “Os mórmons têm o único cristianismo puro e perfeito agora na terra.” (Bruce McConkie, Doctrinal New Testament Commentary, vol. 2, 1976, página 113) Para a Bíblia, a salvação ocorre individualmente, quando a pessoa aceita a Cristo como seu único e suficiente Salvador. (João 3:16) E ensinam declaradamente a salvação pelas obras: “A salvação individual é “aquela que é merecida pelo homem através dos seus próprios atos na vida, e pela obediência às leis e mandamentos do evangelho.” (Joseph Fielding Smith, Doctrines of Salvation, 1975, 1.134)

Por fim, o Espiritismo Kardecista não crê em Jesus como o Salvador na acepção que a Bíblia lhe atribui. Para essa crença, Jesus salva quando ensina o homem a se livrar de todo o mal através do amor. Mas quanto à morte expiatória de Cristo, descarta-se; pois a “salvação” se dá por méritos próprios, através de muitas reencarnações. Allan Kardec ensinou: “Pelo espiritismo, [...] o homem sabe que a alma progride, sem cessar, através de uma série de existências, até que pode aproximá-la de Deus.” (Allan Kardec, A Gênese, página 26, 14a. Edição Revisada e Corrigida, Editora Ide) Afirmou também quanto à reencarnação: “Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? Deus a impôs a eles com o objetivo de os fazer chegar à perfeição: para alguns é uma expiação, para outros é uma missão.” (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, página 94, Questão 132, 3a. Edição, Editora Boa Nova) Mas segundo a Bíblia, morremos uma única vez. (Hebreus 9:27) O sacrifício expiatório de Cristo foi capaz de purificar os salvos de seus pecados. - 1 João 1:7.

Conclusão

Apesar de tamanhas heresias contra a Pessoa de Cristo e sua tão grande salvação, o Cristianismo continua no caminho certo, com as doutrinas corretas. Todavia, como muitos adeptos dos movimentos acima abordados são oriundos de igrejas cristãs, vale a pena questionar: Será que estes que nos abandonaram, os quais conforme João saíram do nosso meio porque não eram dos nossos (1 João 2:19), realmente conheciam e criam na são doutrina sobre a Pessoa de Cristo e sua tão grande salvação? Até que ponto, em suas práticas religiosas, não se deixaram levar por conceitos que reduziam os méritos sacrificiais de Jesus, como compartilhar seus méritos da salvação com obras do tipo promessas, rituais e campanhas, ou com objetos como sal grosso, toalhinha que cura, água do rio Jordão, ou ainda com meros homens, como se eles pudessem também salvar? Conhecer a sã doutrina e defendê-la é o mínimo que se pode fazer para agradecer tão grande salvação. - Fernando Galli, 10 de junho de 2010.









Fernando Galli é fundador do site IASC - Instituto Apologético Cristo Salva (http://iacs33.blogspot.com/)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Qual é a Fonte Religiosa dos Adventistas? (CACP)






Um problema sério a considerar, antes de entrar no mérito da questão, é indagar onde está a fonte de autoridade de um adventista. É muito bonito ler de alguém que argumenta sobre a autoridade da Bíblia com certa empáfia, soberba como se realmente a sua fonte de autoridade religiosa estivesse apoiada na Bíblia o que, entretanto, não corresponde à realidade dos fatos. E afirmo que isso não é declaração caluniosa, falsa, pecaminosa. Passemos então a considerar os fatos:


TRÊS TEORIAS SOBRE FONTE DE AUTORIDADE RELIGIOSA

Existem três teorias sobre fonte de autoridade religiosa: a primeira é que o princípio de autoridade está na organização ou na Igreja (catolicismo); a segunda admite que a fonte de autoridade está no homem (racionalismo ou misticismo); a terceira é que Deus falou através de seu Filho Jesus Cristo, cujo registro infalível está na Bíblia (Hb 1.1-2). (O Caos das Seitas, p. 288, 1ª edição, 1970).
Em qual situação se coloca o adventismo? O adventismo vale-se da Bíblia, mas a atribuem aos escritos de Ellen Gould White o mesmo grau de inspiração dos escritores bíblicos. E isso é uma marca das seitas.

Acerca da Bíblia lemos, “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21).

Define-se como seita uma organização religiosa cujos ensinos repousam sobre a autoridade de um líder espiritual cujos escritos são vistos como sendo de valor igual ou superior a Bíblia e cujos ensinos estão em oposição às doutrinas bíblicas do cristianismo histórico. O problema central dessa definição de seita é que o líder “possui autoridade igual ou superior à Bíblia”. O líder ou a líder é visto como “profeta” ou “profetiza”. Desde que esse profeta ou profetiza é visto como canal de comunicação de Deus com os homens, os seus ensinos são tidos de autoridade inquestionável – são dogmas. A questão fundamental, quando tratamos com os sectários, é descobrir quem é o porta-voz deles. Enquanto os filhos de Deus têm a Bíblia como seu padrão exclusivo de fé e conduta, por meio da qual se decidem todas as questões religiosas, o sectário olha para os escritos do seu profeta ou profetiza.

O ADVENTISMO É UMA SEITA

À luz da definição da palavra seita, fica abundantemente claro que o adventismo do sétimo dia é uma seita e não uma igreja cristã ou uma denominação evangélica. A autoridade religiosa do adventismo do sétimo dia repousa sobre os escritos de Ellen Gould White, tida como a “mensageira do Senhor”. Ela é base da autoridade religiosa dos adventistas. “Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de seus servos e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos TESTEMUNHOS DO SEU ESPÍRITO. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao seu povo a respeito de sua vontade e da conduta que este deve ter” (Testemunhos Seletos. vol. II. pág. 276, 2ª edição, 1956). O maiúsculo é nosso.
Assim – pode-se afirmar que a fonte de autoridade adventista repousa sobre três palavras: ELLEN GOULD WHITE.

JOSEPH SMITH E ELLEN GOULD WHITE

Fazendo um paralelo entre Ellen Gould White e Joseph Smith, em reclamar sua condição de profeta, afirma ele, textualmente, “Se qualquer pessoa me perguntar se eu sou um profeta, não o negarei, já que estaria mentindo se o fizesse; pois, segundo João, o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. Portanto, se declaro ser testemunha ou mestre, e não tenho o espírito de profecia, que é o testemunho de Jesus, sou uma falsa testemunha; porém, se sou um mestre ou testemunha verdadeira, devo ter o espírito de profecia, e isso é o que constitui um profeta” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith , pág. 263). O grifo é nosso.

Joseph Smith, para se colocar como profeta, alega ter tido várias visões. A primeira delas, a mais importante, foi sobre a apostasia geral do cristianismo, quando Jesus lhe advertiu para “não se juntar a nenhuma igreja, pois todas estavam erradas e seus credos eram uma abominação a vista de Deus”. Foi avisado por Jesus para abrir uma nova igreja a que deu o título pomposo de Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (A Pérola de Grande Valor, pág. 56-57; 3 Néfi 27.8).
Os adventistas reivindicam para a sua profetiza autoridade religiosa igual à reivindicada por Joseph Smith Jr. dentro do mormonismo.

PARALELO ENTRE MARIA E EGW

Dentro do catolicismo existe um estudo teológico sobre Maria denominado Mariologia. Nos seminários adventistas existe uma matéria de estudo específico sobre ela. A apostila se denomina “Orientação Profética no Movimento Adventista”. A autoridade religiosa dela em livros, revistas da Escola Sabatina é tão grande que nem mesmo os escritores bíblicos alcançaram tamanha autoridade religiosa. Os comentários da revista da Escola Sabatina são feitos com transcrições dos livros dela. Da mesma forma como os católicos aceitam o dogma da autoridade Papal. Para alguém se tornar membro da Igreja Adventista é mister aceitar a infalibilidade de sua fundadora Ellen G. White. E não se diga que a comparação é absurda. Não pode alguém batizar-se na Igreja Adventista do Sétimo Dia senão aceitar que Ellen G. White tem inspiração divina igual a dos escritores bíblicos (Revista Adventista. Fev 84, pág. 37).

CANDIDATOS AO BATISMO

Na ficha de “Informações Sobre os Candidatos ao Batismo”, além dos dados pessoais do batizando, a pergunta de nº 18 registra:
“Crê no Espírito de Profecia? ____ Quantos livros já leu? ____ “.
Outra declaração comprometedora sobre sua infalibilidade:
“Por que Alguns Deixam de Ser Beneficiados pelo Espírito de Profecia”:
1. ...
2. ...
3. ...
4. O deixar de apreender a verdadeira natureza de seus escritos quanto à inspiração e a infalibilidade”. (Orientação Profética No Movimento Adventista, pág. 157)

Sem qualquer constrangimento afirmam:
“Ao passo que, apesar de nós desprezarmos o pensamento dos pioneiros, nós aceitamos como regra de fé a Revelação – Velho Testamento; Novo Testamento e Espírito de Profecia” (A Sacudidura e os 144.000, pág. 117).

AUTORIDADE DE PROFETISA

Disse ela: “Minha missão abrange a obra de um profeta, mas não termina aí” (Orientação Profética no Movimento Adventista, pág. 106).
“Os livros do ‘Espírito de Profecia’ e também os ‘Testemunhos’, devem ser introduzidos em toda família observadora do sábado; e os irmãos devem conhecer-lhes o valor e ser impelidos a lê-los” (Testemunhos Seletos. vol. II, pág. 291). O grifo é nosso.
“Não são só os que abertamente rejeitam os Testemunhos ou que alimentam dúvidas a seu respeito, que se encontram em terreno perigoso. Desconsiderar a luz equivale a rejeitá-la” (Testemunhos Seletos. vol. II, pág. 290).
“Disse o meu anjo assistente. ‘ Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas mensagens. A verdadeira compreensão dessas mensagens é de vital importância. O destino das almas depende da maneira em que forem elas recebidas” (Primeiros Escritos, pág. 258). O grifo é nosso.

“Quanto mais o eu for exaltado, tanto mais diminuirá a fé nos Testemunhos do Espírito de Deus... Os que têm confiança posta em si mesmos, hão de reconhecer sempre menos a Deus nos Testemunhos dados pelo Seu Espírito” (Ibidem 292).

“Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de Seus Profetas e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos Testemunhos do Seu Espírito. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao Seu povo a respeito de Sua vontade e da conduta que este deve ter” (Testemunhos Seletos, vol. II pág. 276, 2ª edição, 1956).
No texto de Hb 1.1. onde consta, “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”, é mudado para indicar que hoje já não fala pelo mesmo meio, seu Filho Jesus Cristo, mas nos fala hoje de modo diferente, ou seja, pelos escritos de Ellen G. White. Deste modo, não devemos mais consultar a Bíblia quando quisermos ouvir a voz de Deus, mas devemos procurar entender Deus falar pelos escritos dela. Preferia que a chamassem de ‘A mensageira do Senhor’” (Review and Herald, 26 de julho de 1906).

AUTORIDADE RECONHECIDA

Dizem os adventistas:
“CREMOS QUE:... Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação para os Adventistas do Sétimo Dia ...
NEGAMOS QUE: A qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas. (Revista Adventista, fev. 1984, pág. 37).

O que está dito pela Igreja Adventista do Sétimo Dia é muito sério. Afirmar que a autoridade dos escritos de Ellen G. White quanto à inspiração é igual a dos escritores da Bíblia, é chamá-los de infalíveis. Podemos escolher entre ler os escritos, por exemplo, de Paulo, através de suas epístolas numa das quais ele afirma: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor” (1 Co 14.37) ou ler os escritos de Ellen G. White, acerca dos quais está escrito: “Embora os profetas da antigüidade fossem humanos, a mente divina e a vontade de um Deus infalível, estão suficientemente representadas na Bíblia. E o mesmo Deus fala por meio dos escritos do espírito de profecia. Estes livros inspirados, tais como O Desejado de Todas as Nações, O Conflito dos Séculos e Patriarcas e Profetas, são certamente revelações divinas da verdade sobre as quais deveríamos depender completamente” (Orientação Profética No Movimento Adventista, pág. 45). O grifo é nosso.

Ela ainda diz que “os livros do ‘Espírito de Profecia’ e também os ‘Testemunhos’, devem ser introduzidos em toda família observadora do sábado; e os irmãos devem conhecer-lhes o valor e ser impelidos a lê-los” (Testemunhos Seletos, vol. II, pág. 291) (o grifo é nosso)

Duvidar de seus escritos é estar em trevas (Testemunhos Seletos, vol. II, pág. 291) e a compreensão de seus escritos decidirá o destino das almas (Primeiros Escritos, p. 258).
Imaginem os sabatistas reconhecendo a autoridade de EGW e terem de obedecer ao seguinte mandamento dela:
“Em resposta a indagações quanto à conveniência de casamento entre jovens cristãos de raças branca e preta, direi que nos princípios de minha obra esta pergunta me foi apresentada, e o esclarecimento que me foi dado da parte do Senhor foi que esse passo não devia ser dado; pois é certo criar discussão e confusão... Que o irmão de cor se case com uma irmã de cor que seja digna, que ame a Deus e guarde os Seus mandamentos. Que a irmã branca que pensa em unir-se em matrimônio a um irmão de côr se recuse a dar tal passo, pois o Senhor não está dirigindo nessa direção” (Mensagens Escolhidas, vol. II, pág. 344).

A QUESTÃO DO SÁBADO NA VISÃO DE EGW

1. Os adventistas declaram que a equação: sábado = justificação pelas obras, atribuída aos observadores do Sábado, é falsa, caluniosa e pecaminosa (por ser mentira) espero que já tenham modificado tais alegações em sua literatura, se é que realmente amam a verdade e se batem pela mais elevada ética cristã.
Veja, você leitor, como os sectaristas pisam sobre a dignidade dos seus opositores. Não andarem conforme sua cartilha, são tidos como desonestos. Vejamos o que declarou Ellen G. White sobre a guarda do sábado:

“Santificar o sábado ao Senhor importa em salvação eterna” (Testemunhos Seletos, vol. III, p. 23 – 2ª edição, 1956).

Se uma citação não bastar, pois poderiam afirmar que somos injustos em tirar um texto fora do contexto, temos outras ainda em seus escritos. Escreve Ellen no livro O Conflito dos Séculos: “O sábado será a pedra de toque da lealdade: pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não o servem” (pág. 611, Ellen Gould White. Casa Publicadora Brasileira. 1971).

Nem mesmo o cancelamento dos pecados como afirma as Escrituras (1 Jo 1.7,9), têm certeza os sabatistas se não se viverem em harmonia com a lei de Deus, o que implica naturalmente, para eles, a guarda do sábado.

Eis o que ela declara no livro O Conflito dos Séculos:

“.... verificando-se estar o seu caráter em harmonia com a Lei de Deus, seus pecados serão riscados, e eles próprios havidos por dignos de vida eterna” (pág. 487, CPB-1971).

Será que isso é “citação desonesta de trechos isolados?” É difícil aceitar que líderes da guarda do sábado desconhecessem essas declarações de sua profetisa? E isso não é uma opinião isolada. Os supostos guardadores do sábado, raciocinam assim: o sábado não implica em justificação pelas obras, mas quem não guarda o sábado e crê que o domingo como “dia do Senhor” (Ap 1.10), tem o sinal da besta e será atormentado para sempre (Ap 14.9-11).

Enquanto isso, Paulo escreveu treze epístolas e em nenhuma delas recomendou, como necessário para a salvação, a guarda do sábado. Pelo contrário, combateu aqueles que guardavam dias para se justificar diante de Deus, afirmando que temia pela salvação deles, pois estavam aceitando outro evangelho.

“Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias (sábados), e meses (luas novas), e tempos, e anos (festas anuais). Receio de vós, que não haja trabalhando em vão para convosco” (Gl 4.9-11).

Também em Cl 2.16-17 Paulo declara, “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados. Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”. E saiba que a palavra ‘sábados’ se refere ao sábado semanal.














* título original: “Uma carta não respondida” - (Esta matéria é de autoria do Pr. Natanael Rinaldi – numa resposta ao adventista, Azenilto Brito).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Simpatias de Ano-Novo (Feitiçarias Caseiras) CACP



"Para passar o ano novo é recomendável usar roupas brancas. Para ter bastante dinheiro usa-se uma nota nova na carteira"

"Para conquistar um amor, coloque numa pequena vasilha algumas gotas de azeite de oliva, folhas de ciprestes e umas gotas de perfume de laranjeira. Misture tudo muito bem e guarde. Toda vez que você sair, passe um pouquinho dessa fórmula sobre as sobrancelhas e, em seguida, leia o Salmo 113, deixando-o aberto sobre a cabeceira da cama". 

"Para atrair sorte, faça um saquinho pequeno, com tecido vermelho, que nunca tenha sido usado. Coloque dentro dele um pouco de cera de abelha e feche-o. Carregue sempre na carteira ou no bolso, como patuá".

"Para uma solteira conseguir casamento, conte três palmos de uma fita branca e corte. Amarre este pedaço da fita numa imagem de Santo Antônio. Deve colocar a imagem no quarto e pedir a Santo Antônio que lhe arranje um casamento. Se a mulher solteira for você, a simpatia também pode ser feita. Peça para que sua mãe ou uma amiga fiel faça a simpatia, sem que você veja". 

Estas são algumas das milhares de receitas mágicas de domínio popular, as quais muitos recorrem a fim de resolver seus problemas. Seus praticantes as chamam de simpatias e são largamente empregadas pelo povo brasileiro, sendo difundidas como inofensivas tradições folclóricas. Mas... Será que as simpatias são realmente inofensivas? Que poderes envolvem? Que perigos escondem? Quais os reais limites entre a fé e a superstição? O uso de palavras bíblicas santifica esta prática? Há alguma relação entre a simpatia e a bruxaria?

Possuir respostas para estas perguntas é vital. Pessoas que jamais entrariam em um terreiro ou se envolveriam com algum tipo de ocultismo tornam-se ingenuamente (ou não) vítimas das maldições inerentes a este tipo de prática. A inocência não serve de escudo.


Definindo simpatia

O que é mesmo simpatia? O dicionário Aurélio a define, entre outras coisas, como: "ritual posto em prática, ou objeto supersticiosamente usado, para prevenir ou curar uma enfermidade ou mal-estar". Mas esta explicação é muito branda. A significação de um site sobre simpatia é outra bem diferente para esta prática: "Simpatia é a maneira ritual de forçar poderes ocultos a satisfazerem a nossa vontade". 
Este conceito é exato e sincero, uma vez que não são as meras palavras, atos, rituais e objetos que vão levar a realização do desejo do praticante da simpatia, mas, sim, os poderes nela invocados. Não são as gotas do azeite, os pingos da vela e/ou o pano vermelho os verdadeiros objetos da fé. Os praticantes, quando usam destas coisas, colocam sua fé em entidades indefinidas ou em algum santo católico, como no caso de Santo Antônio, Santo Expedito e São Jorge, muito comuns em simpatias.
Isso significa que, mesmo sem intenção, ou involuntariamente, procura-se criar algum vínculo com o mundo espiritual e manipulá-lo de forma a atender nossos desejos. A grande questão é: com quem a magia da simpatia lida?


Brincando com o inimigo

Neste mundo pragmático em que vivemos, o que as pessoas geralmente querem saber é: "Funciona?". O mesmo site comenta: "A simpatia tem grande prestígio, dada a psicologia do povo que quer resultados imediatos, sem tratamento e sem trabalho, trazidos pelas escamoteações da mágica. Em suma, o milagre". 

Embora a única preocupação do praticante seja ter resultado imediato, ele, porém, não se detém para questionar qual a fonte do poder por trás das simpatias. Claro que a maioria não funciona, e o aparente efeito de algumas não passa de coincidência ou auto-sugestão. Mas quando se trata de um "milagre" real, os envolvidos não questionam o autor do suposto milagre, nem sequer cogitam que estes "poderes ocultos" têm como fonte os espíritos malignos.

A Bíblia relata que quando Moisés foi enviado por Deus ao Egito para falar a faraó acerca da libertação do povo hebreu, lançou sua vara ao chão e Deus a transformou em cobra. Entretanto, os magos egípcios fizeram o mesmo com seu poder (Êx 7.10-12). Os milagres foram iguais, mas a fonte deles era antagônica: Moisés invocava ao Deus verdadeiro, e os outros, cultuavam falsos deuses e espíritos malignos.

Assim, pode-se depreender que desejar milagres e não se preocupar com a "fonte de origem" é abrir a porta para a atuação do diabo. Sobre o poder do diabo em obrar prodígios a Palavra de Deus esclarece: "A vinda desse iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da mentira, e com todo engano da injustiça para os que perecem. Perecem porque não receberam o amor da verdade para se salvarem" (2Ts 2.9,10; grifo do autor).


Fé e superstição

"De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm 10.17). Logo, a fé bíblica, a fé verdadeiramente cristã, é uma conseqüência de se ouvir e aceitar a Palavra de Deus. A superstição, elemento essencial das simpatias, não tem seu fundamento nas Escrituras Sagradas, se é que possui algum fundamento. As pessoas que se envolvem com simpatias, o fazem pela indicação de outro, e não se preocupam em analisar os poderes ocultos que se escondem por trás das mesmas.

Mesmo o uso de objetos, palavras e atos narrados na Bíblia podem se degenerar em superstição. Embora a Palavra de Deus se utilize desses elementos, tais elementos, no entanto, só têm valor quando baseados na fé. "Tudo o que não é por fé, é pecado" (Rm 14.23).

Temos de fazer distinção entre as narrações bíblicas e os princípios bíblicos. Quando Deus ordenou ao povo de Israel que desse voltas ao redor dos muros de Jericó e tocasse trombetas para que os muros caíssem (Js 6), não estava ensinando com isso um ritual de "como derrubar muros". A Bíblia é explícita ao dizer que "pela fé caíram os muros de Jericó" (Hb 11.30), e não pelo simples fato de serem rodeados. Houve uma ordem específica de Deus e uma obediência em fé correspondente, então Deus operou. A vitória veio de Deus pela fé, e não porque aquele era um ritual mágico.

Da mesma forma, o fato de Jesus ter cuspido na terra, feito lodo, passado nos olhos de um cego e este ter sido curado após lavar-se no tanque de Siloé, não significa que Jesus estava ensinando, com isso, um ritual para curar cegos (Jo 9.11). Aquele foi um milagre produzido pelo poder de Cristo mediante a fé, e não passos a serem seguidos pelos cegos que buscam cura. A Bíblia estava narrando um acontecimento, não ensinando um ritual para curar cegos.

É importante também mencionar a repetição de palavras que geralmente está inserida nas simpatias. Jesus condenou a prática das chamadas "rezas", quando disse: "E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles..." (Mt 6.7,8). Embora no dicionário orações e rezas sejam palavras sinônimas, na prática, porém, as rezas tornaram-se fórmulas mágicas com poder em si mesmas, e não representam nenhuma manifestação de fé, no sentido bíblico.

É bom ratificar que, biblicamente, fé significa confiar (crer) em Deus e em Cristo (Jo 14.1). Os cristãos oram e tomam atitudes confiando nas promessas divinas, e não em meras palavras e atos por si só. Os praticantes da simpatia não agem de acordo com um relacionamento pessoal com Deus ou Jesus.


O nome de Deus em vão

"SALMOS 37 e 38 - Leia os salmos 37 e 38 três vezes ao dia, durante três dias. Após tê-lo feito, publique o texto (salmo) no jornal no quarto dia e veja o que acontece. Faça dois pedidos difíceis e um impossível". 

Tem-se popularizado o uso de Salmos, ou mesmo do nome de Jesus, como simpatia para a resolução de problemas. Todos os dias, os jornais trazem uma coluna de agradecimento ou de recomendação de pessoas que aconselham os leitores a usar o "salmo tal" ou a "palavra tal" para resolverem seus problemas e alcançarem alguma coisa.

"Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão" (Êx 20.7). Embora alguns achem que, ao citarem a Bíblia, Deus ou Jesus valida este tipo de atitude, o oposto, no entanto, é que é verdade. As pessoas estão, de fato, querendo manipular a Deus por meio de palavras e ritos, quando a Bíblia ensina que isto é abominável aos seus olhos. 

Nós, os cristãos, mais do que ninguém, reconhecemos o poder da Palavra de Deus. Mas este poder só é válido quando tomamos toda a Bíblia como regra de fé e conduta, e não quando extraímos trechos isolados e os usamos com um ritual, ou quando escrevemos um salmo ou outro trecho qualquer das Escrituras e os usamos como talismã. O salmo 91 é Palavra de Deus e, se creio nele e o aplico em minha vida, ele trará resultado. Entretanto, o mero pano ou papel onde ele está impresso não é um talismã para ser colocado atrás da porta para me proteger de espíritos malignos.

Temos de tomar cuidado para que a nossa fé não se deteriore em superstição e idolatria. Em Números 21.4-9, Deus ordenou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze e colocasse sobre uma haste. Todos os israelitas que olhassem para ela seriam curados, e assim aconteceu. Todavia, com o passar dos dias, o povo de Israel, ao invés de colocar sua fé no Deus que os curava ao olharem para a serpente de bronze, puseram sua confiança na própria serpente e passaram a adorá-la e a oferecer-lhe incenso. Substituíram Deus por um dos instrumentos que Ele usou para abençoá-los. Por isso o rei Ezequias ordenou sua destruição: "Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã" (2Rs 18.4; grifo do autor). 


Feitiçaria caseira

"A bruxaria está na moda, e é possível encontrar cada vez mais adeptos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte. Suas fileiras exibem advogados, contadores e engenheiros [...] As feiticeiras modernas não gostam de ser chamadas de bruxas. Preferem o termo medieval wicca (pronuncia-se uíca), que deu origem à witch (bruxa em inglês). A palavra vem do alemão arcaico, wic, que significa dobrar, porque a mágica teria função de mudar ou 'dobrar' os acontecimentos". Mas, como diz Eddie Van Feu em seu livro Wicca - Rituais: "A verdade é que wicca é só um termo mais bonitinho para bruxaria". 
Os que consideram exagero comparar simpatia e feitiçaria fariam bem em atentar para este assunto. Vejamos os rituais ensinados no mesmo livro sobre wicca: 

Para proteger seu lar

"Deixe romãs abertas na janela da casa para trazer paz e harmonia para sua família", ou: "Faça uma cruz com dois pedaços de canela em pau e coloque-a escondida atrás da porta em sua escrivaninha".

Para ter amor

"Guarde uma rosa ou um amor-perfeito dentro de seu livro de poesia ou do seu romance favorito. Tenha-o sempre à cabeceira, pois este é um poderoso talismã".

Perguntamos: qual é, então, na prática, a diferença entre a simpatia e a bruxaria? Ambas se apóiam em rituais, objetos e palavras para alcançar seus objetivos. Ambas utilizam elementos cristãos. Ambas definem apenas vagamente os poderes envolvidos na realização de seus "encantamentos". Em outras palavras, são usados apenas termos diferentes em relação ao mesmo tipo de prática. As forças malignas utilizadas pelos bruxos na História Antiga e Medieval continuam sendo acionadas por meio das chamadas "simpatias". O sincretismo cristão encobriu essa realidade, mas não pode mudar a essência do que realmente envolvem essas práticas.

Os historiadores são unânimes em admitir que o catolicismo português trazido para o Brasil era fortemente influenciado pela bruxaria européia. Como resultado, as mesmas práticas continuam sendo realizadas "camufladamente". Logo, simpatias nada mais são do que bruxarias caseiras efetuadas por pessoas que apenas querem resultados e estão dispostas a fazer qualquer coisa para alcançá-los.


Livrando-se da simpatia

"Andamos por fé, e não por vista" (2Co 5.7). Este é o fundamento da fé evangélica e bíblica. Quando o relacionamento diário com Deus se baseia em objetos, fórmulas, rituais e/ou palavras previamente estabelecidas, então ocorre um afastamento. Não importam quantas "graças" as pessoas digam que alcançaram por este meio, isto não prova que foi Deus quem realizou nada. O Novo Testamento rejeita completamente o uso de tais subterfúgios para se alcançar resposta divina, e o Velho Testamento só o faz quando é orientado por Deus e, mesmo assim, como símbolos espirituais de Cristo. 

Não se engane, caro leitor, mexer com simpatia é mexer com o oculto, e todo benefício que resultar disso é aparente. "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios (receitas de simpatia e magia) [...] Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem. Tudo o que fizer prosperará" (Sl 1.1-3; parênteses do autor).


Notas: 

Novo Aurélio - O Dicionário da Língua Portuguesa Século XXI, Ed. Nova Fronteira. 

http://www.ifolclore.com.br/simpatias/intro.htm

http://www.ifolclore.com.br/simpatias/intro.htm

Classificados do jornal A tribuna, de Santos, de 22/03/03.

Revista Época, 21 de out. de 2002, p.86.

Eddie Van Feu: carioca que estreou no mercado editorial nacional com a revista Olha à frente!, Ed. Escala, onde assinou muitos outros materiais. Atualmente, edita a Talentos do Mangá e escreve uma bateria de livros de Wicca, além de produzir diversos roteiros para desenhistas de todo o Brasil.

Wicca - Rituais, Eddie Van Feu, Ed. Escala, p. 11. 

Ibid., p. 23-4.












Pr. Eguinaldo Hélio de Souza é fundador e pastor 
presidente do Ministério Evangélico Esperança 
em São Vicente/SP, jornalista, poeta, membro da
Academia Vicentina de Letras, 
professor de teologia, colunista do Hoje Jornal
(SBC), palestrante nas áreas de escatologia e
apologética.
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